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segunda-feira, 29 de abril de 2019

CHARLIE CHAPLIN CURTAS MUTUAL 10 11 12

10 1917 CARLITOS NAS TERMAS (The Cure, EUA, 16 ABRIL 1917)

11 1917 O IMIGRANTE (The Immigrant, EUA, 17 JUNHO 1917)

12 1917 O PRESIDIÁRIO (The Adventurer, EUA, 22 OUTUBRO 1917)



CHARLIE CHAPLIN CURTAS MUTUAL 07 08 09

07 1916 CARLITOS NO ESTÚDIO (Behind the Screen, EUA, 13 NOVEMBRO 1916)

08 1916 CARLITOS PATINADOR (The Rink, EUA, 04 DEZEMBRO 1916)

09 1917 RUA DA PAZ (Easy Street, EUA, 22 JANEIRO 1917)



CHARLIE CHAPLIN CURTAS MUTUAL 04 05 06

04 1916 UMA HORA DA MADRUGADA ( One A.M., EUA, 07 AGOSTO 1916)

05 1916 O CONDE (The Count, EUA, 04 SETEMBRO 1916)

06 1916 LOJA DE PENHORES (The Pawnshop, EUA, 02 OUTUBRO 1916)



CHARLIE CHAPLIN CURTAS MUTUAL 01 02 03

01 1916 CARLITOS NO ARMAZÉM (The Floorwalker, EUA, 15 MAIO 1916)

02 1916 CARLITOS BOMBEIRO (The Fireman, EUA, 12 JUNHO 1916)

03 1916 O VAGABUNDO (The Vagabond, EUA, 10 JULHO 1916)






domingo, 4 de janeiro de 2015

197 1947 MONSIEUR VERDOUX (MONSIEUR VERDOUX, EUA)


Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Tothetoh
Música: Charles Chaplin
Elenco:
Charles Chaplin ……Henri Verdoux
Mady Correll …………Mona Verdoux
Allison Roddan ……..Peter Verdoux
Robert Lewis ………...Maurice Bottello
Audrey Betz …………Martha Bottello
Martha Raye ………...Annabella Bonheur
Ainda: Ada May, lsobel EIsom, Marjorie Bennett, Helene Heigh, Margaret Hoffman, Marilyn Nash, Irving Bacon, Edwin Mills, Virginia Brissac.

Indicação ao Oscar: Charles Chaplin (roteiro)

Charles Chaplin comprou a ideia da sua comédia mais negra (por 5 mil dólares) de Orson Welles, cujo plano original era fazer um documentário sobre o lendário assassino em série de esposas francês Henri Desiré Landru. Chaplin deu à história uma abordagem sócio-satírica nova e mordaz, em resposta à paranoia crescente dos anos da Guerra Fria. Verdoux (Chaplin), um pequeno-burguês tranquilo e charmoso, só adota sua profissão lucrativa de se casar com viúvas ricas e assassiná-las mais tarde, quando a depressão econômica impossibilita que ele ganhe a vida honestamente como caixa de banco. Quando é finalmente levado à justiça, sua defesa consiste em que, enquanto o assassinato privado é condenado, a matança pública - na forma da guerra - é glorificada: "Um assassinato transforma uma pessoa em vilã - milhões, a transformam em herói. Os números santificam." Esses não eram sentimentos populares na América de 1946, e Chaplin se viu cada vez mais na mira da Direita - uma caça às bruxas que resultou na sua partida definitiva dos Estados Unidos em 1952. Verdoux, acompanhado pela animada canção-tema (Chaplin, como sempre, compôs sua própria trilha), é um personagem rico e vívido. A economia rígida do pós-guerra obrigou Chaplin a trabalhar mais rápido e com multo mais planejamento do que em filmes anteriores. O resultado é uma de suas narrativas mais bem construídas, que ele mesmo considerou, sem modéstia, "o filme mais Inteligente e brilhante da minha carreira". DR
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 197)

sábado, 27 de setembro de 2014

095 1936 TEMPOS MODERNOS MODERN TIMES, EUA)


Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Ira H. Morgan, Roland Totheroh
Música: Charles Chaplin
Elenco:
Charles Chaplin ………..Trabalhador da Fábrica
Paulette Goddard ……….Gamin
Henry Bergman …………Proprietário do Café
Tiny Sandford ……………Big Bill
Chester Conklin …………Mecânico
Hank Mann ………………Burglar

Tempos Modernos foi o último filme em que Charles Chaplin fez o papel de Carlitos, em que ele criara em 1914 e que lhe trouxe fama e carinho universais. Nesse meio tempo, o mundo havia mudado. Quando Carlitos nasceu, o século XIX ainda estava próximo. Em 1936, com o mundo ainda sob os efeitos da Depressão, ele confrontou as ansiedades que não diferem tanto daquelas do século XXI: pobreza, desemprego, greves e fura-greves, intolerância política, desigualdade econômica, a tirania das máquinas e os narcóticos. Esses eram os problemas que passaram a preocupar de fato Chaplin no decorrer de Sua turnê mundial de 18 meses de duração em 1931-1932, período em que observou a ascensão do nacionalismo e os eleitos sociais da Depressão: o desemprego e a automação. Em 1931, ele declarou numa entrevista a um jornal: "O desemprego é a principal questão... as máquinas devem beneficiar a humanidade, e não causar tragédias.e tirar dela o trabalho." Explorando essas questões sob o foco da comédia, Chaplin transforma Carlitos em um dos milhões de peões de fábrica espalhados pelo mundo. Ele primeiro surge como um operário enlouquecido por seu trabalho monótono e desumano na esteira de uma linha de produção e sendo usado como cobaia de uma máquina para alimentar os trabalhadores enquanto eles exercem suas funções. Casualmente, Carlitos encontra um companheiro na sua batalha nesse novo mundo: uma jovem (Paulette Goddard) cujo pai foi morto em uma greve e que se une a Chaplin. Os dois não são rebeldes nem vítimas, escreveu Chaplin, mas "apenas duas almas vivas em um mundo de autômatos", Na época do lançamento de Tempos modernos, os filmes falados já existiam havia uma década. Chaplin cogitou usar diálogos e chegou até a preparar um roteiro, mas reconheceu, no fim das contas, que Carlitos dependia da pantomima do cinema mudo, em um momento, no entanto, sua voz é ouvida, quando, ao ser contratado como garçom cantante, ele improvisa uma canção em uma maravilhosa embromação de Italiano. Concebido em quatro "atos" - cada qual equivalente a uma de suas antigas comédias de dois rolos -, Tempos modernos mostra Chaplin ainda em seu ápice, imbatível como criador de comédias visuais. O filme resiste, no mínimo, como um olhar sobre a sobrevivência humana nas circunstâncias industriais, econômicas e sociais do século XX e, talvez, do século XXI. DR
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 095)

SMILE
Smile é uma canção composta por Charles Chaplin originalmente em 1936 para seu filme, Tempos Modernos. Em 1954, John Turner e Geoffrey Parsons adicionaram letra à canção.
A canção foi originalmente cantada por Nat King Cole tendo alcançado as paradas em 1954. A cantora Sunny Gale também regravou a canção, partilhando vendas com Cole, como mostrado no comércio de música Cashbox. Foi também regravado pela filha de Cole, Natalie, em seu álbum de 1991, Unforgettable... with Love.
Na Grã-Bretanha, versões rivais foram divulgados pelas cantoras Lita Roza e Petula Clark, em 1954. Clark depois regravou para o seu álbum de 1968, The Other Man's Grass Is Always Greener, época em que ela era uma amiga pessoal de C.Chaplin.







segunda-feira, 30 de junho de 2014

028 1925 EM BUSCA DO OURO (THE GOLD RUSH, EUA)


Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Totheroh
Música: Max Terr (versão de 1942)
Elenco:
Charles Chaplin …..Carlitos
Georgia Hale ……Georgia
Mack Swain ……..Big Jim McKay
Tom Murray ……..Black Larsen
Henry Bergman ……Hank Curtis
Ainda: Malcom Waite

Em busca do ouro vem corroborar a crença de Charles Chaplin de que tragédia e comédia nunca estão muito distantes uma da outra. Essa improvável inspiração dupla lhe velo depois de ver alguns slides sobre as privações sofridas pelos garimpeiros na corrida do ouro no Klondike entre 1896-1898 e ler um livro sobre a tragédia da expedição de Donner, de 1846, em que um grupo de imigrantes preso pela neve na Sierra Nevada é obrigado a comer seus próprios sapatos e os cadáveres dos companheiros mortos. A partir desse tema sinistro e árido, Chaplin criou alta comédia. O conhecido vagabundo se torna um garimpeiro, juntando-se à massa de homens corajosos e otimistas para enfrentar os perigos do frio, da fome, da solidão e dos ursos que, vez por outra, podiam aparecer. O filme foi, em todos os aspectos, o projeto mais elaborado da carreira de Chaplin. A equipe passou semanas filmando em locação nas geleiras de Truckee, na região castigada pela neve de Sierra Nevada. Lá, Chaplin recriou a imagem histórica dos garimpeiros lutando para atravessar a passagem de Chilkoot. Cerca de 600 figurantes, muitos deles andarilhos e vagabundos de Sacramento, foram levados de trem para escalar a passagem de 700m através da neve da montanha. Para a tomada principal, a equipe voltou para o estúdio em Hollywood, onde uma cordilheira em miniatura muito convincente foi feita com madeira, tela de arame, estopa, argamassa, sal e farinha. Além disso, os técnicos do estúdio criaram maquetes primorosas para produzir os efeitos especiais exigidos por Chaplin, como a cabana dos garimpeiros, que é levada por uma tempestade até a beira de um precipício, em uma das mais longas sequências de suspense cômico do cinema. Muitas vezes, é impossível perceber as passagens de maquete para cenário em tamanho real. Em busca do ouro é repleto de cenas cômicas que se tornaram clássicas. O horror histórico da fome dos pioneiros do século XIX inspirou a sequência em que Carlitos e seu parceiro Big Jim (Mack Swain) ficam presos na neve e famintos. Aos olhos do delirante Big Jim, o amigo se transforma intermitentemente em um frango assado - um triunfo tanto do cinegrafista, que teve que fazer o complexo truque funcionar apenas com a câmera, quanto de Chaplin, que assume, como num passe de mágica, as características de um pássaro. O sonho do garimpeiro solitário de oferecer um jantar de Ano-Novo para a bela garota do salão de dança (Geórgia Hale, que substituiu Lita Grey, de 16 anos, quando esta ficou grávida e se casou com Chaplin) dá a oportunidade para outro famoso número de Chaplin: a dança dos pãezinhos. A brincadeira não era inédita no cinema, porém Chaplin confere uma personalidade única às pernas dançantes feitas de garfos e pães. Hoje, Em busca do ouro é considerado uma das mais perfeitas realizações de Chaplin. Embora seu gosto pelo próprio trabalho tenha mudado com o tempo, no fim da vida ele declararia diversas vezes que este era o filme pelo qual gostaria de ser lembrado. D R
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 028)