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domingo, 22 de abril de 2018

SEIS DESTINOS (Tales of Manhattan, EUA, 1942)


Direção: Julien Duvivier
Sinopse:
A trajetória de um fraque que foi feito especialmente para Paul Orman (Charles Boyer), um ator de teatro, que o usa durante um encontro com Ethel Halloway (Rita Hayworth), sua amante. John Halloway (Thomas Mitchell), o marido de Ethel, atira em Paul. O fraque fica com um estrago e é vendido com desconto para Harry Wilson (Cesar Romero), que está noivo. Porém quando Diane (Ginger Rogers), sua noiva, descobre que ele não se portou dignamente decide se casar com George (Henry Fonda), o melhor amigo de Harry. Assim o fraque vai parar em uma loja de roupas usadas e é comprado por Elsa Smith (Elsa Lanchester), que é casada com Charles Smith (Charles Laughton), um compositor que vai usar o fraque na noite em que regerá sua primeira sinfonia. Como está muito apertado, o fraque se rompe durante a execução da peça, quase estragando o debut de Charles. O fraque é costurado e doado para um missão beneficente, onde o gentil administrador o cede para que Larry Browne (Edward G. Robinson), um homem bom mas bastante pobre, possa ir a 25ª reunião dos colegas de faculdade. Esta noite irá provocar uma virada na vida de Larry. Após participar de um assalto, o casaco no corpo do ladrão o acompanha numa fuga. O avião do foragido tem um princípio de incêndio e é jogado com o dinheiro do assalto, caindo em uma vila de negros pobres. Mais uma vez ele vai fazer sua mágica.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

209 1948 A DAMA DE SHANGAI (THE LADY FROM SHANGAI, EUA)


Direção: Orson Welles
Produção: William Castle, Orson Welles, Rhaul Wilson
Roteiro: Orson Welles, William Castle, Charles Lederer baseado no livro lf Die Before I Wake, de Sherwood King
Fotografia: Charles Lawton Jr.
Música: Doris Fisher, Allan Roberts.
Elenco: Rita Hayworth, Orson Welles, Everet Sloane, Glenn Anders, Ted de Corsia

Depois de provar com O estranho (1946) que podia fazer um filme "normal" se quisesse, Orson Welles retorna, aqui, ao gênero noir, escolhendo quase ao acaso um romance pulp fiction  (lf Die Before I Wake, de Sherwood King) e apresentando algo tão rico e estranho que estava fadado a desagradar Harry Cohn, diretor da Columbia. Ao simplesmente cortar a cabeleira que era marca registrada de Rita Hayworth e tingi-la de louro, Welles desvalorizou deliberadamente uma propriedade do estúdio, que calhava de ser também sua ex-esposa. E isso se deu antes de ficar claro que ela não estava interpretando a beldade cativante de Gilda (1946), mas uma vilã tão cruel que até seu indisfarçável sex appeal se torna repulsivo. Com um sotaque irlandês titubeante, Welles é um marinheiro contratado por um advogado aleijado (Everett Sloane, sórdido e assustador) para trabalhar em seu iate e talvez também (como no enredo preservado por Welles em Uma história imortal [1968]) prestar serviços à sua bela esposa. Um assassinato ocorre, seguido por um julgamento em que todos agem de forma no mínimo antiética, e um caleidoscópio louco é despedaçado por um clímax envolvendo um tiroteio numa sala de espelhos. A dama de Shangai, como filme, é um espelho despedaçado, com fragmentos de genialidade que jamais poderão ser juntados para formar algo que faça sentido. KN
i(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 209)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

125 1939 PARAÍSO INFERNAL (ONLY ANGELS HAVE WINGS, EUA)


Direção: Howard Hawks
Produção: Howard Hawks
Roteiro: Jules Furthman, Howard Hawks
Fotografia: Joseph Walker
Música: Dimitri Tiomkin, Manuel Alvarez Maciste
Elenco:
Cary Grant ……………… Geoff Carter
Jean Arthur ………………Bonnie Lee
Richard Barthelmess……Bat Kilgallen – MacPherson
Rita Hayworth ……………Judy MacPherson
Thomas Mitchell …………Kid Dabb
Allyn Joslyn ………………Les Peters
Ainda: Slg Ruman, Victor Killan, John Carroll, Don "Red" Barry, Noah Beery Jr., Manuel Maciste, Milisa Sierra, l.urln Villegas, Pat Flaherty.
Indicação ao Oscar: Joseph Walkei (fotografia), Roy Davidson (efeitos especiais), Edwin C. Hahn (efeitos sonoros)

Embora Howard Hawks já tivesse lidado com a camaradagem masculina em profissões de risco (especialmente a aviação) em filmes de ação do início da década de 30, como A patrulha da madrugada, Delirante e Heróis do ar, este drama de 1939 indica uma transformação no seu estilo, ao imprimir uma marca pessoal em um gênero melodramático para estabelecer o tom heroico-cômico-romântlco que ele buscaria mais tarde em Uma aventura na Martinica, Onde começa o inferno e El Dorado. Atenção às cantorias em grupopo, às brincadeiras entre amigos, à divisão das tarefas domésticas, aos apelidos e fofocas, à divertida afetação compartilhada pelos sujeitos "durões" e ao verniz de cinismo que mascara sentimentos sinceros. Paraíso infernal possui extraordinárias, empolgantes e arriscadas sequências de voo, em especial uma arriscada aterrissagem seguida de decolagem no altiplano andino - , porém o  coração do filme está no solo, onde acompanhamos a união de um grupo que gira em torno do herói Geoff Carter (Cary Grant). Uma cabeça mais alto do que sua equipe e sem deixar dúvidas de que é a estrela, Geoff comanda um serviço de correio aéreo na América do Sul, inspirando um grupo de veteranos de guerra traumatizados, novatos e vagabundos a saltar sobre os Andes em aviões obsoletos. A showgirl Bonnie Lee (Iran Arthur) se vê presa no campo de aviação: a princípio, fica aterrorizada com a altitude ostensivamente machona dos pilotos quando um deles é morto em um acidente tolo, porém aos poucos passa a ver o lado sensível deles e acaba se juntando a Geoff em uma animada interpretação da música "The Peanut Vendor". Essencialmente uma novela com testosterona, o filme conta com um grupo de pessoas “avariadas” mostrando seu valor em momentos de crise e alterna diálogos engraçados e picantes e cenas de ação aérea que funcionam até hoje. Além de contar também com ótimo elenco de apoio de rostos conhecidos: Richard Barthelmess (tentando apagar uma reputação de covarde por ter abandonado um avião em queda e deixado seu mecânico para trás), Thomas Mitchell (que esconde dos companheiros que está ficando cada vez mais cego com a idade), Noah Beery Jr., Sig Ruman e Rita Hayworth (como o tipo de mulher com o qual os homens não deveriam se meter, mas geralmente se metem). KN
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 125)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

196 1946 GILDA (GILDA, EUA)


Direção: Charles Vidor
Produção: Virginia Van Upp
Roteiro: Jo Eisinger, E. A. Ellington
Fotografia: Rudolph Maté
Música: Doris Fisher, Allan Roberts, Hugo Friedhofer
Elenco:
Rita Hayworth ………Gilda Mundson Farrell
Glenn Ford ………….Johnny Farrell / Narrador
George Macready …. Ballin Mundson
Joseph Calleia ……...Detetive Maurice Obregon
Steven Geray ……….Tio Pio
Joe Sawyer ………….Casey
Ainda: Gerald Mein, Robert E. Scott, Ludwig Donath, Donald Douglas.

"As estatísticas mostram que existem mais mulheres no mundo do que qualquer outra coisa", dispara o herói cínico Johnny Farrell (Glenn Ford), acrescentando, com peculiar aversão, "exceto insetos!" Ainda assim, essa misoginia coexiste, no filme de Charles Vidor, com a própria - e bela - Gilda (Rita Hayworth). Uma personagem que é ao mesmo tempo completamente apática e dona de uma Ironia magistral, cuja canção-assinatura "Put the Blame on Mame" - ao som da qual ela faz um strip-tease extraordinariamente sensual envolvendo a retirada apenas das suas luvas de veludo que vão até os cotovelos - é uma exposição mordaz de como as mulheres são responsabilizadas pela destruição causada por homens que ficam obcecados por elas. Johnny, um jogador durão que parece ligeiramente desconfortável no seu smoking, torna-se o gerente de um cassino em Buenos Aires, trabalhando para Ballin Mundson (George Macready), um magnata inexpressivo que carrega uma bengala que é na verdade uma espada, espia seus clientes e sócios através de uma sala de controle na casa de jogos e é o vértice de um triângulo amoroso que impulsiona a trama. Ford e Hayworth, ambos atores limitados, porém cativantes e fotogênicos, têm atuações definitivas arrancadas deles como dentes, e Macready se diverte como o complexo vilão. Como afirmam os cartazes: "Nunca houve uma mulher como Gilda!" KN
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 196)