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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

VITÓRIA AMARGA (Dark Victory, EUA, 1939)


Direção: Edmund Goulding
Sinopse:
Judith Traherne (Bette Davis) é uma jovem rica da sociedade. Um dia, seu médico Frederick Steele (George Brent) faz um terrível diagnóstico: ela tem um tumor no cérebro. Submetida a uma cirurgia, aparentemente ela se recupera. E também se apaixona pelo cirurgião. Mas Steele conta à sua secretária que o tumor irá reaparecer e Judith poderá morrer. Ao saber disso, ela entra em profunda depressão. Mas o médico Steele tenta de todas as formas salvar a vida da jovem.
Com Humphrey Bogart, Ronald Reagan


terça-feira, 9 de junho de 2015

#169 1964 COM A MALDADE NA ALMA (Hush…Hush, Sweet Charlotte, EUA)


Direção: Robert Aldrich
Roteiro: Henry Farrel, Lukas Heller
Produção:Robert Aldrich, Walter Blake (Produtor Associado)
Elenco: Bette Davis, Olivia de Havilland, Joseph Cotten, Agnes Moorehead, Victor Buono

Com o sucesso de público e crítica de O Que Terá Acontecido com Baby Jane?, Robert Aldrich tentou mais uma vez repetir a mesma fórmula, trazendo novamente as desafetas Bette Davis e Joan Crawford sob sua batuta, utilizando um roteiro escrito por Henry Farrel e Lukas Heller, e apostando no terrorpsycho-biddie que ele mesmo ajudou a fomentar. O resultado em Com a Maldade na Alma, ficou anos luz do filme anterior. Talvez seja a metragem longa demais (133 minutos), talvez seja o começo impactante e avassalador que vá caindo no marasmo com o decorrer do filme, talvez seja o uso da mesma fórmula e um final que você já imagina que terá uma reviravolta assim como em Baby Jane, talvez a substituição de Joan Crawford por Olivia de Havilland por problemas de saúde/ aporrinhação de Davis. Tudo isso junto fez o filme não funcionar da forma que deveria. Afinal é impossível se equiparar a um clássico anterior. Não que Com a Maldade na Alma seja ruim. Esse irmão bastardo de Baby Jane é simplesmente… Desnecessário, podemos assim dizer. Com a mesma estrutura narrativa e enredo parecidíssimo, Com a Maldade na Alma começa em um suntuosa festa em 1927, quando a jovem Charlotte está preste a fugir com John Mayhew, homem casado que é seu amante, dissuadido de última hora por ameaças feitas pelo pai de Charlotte, Big Sam (Victor Buono) e dá um bolo na garota na tão importante noite. Em seguida, ele é brutal e misteriosamente assassinado, tendo sua mão e cabeça decepados por um cutelo. Inclusive o corte da mão é chocantemente feito em close. Todas as suspeitas recaem sobre Charlotte, que aparece na festa com seu vestido todo ensanguentado e transtornada. Passam-se 37 anos e Charlotte, agora interpretada por Bette Davis, vive enclausurada na mansão da família em Baton Rouge, desequilibrada, impulsiva, infantil e remoendo a culpa durante todos estes anos do assassinato de seu grande amor. Para auxiliá-la, somente a empregada fiel da casa, Velma, interpretada por Agnes Moorehead, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel. Só que a construção de uma ponte e estrada no local obriga que Charlotte saia da casa, desapropriada pelo Estado, e na tentativa de conseguir ficar por lá, terá a ajuda de dois velhos conhecidos, o Dr. Drew (Joseph Cotten) e sua prima Miriam (de Havilland). Ambos já tiveram um caso no passado, mas Miriam deixou o local logo após o escândalo, tornando-se uma mulher bem sucedida e confiante. Esse é o ponto de partida para uma interminável sessão de intrigas e psicose, onde nada é o que aparenta ser e todos parecem utilizar-se de máscaras. Neste meio tempo, um jornalista inglês aparece em Baton Rouge para investigar a história e tentar solucionar porquê Jewel Mayhew, viúva de John, nunca acionou a seguradora para receber a apólice pela morte do marido. A situação começa a ficar cada vez mais insustentável, e a sanidade de Charlotte piorando a tal ponto, que ela começa a ter alucinações pesadíssimas, inclusive de ver o morto-vivo na escadaria do casarão, até acidentalmente atirar no Dr. Drew, matando-o. Daí cabe a Miriam agir como cúmplice e ajudar a despachar o corpo do antigo amante no rio.
ALERTA DE SPOILER. Leia por conta e risco ou pule para o próximo parágrafo.
É então que no terceiro ato, depois de duas horas de filmes e de muito vai e vem na trama, que se você já assistiu O Que Terá Acontecido com Baby Jane?, sacará qual será o final, que é praticamente idêntico. Em ambos a personagem de Bette Davis não tem culpa pelo acontecido, e viveu uma mentira durante toda a vida, vítima de culpa e remorso. Neste caso, John foi morto pela própria esposa, que ficou sabendo da traição do marido por fofoca de Miriam. E a morte de Drew também foi um embuste, sendo que ele está vivo e as balas do revólver que Charlotte usou eram de festim. Claro que Charlotte vai descobrir tudo isso e sua inocência durante todos estes anos e se vingar dos dois salafrários, redimindo-se perante ao espectador no final da película. Mas agora eu reservo o momento Nelson Rubens, pois realmente o mais interessante de Com a Maldade na Alma foram os bastidores da produção, que era para contar mais uma vez com a dupla Davis e Crawford. Fato é que Davis anunciou logo de cara que não filmaria nenhuma cena com Crawford. Nas diversas cenas em que elas aparecem juntas, Aldrich deveria usar um dublê de corpo ou tomadas por cima dos ombros. Claro que isso seria impossível e o diretor não aceitou. O clima no set ficou tão pesado e a tensão das duas senhoras aumentou de tal forma que Crawford acabou surtando, adquirindo uma doença psicossomática diagnosticada como infecção nas vias respiratórias e foi parar no hospital. Quando voltou a trabalhar, estava tão atormentada e com medo de Davis que só conseguia filmar três horas por dia, e teve que voltar ao hospital, com apenas três cenas rodadas. Obviamente ela teve de ser substituída. As primeiras opções eram Katherine Hepburn e Vivian Leigh para o papel de Miriam. Hepburn sequer retornou as ligações do estúdio e Leigh disse a seguinte negativa: “Não, obrigado. Eu posso até aguentar olhar para Joan Crawford às seis horas da manhã, mas certamente não para Bette Davis”. A velha deveria ser uma megera! Barbara Stanwyck e  Loretta Young foram as próximas a serem procuradas, que também recusaram o papel. Young por sua vez disse: “Eu não acredito em histórias de terror para mulheres e eu não faria um papel desses nem que estivesse passando fome”. Então tá. E fato que as duas eram amigas de Crawford também. No final, por própria indicação de Davis, Olivia de Havilland foi chamada, pois as duas já haviam contracenado juntas. Crawford só ficou sabendo que havia sido substituída no hospital, ao ouvir pelo rádio. Sua reação foi jogar um vaso de flores contra a parede. Para finalizar o post, um trecho retirado da biografia de Bette Davis escrita por Charles Hugham, o qual compactuo com sua opinião: “Dinheiro foi novamente o motivo pelo qual Bette foi forçada a tomar uma decisão espantosa no verão de 1964. Inacreditavelmente, concordou em co-estrelar com Joan Crawford outro melodrama de Robert Aldrich, Com a Maldade na Alma. O script dava-lhe o papel de uma assassina suspeita de um novo crime, que é levada à loucura por parentes implacáveis. Trechos plagiados por atacado de outros filmes, confrontações desabridas, uma mixórdia de elementos de teatro de marionetes certamente não supriria a base para uma continuação digna do entretenimento proporcionado por O Que Terá Acontecida com Baby Jane?”. Assino embaixo.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/05/22/169-com-a-maldade-na-alma-1964/

sexta-feira, 22 de maio de 2015

#153 1962 O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? (What Ever Happened to Baby Jane?, EUA)


Direção: Robert Aldrich
Roteiro: Lukas Heller (baseado na obra de Henry Farrell)
Produção: Robert Aldrich, Kenneth Hyman (Produtor Executivo)
Elenco: Bette Davis, Joan Crawford, Victor Buono, Wesley Addy, Ann Barton

Quando mundos colidem é uma expressão que posso utilizar como metáfora para O Que Terá Acontecido com Baby Jane? Afinal, duas estrelas da magnitude de Bette Davis (e seus olhos…) e Joan Crawford, decadentes (nesta ficção e na vida real) que se detestam e vivem se degladiando (nesta ficção e na vida real), atuando em um thriller psicológico diabólico, é um verdadeiro deleite para qualquer fã de cinema. Dirigido por Robert Aldrich, baseado no livro e Henry Farrell, a trama atualíssima de ódio fraternal, ciúmes, obsessão e psicose ecoa pelo tempo, em um filme agarrado (quase que literalmente) com unhas e dentes pelas duas atrizes que em seu tempo, eram simplesmente as melhores das melhores da era de ouro de Hollywood (com três Oscars na mala delas, dois para Davis e um para Crawford). Mas que estavam em momento de franca decadência. E o que mais impulsiona estas duas atuações viscerais é o fato de as duas se detestarem na vida real, e serem inimigas assumidas. Ainda assim, Aldrich obteve a imortal proeza de conseguir trabalhar com as duas e conseguir canalizar esse ódio para transparecerem no papel das irmãs Hudson, cada uma com sua tragédia pessoal de vida, confinadas em uma mansão em Hollywood vivendo uma desesperada situação limítrofe de angústia. Davis está sinistra, com uma maquiagem pesada e trejeitos diabólicos como “Baby” Jane Hudson, atriz mirim ao melhor estilo Shirley Temple (ou a menina Maísa se você quiser abrasileirar a coisa) que fazia muito sucesso no show business e era foco de todos os holofotes, tendo até sua bizarra boneca em tamanho natural. Sua irmã, Blanche era menosprezada pelo pai e pela irmã, até que com o passar dos anos, a aura de encanto da pequena Baby Jane foi desaparecendo, assim como seu estrelato, enquanto Blanche, uma Crawford contida, vaidosa, humilhada, incapaz e de dar pena, começou a ascender ao status de estrela de Hollywood. Isso não faria nem um pouco bem para a relação das duas. O ponto de virada que vai culminar nos horrores da trama é quando após uma festa, um trágico acidente de carro se sucede, onde Jane acaba sendo culpada por atropelar Blanche, aleijando-a e colocando-a em uma cadeira de rodas pelo resto da vida, e obrigando-a cuidar da irmã inválida por todos estes longos anos. Com suas carreiras destruídas, ambas as velhas solteironas vivem em um eco infinito do passado: Blanche se vendo nas reprises da televisão, o que emputece Jane, e a irmã mais velha cada vez mais psicótica, buscando retomar sua carreira, cantando seu one hit wonder: I’ve Written a Letter to Dady (vale muito a cena onde Davis recria de forma bizarra seu número infantil). Um espiral de tortura psicológica e abuso estoura com Jane perdendo o controle cada vez mais, mantendo a irmã em cárcere privado em seu quarto, falsificando sua assinatura para sacar dinheiro para gastar em figurino e nos preparativos de sua almejada volta aos palcos, mentindo para vizinhos, médico e polícia e servindo a ela um rato de jantar em uma bandeja de prata (na melhor cena do filme, com Davis rindo histericamente e Crawford gritando de horror). Isso culmina na completa perda das faculdades mentais de Jane, agredindo a irmã com chutes violentíssimos, amarrando-a na cama e deixando-a à própria sorte, até a cena final de seu “sequestro” e a chocante e comovente revelação que se desenrola nas areias da praia. E ainda há três figurantes que merecem esse parágrafo: Edwin Flagg, vivido por Victor Buono, o gordão oportunista que quer se aproveitar da pobre e desequilibrada Jane, acompanhando-a no piano em sua “futura” apresentação e arrumando um jeito de pegar a grana da velha, adiantado, claro (e que foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante); sua mãe Dehlia, que aparece pouco em cena, mas vale os minutos em que fica aos berros com o filho ao melhor exemplo de família disfuncional; e a descuidada empregada das Hudson, Elvira Stitt (Maidie Norman), cujo destino vai torna-la vítima da explosão da violência assassina contida de Baby Jane. Tratando-se do temperamento das duas estrelas e do histórico da disputa das duas fora das telas, O Que Terá Acontecido com Baby Jane? é um prato cheio para as mais extravagantes histórias de bastidores e todas as lendas urbanas que fizeram parte da mitologia do “por trás das câmeras” desta produção. Entre elas as mais famosas são a de que na cena em que Jane chuta violentamente Blanche, Crawford teve medo de participar da cena e um bonecão (extremamente perceptível) foi colocado em seu lugar, e Davis não poupou esforço em chutá-la como se fosse cobrar um tiro de meta, observada por uma atônita Joan Crawford, e quando a mesma tentou dificultar a vida de Bette Davis na cena em plano sequência em que ela deveria arrastá-la pela sala, colocando pesos nos bolsos e tossindo em uma das tomadas para ter de ser rodada de novo. Coisa de duas velhas megeras, como se pode ver. E vale lembrar que o caldo só azedou mais ainda quando Davis foi indicada ao Oscar por este filme, e Crawford, ignorada. Mas na noite da premiação, Crawford acabou subindo ao palco para receber a estatueta no lugar de Anne Bancroft, que não pode estar presente na cerimônia, pois tinha combinado previamente com todas as outras atrizes, somente para causar mais intriga com Davis. É importante ressaltar também O Que Terá Acontecido com Baby Jane? devido ao seu imenso sucesso de público e crítica, tornou-se um filme gênese de um subgênero do terror muito comum durante os anos 60, chamado de “psycho-biddy”, ou “hag horror”. Estes filmes traziam sempre uma atriz mais velha como protagonistas, passando por surtos psicóticos ou vítima de um grande mal ou perigo iminente, que serviu como retomada para algumas dessas grandes atrizes de outrora, fazendo com que voltassem a encontrar papeis no cinema, desta vez nestas produções de baixo orçamento de terror e suspense. Entre os mais populares filmes deste gênero estão: Almas Mortas, de William Castle, com a própria Joan Crawford, A Dama Enjaulada, com Olivia de Havilland e Com a Maldade na Alma, também dirigido por Robert Aldrich, este com Bette Davis no elenco.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/05/03/153-o-que-tera-acontecido-com-baby-jane-1962/

1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER
393 1962 O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE?  What Ever Happened To Baby Jane? 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

228 1950 A MALVADA (ALL ABOUT EVE, EUA)


Direção: Joseph L. Manklewicz
Produção: Darryl F. Zanuck
Roteiro: Joseph L. Manklewicz, baseado no conto "The Wisdom of Eve", de Mary Orr
Fotografia: Milton R. Krasner
Música: Alfred Newman
Elenco:
Bette Davis …………Margo Channing
Anne Baxter ………..Eve Harrington
George Sanders ……Addison DeWitt
Celeste Holm ……….Karen Richards
Marilyn Monroe …….Srta. Caswell
Gary Merrill, Hugh Marlowe, Gregory Ratoff, Barbara Bates, Thelma Ritter, Walter Hampden, Randy Stuart, Cralg Hill, Leland Harris, Barbara White

Oscar: Darryl F. Zanuck (melhor filme), Joseph L. Mankiewicz (diretor), Joseph L. Mankiewicz (roteiro), George Sanders (ator coadjuvante), Edith Head, Charles Le Malre (figurino), Thomas T. Moullon

Indicação ao Oscar: Anne Baxter, Bette Davis (atriz), Celeste Holm, Thelma Ritter (atriz coadjuvante), Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Thomas Little, Walter M. Scott (direção de arte), Milton R. Krasner (fotografia), Barbara McLean (edição), Alfred Newman (música)

Festival de Cannes: Joseph L. Mankiewicz (prêmio especial do Juri. Bette Davis (atriz)

Considerado um dos filmes mais perspicazes e sombrios já feitos sobre o show buslness, o drama de 1950 de Joseph L. Manklewicz, baseado cm "The Wisdom of Eve", um conto de 1946 publicado na revista Cosmopolitan, também foi adaptado para o rádio. Evitado durante quatro anos por outros estúdios, a combinação do roteiro cínico  e espirituoso de Mankiewicz com um elenco de alto calibre transformou a história em um enorme sucesso cinematográfico. Recebendo 14 Indicações ao Oscar, um recorde para a época, A malvada ganhou seis estatuetas. Incluindo as de Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (George Sanders), assim como as de Melhor Direção e Melhor Roteiro para Mankiewicz. Bette Davis, Anne Baxter, Celeste Holm e Thelma Ritter foram indicadas, tornando-o o recordista de indicações femininas. O filme começa com um plano fechado do prêmio a ser recebido pela jovem atriz Eve Harrington (Anne Baxter). A câmera então recua, revelando um salão repleto de convidados. Em seguida, Addison DeWitt (Sanders) começa uma narração que volta no tempo para revelar a verdadeira história de como aquele sucesso foi conquistado. Bette Davis é Margo Channing, uma envelhecida atriz da Broadway de 40 anos que se torna amiga de Eve, uma jovem fã atormentada por uma vida dura. Birdie (Ritter), a camareira de Margo, é a primeira a desconfiar da história triste de Eve, falando: "Que história! Só faltam os cães de caça mordendo-a no traseiro." Eve retribuí a confiança da atriz infiltrando se na sua vida profissional e pessoal através de uma série de mentiras. Em seguida, Eve engana a melhor amiga de Margot (Holm), seduz seu crítico leal, porém distante (Sanders), e fracassa em sua tentativa de roubar o noivo dela (Gary Merrill, marido de Davis na vida real). Em uma ponta breve, porém deslumbrante, Marilyn Monroe aparece nos braços de DeWitt na festa de Margo, em que ela diz a famosa frase: "Apertem os cintos, vai ser uma noite turbulenta." Tendo também ganhado um Oscar em 1949 por Quem é o infiel?, há quem considere o sucesso de Mankiewicz com A malvada a prova definitiva de seu talento se comparado ao seu irmão Herman, que ganhou o prêmio de Melhor Roteiro Original por Cidadão Kane. Independentemente dessa discussão, A malvada é amplamente considerado a maior conquista da longa carreira de Davis; o único senão do filme é Baxter, que não parece ser nada mais que pura ambição na forma de mulher. KK

(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 228)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

151 A ESTRANHA PASSAGEIRA (NOW, VOYAGER, EUA)


Direção: Irving Rapper
Produção: Hal B. Wallis
Roteiro: Casey Robinson, baseado no livro de Olive HIggins Prouty
Fotografia: Sol Polito
Música: Max Steiner
Elenco:
Bette Davis ………Charlotte Vale
Paul Henreid ……Jerry Durrance
Claude Rains ……Dr. Jaquith
Gladys Cooper …..Sra. Henry Windle Vale
Bonita Granville …June Vale
John Loder ……….Elliot Livingston
Ainda:  Ilka Chase, I ee Patrick, Franklin Pangborn, Katharine Alexander, James Rennie, Mary Wiekes

Oscar: Max Steiner (música)

Indicação ao Oscar: Bette Davis(atriz), Gladys Cooper (atrizcoadjuvante)

O fato de A estranha passageira, de Irving Rapper, ter conservado sua popularidade pode ser explicado pelos despudorados crescendos emocionais do filme, pelo carisma de sua estrela e, especialmente, pelo prazer - por mais perverso que ele seja - que retiramos de ver a transformação de Bette Davis de um patinho feio em um cisne (sua atuação lhe tendeu uma indicação ao Oscar). Um dos melodramas americanos clássicos e o precursor dos filmes de "transformação", A estranha passageira conta a complexa história da solteirona Charlotte Vale (Davis), a filha inacreditavelmente desleixada (basta olhar para as sobrancelhas grossas e para os óculos dela) de uma matriarca opressora de Boston. O psiquiatra Dr. Jaquith (Claude Rains) salva Charlotte mandando-a para um sanatório, onde sua cura é antecipada quando o médico quebra de forma teatral seus óculos (que mulher "normal" precisa deles?) e dá-se seu renascimento (ao som da trilha dramática de Max Stelner) como a estrela de cinema Bette Davis: deslumbrante desde as sobrancelhas feitas até suas sapatilhas bicolores. Essa borboleta recém-saída do casulo decide viajar e se apaixona por Jerry Durance (Paul Henreld), um homem casado; o romance deles é contado em grande parte através do uso expressivo dos cigarros, que sugerem o sexo que não vemos na tela. A trama se desenrola maravilhosamente a partir daí, terminando com a decisão de não buscar mais que amizade com a célebre, embora misteriosa, fala de Charlotte: "Oh, Jerry, não vamos almejar a Lua. Nós temos as estrelas." MO
 (1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 151)


sábado, 18 de outubro de 2014

113 1938 JEZEBEL (JEZEBEL, EUA)


Direção: William Wyler
Produção: Henry Blanke, Hal B Wallis, William Wyler
Roteiro: Clements Ripley, Abem Finkel, John Huston, Robert Bucknet, baseado na peça de Owen Davis
Fotografia: Ernest Haller
Música: Al Dubin, Max Steiner, Harry Warren
Elenco:
Bette Davis …………...Julie
Henry Fonda …………Preston Dillard
George Brent …………Buck Cantrell
Margaret Lindsay …….Amy
Donald Crisp …………Dr. Livingstone
Fay Bainter ……………Tia Belle

Oscar: Bette Davis (atriz)

Indicação ao Oscar: Hal B. Wallis, Henry Blanke (melhor filme), Fay Bainter (atriz), Ernest Haller (fotografia), Max Steiner (música)

O segundo mais famoso retrato de Hollywood de uma mimada bela do Sul, Jezebel ofereceu a Bette Davis o veículo perfeito para seus talentos como atriz em um papel marcante. Davis Interpreta Julie Marsden, a mais cobiçada debutante da Nova Orleans de 1850, uma sociedade regida por códigos de comportamento inflexíveis que a jovem considera sufocantes. Noiva de Preston Dillard (Henry Fonda), um nortista, Julie não termina seu relacionamento com Buck Cantrell (George Brent), um honrado cavalheiro
do Sul e a figura mais compassiva da história. Logo em seguida, Preston deixa Nova Orleans para voltar para o Norte; quando retorna à cidade, está casado com outra mulher. Por petulância, Julie causa um duelo em que Buck é assassinado, o que a transforma em pária, até para sua própria família. No entanto, ela se redime através de um heroico sacrifício durante uma epidemia de febre amarela, quando acompanha Preston, que se encontra muito doente, à ilha miserável onde as vítimas da enfermidade estão confinadas. William Wyler faz uso de um orçamento generoso e de um meticuloso desenho de arte nesta intrigante evocação do período. Um estudo de personagem multo mais completo do que E o vento levou (1939), Jezebel também foge do "mito do Sul agrário" que é tão proeminente naquele filme. Jezebel mostra uma Nova Orleans decadente, sem negros felizes e dominada por uma elite latifundiária agarrada a sua Invejosa Ideia de honra. RBP
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 113)


FILMOGRAFIA BETE DAVIS
2014 El último adiós de Bette Davis Ela Mesma)
1998 Tudo Sobre Minha Mãe (Margo)
1987 AS BALEIAS DE AGOSTO (Libby Strong)
1983 Direito de Morrer (Mini Dwyer)
1982 Cliente Morto Não Paga (in "Deception") (archive footage)
1978 A Volta da Montanha Enfeitiçada (Letha)
1978 Morte Sobre o Nilo
1968 O Aniversário (Mrs Taggart)
1964 Alguém Morreu em Meu Lugar (Margaret DeLorca / Edith Phillips)
1964 Com a Maldade na Alma (Charlotte) 1001F
1962 O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (Jane Hudson) 1001F
1955 A Rainha Tirana (Rainha Elizabeth I)
1953 A Festa de Casamento (Agnes Hurley)
1952 Lágrimas Amargas (Margaret Elliot)
1950 A Malvada (Margo Channing) 1001F
1949 A Filha de Satanás (Rosa Moline)
1948 Noiva da Primavera (Linda Gilman)
1945 O Coração Não Envelhece (Srta. Lilly Moffat)
1944 Vaidosa (Fanny Trellis)
1943 Graças à Minha Boa Estrela (Ela mesma)
1942 Estranha Passageira (Charlotte Vale) 1001F
1942 Nascida para o Mal (Stanley Timberlake)
1942 Satã Janta Conosco (Maggie Cutler)
1941 Pérfida (Regina Giddens)
1940 A Carta (Leslie Crosbie)
1939 Meu Reino Por um Amor (Rainha Elizabeth)
1939 Vitória Amarga (Judith Traherne) COLEÇÃO
1938 Jezebel 1001F
1937 Somos do Amor (Joyce Arden)
1936 A Floresta Petrificada (Gabrielle Maple)
1935 Perigosa (Joyce Heath)
1934 Escravos do Desejo (Mildred Rogers)
1934 NÉVOA DE MISTÉRIO (FOG OVER FRISCO)
1932 TRÊS... AINDA É BOM (THREE ON A MATCH)