OSCAR FILME ESTRANGEIRO 1974
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
sábado, 20 de agosto de 2016
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
225 1950 RASHOMON (RASHOMON, JAPÃO)
Direção:
Akira Kurosawa
Produção:
Minoru Jingo, Masaichi
Roteiro:
Ryunosuke Akutagawa, Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto, baseado nos contos
"Rashomon" e
"Dentro
da mata", de Ryunosuke Akutagawa
Fotografia:
Kazuo Miyagawa
Música:
Fumio Hayasaka
Elenco:
Takashi
Shimura …O lenhador
Toshirô
Mifune …....Tajômaru
Minoru
Chiaki ……..O padre
Machiko
Kyô ……….Masako Kanazawa
Masayuki
Mori ……. Takehiro Kanazawa
Daisuke
Katô ……...O policial
Oscar:
Akira Kurosawa (prémio honorário)
Indicação
ao Oscar: 5o Matsuyama, li Motsumoto (direção de arte)
Festival
de Veneza: Akira Kurosawa (Globo de Ouro), Akira Kurosawa (prêmio da crítica
italiana)
Três
viajantes se reúnem sob as ruínas de um templo durante uma tempestade. Um lenhador
(Takashi Shimura), um sacerdote (Minoru Chiaki) e um servo (Kichijiro Ueda) fazem
uma fogueira e refletem sobre uma história perturbadora. Assim começa uma história
dentro da história sobre um homem e uma mulher casados e um bandido que se
encontram em uma estrada na floresta. O lenhador se depara mais tarde com o cadáver
do marido e dá seu testemunho diante de uma comissão da polícia que investiga o
ocorrido. A explicação horroriza o sacerdote e entretém o servo de tal forma
que os mantém ocupados durante toda a tempestade com quatro versões do crime. Contado
a partir de pontos de vista conflitantes em forma de flashback, filmado com uma
câmera fluida, em constante movimento, e fotografado sob uma abóbada de luz
salpicada, Rashomon detalha perspectivas nâo-confiáveis. A sinceridade dos personagens
na tela e a veracidade das ações relatadas mostram-se, portanto, enganosas. Fatos
são colocados à prova e imediatamente questionados. Discrepâncias entre as histórias
sobrepostas do marido, da esposa e do bandido tornam difícil um relato fiel. Um
perfeito pesadelo epistemológico, a obra de Akira Kurosawa vencedora do Oscar
ainda termina com uma injeção de retidão moral. Embora Rashomon explore de forma
implícita a possibilidade perdida de renovação e redenção, seu tema central da descoberta
da verdade como uma distinção entre o bem e o mal é sustentado por gestos
simples de bondade e sacrifício. Como a estrada na floresta é explorada através
da perspectiva do bandido Tajomaru (Toshiro Mifune), ele é caracterizado como
um ser diabólico. Depois de ver Masako (Machiko Kyô), ele se encanta com sua
submissão voluntária antes de soltar seu marido samurai, Takehiro (Masayukl
Mori), para que os dois homens possam lutar até que um deles seja morto. Do
ponto de vista de Masako, ela é estuprada, desonrada e em seguida rejeitada
pelo marido; então sucumbe a uma ira histérica e o mata. Concordando apenas que
foi morto, Takehiro fala através de um médium (Fumiko Honma), explicando como
sua esposa correspondeu à paixão de Tajomaru antes de exigir a morte dele pelas
mãos do bandido. Sem ver nenhum benefício no assassinato, Tajomaru foge, assim
como Masako, abandonando Takehiro, que comete suicídio. Cada história é contada
de forma lisonjeira pelos seus próprios protagonistas. Assim, Tajomaru é um
criminoso impiedoso, Masako é uma vítima inocente e Takehiro, um guerreiro
honrado. Tudo isso parece verdade, até o lenhador explicar o que viu escondido
nas sombras. Sua perspectiva ratifica a frivolidade da esposa, a bravata do
bandido e a covardia do marido. Ela também oculta a sua cumplicidade em relação
ao crime até o servo apontá-la, desprezando a busca pela verdade. Kurosawa
termina esta história desoladora com uma nota positiva. Um bebê abandonado é descoberto
sob as ruínas do templo. O lenhador introduz no filme o tema da bondade humana
ao assumir a responsabilidade de cuidar do órfão como forma de redenção. Um
desfecho coerente - dada a esquizofrenia formal de Rashomon com sua estrutura
narrativa brilhante - para esta obra-prima de Kurosawa. CC-Q
(1001 FILMES PARA VER
ANTES DE MORRER 225)
sexta-feira, 25 de abril de 2014
201 1948 LADRÕES DE BICICLETAS (LADRI Dl BICICLETTE, ITÁLIA)
Direção:
Vittorio De Sica
Produção:
Giuseppe Amato, Vittorio De Sica
Roteiro:
Cesare Zavattini, Oreste Biancoli, Suso d'Amico, Vittorio De Sica, Adolfo
Franci, Gerardo Guerrieri, baseado no livro Ladri di Biciclette, de Luigl
Bartolini.
Fotografia:
Carlo Montuori
Música:
Alessandro Cicognini
Elenco:
Lamberto
Maggiorani … Antonio Ricci
Enzo
Staiola ……………Bruno
Lianella
Carell ………….Maria
Gino
Saltamerenda ……Baiocco
Vittorio
Antonucci ……...Ladrão
Ainda:
Giulio Chiari, Elena Altieri, Carlo Jachino, Michele Sakara, Emma Druettl,
Fausto Guerzoni.
Oscar:
Giuseppe Amato, Vittorio De Sica (prémio honorário – melhor filme estrangeiro)
Indicação
ao Oscar: Cesare Zavattini (Roteiro)
Antonio
Ricci (Lamberto Maggiorani), um desempregado na Roma do pós-guerra, consegue um
emprego de colador de cartazes de cinema depois que sua mulher penhora as
roupas de cama da família para tirar sua bicicleta do prego. Porém, assim que
ele começa a trabalhar, a bicicleta é roubada. Com Bruno (Enzo Staiola), seu
filho pequeno, a reboque, ele cruza a cidade tentando recuperá-la, deparando-se
no caminho com vários aspectos da sociedade romana, incluindo algumas das mais
agudas diferenças sociais. Esta obra-prima é geralmente considerada - e com
justiça - uma das peças-chave do realismo italiano. O crítico francês André
Bazin também o reconheceu como um dos grandes filmes comunistas já feitos. O
fato de ter recebido o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1949 sugere que ele
não foi visto dessa forma nos Estados Unidos à época. Ironicamente, a única
coisa que chamou a atenção dos censores americanos foi uma cena em que o garotinho
urina na rua. Para alguns defensores da teoria autoral, ele perdeu um pouco do
seu poder por não ter derivado de uma só mente. Uma colaboração entre o roteirista
Cesare Zavattini, o diretor Vittorio De Sica, atores amadores e muitos outros,
a produção é tão carregada de um espírito coletivo que é quase inútil tentar separar
os méritos. Ladrões de bicicletas contém o que talvez seja a maior
representação do relacionamento entre pai e filho da história do cinema, repleto
de oscilações e gradações progressivas em termos de respeito e confiança entre
os dois personagens, além de ser impressionantemente desolador. Ele também tem
seus momentos de comédia à Chaplin, como o comportamento contrastante de dois
menininhos almoçando no mesmo restaurante. Se comparado a um filme como A vida
é bela, ele dá uma Ideia de como o cinema comercial mundial e sua relação com a
realidade foram infantilizados no decorrer do século passado. JRos
(1001 FILMES PARA VER
ANTES DE MORRER 201)
quarta-feira, 5 de março de 2014
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Direção: Guillermo Del Toro Roteiro: Guillermo del Toro Produção: Arhtur Gorson, Bertha Navarro; Francisco Murguía, Bernard L. Nuss...












