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terça-feira, 28 de maio de 2019
domingo, 22 de abril de 2018
SEIS DESTINOS (Tales of Manhattan, EUA, 1942)
Direção: Julien
Duvivier
Sinopse:
A trajetória de um
fraque que foi feito especialmente para Paul Orman (Charles Boyer), um ator de
teatro, que o usa durante um encontro com Ethel Halloway (Rita Hayworth), sua
amante. John Halloway (Thomas Mitchell), o marido de Ethel, atira em Paul. O
fraque fica com um estrago e é vendido com desconto para Harry Wilson (Cesar
Romero), que está noivo. Porém quando Diane (Ginger Rogers), sua noiva, descobre
que ele não se portou dignamente decide se casar com George (Henry Fonda), o
melhor amigo de Harry. Assim o fraque vai parar em uma loja de roupas usadas e
é comprado por Elsa Smith (Elsa Lanchester), que é casada com Charles Smith
(Charles Laughton), um compositor que vai usar o fraque na noite em que regerá
sua primeira sinfonia. Como está muito apertado, o fraque se rompe durante a
execução da peça, quase estragando o debut de Charles. O fraque é costurado e
doado para um missão beneficente, onde o gentil administrador o cede para que
Larry Browne (Edward G. Robinson), um homem bom mas bastante pobre, possa ir a
25ª reunião dos colegas de faculdade. Esta noite irá provocar uma virada na
vida de Larry. Após participar de um assalto, o casaco no corpo do ladrão o acompanha numa fuga. O avião do foragido tem um princípio de incêndio e é jogado com o dinheiro do assalto, caindo em uma vila de negros pobres. Mais uma vez ele vai fazer sua mágica.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
209 1948 A DAMA DE SHANGAI (THE LADY FROM SHANGAI, EUA)
Direção: Orson Welles
Produção: William Castle, Orson Welles, Rhaul Wilson
Roteiro: Orson Welles, William Castle, Charles Lederer
baseado no livro lf Die Before I Wake, de Sherwood King
Fotografia: Charles Lawton Jr.
Música: Doris Fisher, Allan Roberts.
Elenco: Rita Hayworth, Orson Welles, Everet Sloane,
Glenn Anders, Ted de Corsia
Depois
de provar com O estranho (1946) que podia fazer um filme "normal" se
quisesse, Orson Welles retorna, aqui, ao gênero noir, escolhendo quase ao acaso
um romance pulp fiction (lf Die Before I Wake, de Sherwood King) e
apresentando algo tão rico e estranho que estava fadado a desagradar Harry
Cohn, diretor da Columbia. Ao simplesmente cortar a cabeleira que era marca
registrada de Rita Hayworth e tingi-la de louro, Welles desvalorizou deliberadamente
uma propriedade do estúdio, que calhava de ser também sua ex-esposa. E isso se
deu antes de ficar claro que ela não estava interpretando a beldade cativante
de Gilda (1946), mas uma vilã tão cruel que até seu indisfarçável sex appeal se
torna repulsivo. Com um sotaque irlandês titubeante, Welles é um marinheiro
contratado por um advogado aleijado (Everett Sloane, sórdido e assustador) para
trabalhar em seu iate e talvez também (como no enredo preservado por Welles em
Uma história imortal [1968]) prestar serviços à sua bela esposa. Um assassinato
ocorre, seguido por um julgamento em que todos agem de forma no mínimo
antiética, e um caleidoscópio louco é despedaçado por um clímax envolvendo um
tiroteio numa sala de espelhos. A dama de Shangai, como filme, é um espelho
despedaçado, com fragmentos de genialidade que jamais poderão ser juntados para
formar algo que faça sentido. KN
i(1001 FILMES PARA VER
ANTES DE MORRER 209)
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
125 1939 PARAÍSO INFERNAL (ONLY ANGELS HAVE WINGS, EUA)
Direção: Howard Hawks
Produção: Howard Hawks
Roteiro: Jules Furthman, Howard Hawks
Fotografia: Joseph Walker
Música:
Dimitri Tiomkin, Manuel Alvarez Maciste
Elenco:
Cary Grant ……………… Geoff Carter
Jean Arthur ………………Bonnie Lee
Richard Barthelmess……Bat Kilgallen – MacPherson
Rita Hayworth ……………Judy MacPherson
Thomas Mitchell …………Kid Dabb
Allyn Joslyn ………………Les Peters
Ainda: Slg Ruman, Victor Killan, John Carroll, Don
"Red" Barry, Noah Beery Jr., Manuel Maciste, Milisa Sierra, l.urln Villegas,
Pat Flaherty.
Indicação
ao Oscar: Joseph Walkei (fotografia), Roy Davidson (efeitos especiais), Edwin
C. Hahn (efeitos sonoros)
Embora
Howard Hawks já tivesse lidado com a camaradagem masculina em profissões de
risco (especialmente a aviação) em filmes de ação do início da década de 30,
como A patrulha da madrugada, Delirante e Heróis do ar, este drama de 1939
indica uma transformação no seu estilo, ao imprimir uma marca pessoal em um
gênero melodramático para estabelecer o tom heroico-cômico-romântlco que ele
buscaria mais tarde em Uma aventura na Martinica, Onde começa o inferno e El
Dorado. Atenção às cantorias em grupopo, às brincadeiras entre amigos, à
divisão das tarefas domésticas, aos apelidos e fofocas, à divertida afetação
compartilhada pelos sujeitos "durões" e ao verniz de cinismo que
mascara sentimentos sinceros. Paraíso infernal possui extraordinárias,
empolgantes e arriscadas sequências de voo, em especial uma arriscada
aterrissagem seguida de decolagem no altiplano andino - , porém o coração do filme está no solo, onde
acompanhamos a união de um grupo que gira em torno do herói Geoff Carter (Cary
Grant). Uma cabeça mais alto do que sua equipe e sem deixar dúvidas de que é a
estrela, Geoff comanda um serviço de correio aéreo na América do Sul, inspirando
um grupo de veteranos de guerra traumatizados, novatos e vagabundos a saltar
sobre os Andes em aviões obsoletos. A showgirl Bonnie Lee (Iran Arthur) se vê
presa no campo de aviação: a princípio, fica aterrorizada com a altitude
ostensivamente machona dos pilotos quando um deles é morto em um acidente tolo,
porém aos poucos passa a ver o lado sensível deles e acaba se juntando a Geoff
em uma animada interpretação da música "The Peanut Vendor". Essencialmente
uma novela com testosterona, o filme conta com um grupo de pessoas “avariadas” mostrando
seu valor em momentos de crise e alterna diálogos engraçados e picantes e cenas
de ação aérea que funcionam até hoje. Além de contar também com ótimo elenco de
apoio de rostos conhecidos: Richard Barthelmess (tentando apagar uma reputação
de covarde por ter abandonado um avião em queda e deixado seu mecânico para
trás), Thomas Mitchell (que esconde dos companheiros que está ficando cada vez
mais cego com a idade), Noah Beery Jr., Sig Ruman e Rita Hayworth (como o tipo
de mulher com o qual os homens não deveriam se meter, mas geralmente se metem).
KN
(1001 FILMES PARA VER
ANTES DE MORRER 125)
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
196 1946 GILDA (GILDA, EUA)
Direção:
Charles Vidor
Produção:
Virginia Van Upp
Roteiro:
Jo Eisinger, E. A. Ellington
Fotografia:
Rudolph Maté
Música: Doris Fisher, Allan Roberts, Hugo Friedhofer
Elenco:
Rita Hayworth ………Gilda Mundson Farrell
Glenn Ford ………….Johnny Farrell / Narrador
George Macready …. Ballin Mundson
Joseph Calleia ……...Detetive Maurice Obregon
Steven Geray ……….Tio Pio
Joe Sawyer ………….Casey
Ainda: Gerald Mein, Robert E. Scott, Ludwig Donath, Donald Douglas.
"As
estatísticas mostram que existem mais mulheres no mundo do que qualquer outra coisa",
dispara o herói cínico Johnny Farrell (Glenn Ford), acrescentando, com peculiar
aversão, "exceto insetos!" Ainda assim, essa misoginia coexiste, no
filme de Charles Vidor, com a própria - e bela - Gilda (Rita Hayworth). Uma
personagem que é ao mesmo tempo completamente apática e dona de uma Ironia
magistral, cuja canção-assinatura "Put the Blame on Mame" - ao som da
qual ela faz um strip-tease extraordinariamente sensual envolvendo a retirada
apenas das suas luvas de veludo que vão até os cotovelos - é uma exposição
mordaz de como as mulheres são responsabilizadas pela destruição causada por
homens que ficam obcecados por elas. Johnny, um jogador durão que parece
ligeiramente desconfortável no seu smoking, torna-se o gerente de um cassino em
Buenos Aires, trabalhando para Ballin Mundson (George Macready), um magnata
inexpressivo que carrega uma bengala que é na verdade uma espada, espia seus
clientes e sócios através de uma sala de controle na casa de jogos e é o
vértice de um triângulo amoroso que impulsiona a trama. Ford e Hayworth, ambos
atores limitados, porém cativantes e fotogênicos, têm atuações definitivas
arrancadas deles como dentes, e Macready se diverte como o complexo vilão. Como
afirmam os cartazes: "Nunca houve uma mulher como Gilda!" KN
(1001 FILMES PARA VER
ANTES DE MORRER 196)
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