sexta-feira, 5 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
#056 1944 A CASA DE FRANKENSTEIN (House of Frankenstein, EUA)
Direção: Erie
C. Kenton
Roteiro: Edward
T. Lowe, Curt Siodmak (história)
Produção: Paul
Malvern
Elenco: Boris
Karloff, Lon Chaney Jr., John Carradine, Anne Gwynne, Lionel Atwill, George
Zucco, J. Carrol Naish
Boris Karloff retorna a franquia
que lhe catapultou ao estrelato em A Casa de
Frankenstein. Mas dessa vez não mais como criatura, e sim como
criador. Além disso, a fita é responsável por enfiar no mesmo balaio de gato os
três mais importantes monstros da Universal: o monstro de Frankenstein, Drácula
e o lobisomem. Só faltou mesmo a múmia dar as caras por aqui, nessa verdadeira
festa dos monstros malucos. E o Homem Invisível também não foi convidado. Já o
Monstro da Lagoa Negra só teria seu primeiro longa lançado dez anos depois.
Então aqui temos a nata das criaturas mais tenebrosas do estúdio, todas juntas
pela primeira vez. Pois bem, seguindo mais ou menos uma linha cronológica
deixada pelos outros filmes de Frankenstein, que seria o fio condutor para
alinhar todos os monstros por aqui, A Casa de Frankenstein começa com
o louco Dr. Niemann, vivido por Karloff, cumprindo sentença em uma prisão, por
ter sido incriminado por realizar experiências poucos ortodoxas e também roubar
cadáveres, assim com o outrora proeminente Dr. Frankenstein. Uma tempestade de
raios abre uma passagem na cadeia e Niemann, junto com seu comparsa, o corcunda
Daniel (ser corcunda era pré-requisito para ser ajudante de um cientista
louco), fogem em busca de vingança e do diário do Dr. Frankenstein, para dar
continuidade em seus experimentos bizarros. Na fuga eles conhecem Lampini, um
empresário de um circo mambembe que leva para as cidades uma câmara dos
horrores itinerante, e sua principal atração é nada mais, nada menos, que o
esqueleto original do Conde Drácula, que jaz em sua tumba, com uma estaca
enfiada em seu coração. Diz Lampini que os restos mortais foram roubados em sua
própria catacumba à beira dos Montes Cárpatos. Niemann e Daniel matam Lamipini
e o cocheiro e assumem suas identidades, partindo em busca de vingança contra
aqueles que os colocaram na cadeia, e em sequência, encontrar as anotações de
Frankenstein. A primeira parada é para assassinar Carl Hussman, burgomestre da
antiga cidade onde Niemann residia. E quem ele vai usar para matá-lo? O Conde
Drácula, claro. Niemann retira a estaca do vampiro, que promete servi-lo em
troca de manter seu caixão sempre protegido para quando os primeiros raios de
sol brilharem e o morto-vivo poder voltar a dormir em segurança. Onde já se
viu? Interpretado pessimamente por John Carradine (ah, que saudades de Drácula de Lugosi), o terrível Conde vira capacho de um
reles mortal. Mas tudo bem, Drácula suga o sangue de Hussman e depois começa a
escapar da polícia local em uma tresloucada perseguição de carruagem (?!) mas
acaba sendo enganado por Niemann e vira churrasquinho quando o sol nasce. Beleza,
maneira cretina de colocar o Drácula na história. Como se não bastasse, Niemann
e Daniel ainda vão se deparar com o monstro de Frankenstein e o lobisomem,
ambos congelados nos escombros da antiga mansão do cientista louco, que foi
inundada quando a barragem foi destruída em Frankenstein Encontra o Lobisomem. Larry Talbot, mais uma vez
vivido por Lon Chaney Jr., continua amargurado em busca de uma forma de acabar
com sua vida de uma vez por todas, e acredita que Niemann pode ajudá-lo. Mas
claro que o maléfico cientista quer na verdade descobrir os segredos da vida e
da morte e trazer novamente o monstrengão verde à vida (aqui interpretado pelo
ilustre desconhecido Glenn Strange). Mas Talbot acaba caindo de amores pela
cigana Ilonka, resgatada pelo apaixonado Daniel de um vilarejo, quando estava
sendo terrivelmente espancada pelo dono do acampamento. Detalhe que a cena
visivelmente é uma homenagem da Universal a O Corcunda de Notre Dame, já que a cigana Ilonka
dançando, lembra muito Esmeralda, e desperta a paixão no coração sofrido de
Daniel, como aconteceu com Quasímodo. Só que é óbvio que Ilonka vai se engraçar
com o homem lobo, ao invés do feiosão torto. No final, todos os vilões são
derrotados e parece que finalmente a paz voltará a reinar na humanidade, sem
nenhum monstro para poder tocar o terror nos vilarejos e serem perseguidos
pelas turbas enfurecidas. Só que não. Depois de A Casa de Frankenstein, no
ano seguinte foi lançado A Casa de
Drácula (meu Deus, quando isso vai parar????) e novamente todos
as criaturas estarão reunidas para sua derradeira aventura. A Casa de
Frankenstein no final das contas vale muito por ver Karloff voltando a um
filme de Frankenstein, deixando de lado a maquiagem pesada e os grunhidos,
fazendo agora às vezes do cientista louco que quer controlar a criatura, a qual
já viveu na pele um dia.
FONTE:
http://101horrormovies.com/2013/01/11/56-a-casa-de-frankenstein-1944/
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
#045 1940 A VOLTA DO HOMEM INVISÍVEL (The Invisible Man Returns, EUA)
Direção: Joe
May
Roteiro: Lester Cole, Curtis
Siodmak (baseado nos personagens de H.G. Wells)
Produção: Ken
Goldsmith
Elenco: Vincent
Price, Credric Hardwicke, Nan Grey, John Sutton, Cecil Kellaway
Pois no ano de 1940, a lenda
Vincent Price já era protagonista de um filme de terror, mesmo que não
pudéssemos vê-lo em cena. Sacou? Hein? Apesar do trocadilho infame, A Volta do
Homem Invisível é mais um dos personagens da Universal que
fatidicamente ganharam uma sequência na casa dos monstros, e claro que como os
demais, foi a primeira de muitas. Mas aqui nessa caso, é mais uma continuação
decente. Tá certo que a história é bem chinfrim, pois sabemos que no final de O Homem Invisível, dirigido por James Whale e com Claude
Raines no papel do sumidinho (tá bom, eu paro…), o vilão (ou anti-heroi, se
preferir) morreu. Então os roteiristas tiveram que tirar uma nova trama da
cartola para conseguir colocar um pouco mais de grana nos cofres da Universal. E
a ideia que eles escolheram foi que Jack Griffin, o Homem Invisível original,
tinha um irmão, Frank, que adivinhem? Também era cientista e também estava
trabalhando na fórmula com a duocaína, capaz de tornar a matéria invisível, mas
ao mesmo tempo, deteriorando a mente da cobaia e transformando-a em um
psicopata sem controle. Mas dessa vez, quem utiliza a fórmula é Geoffrey
Radcliffe, o personagem de Price, que está prestes a ser enforcado por um crime
que foi injustamente acusado, e encontra na fórmula a única maneira de escapar
da morte certa, mesmo sabendo que o efeito é irreversível e que isso irá afetar
sua cabeça. Ao escapar da prisão, Radcliffe reencontra sua amada, Helen Manson,
para junto com Frank, tentarem descobrir uma cura para sua condição e
desmascarar o salafrário Richard Cobb, sócio de Geoffrey na mina de carvão, que
armou para cima do parceiro para tirá-lo da jogada e ficar com o controle total
do empreendimento, além de talarico, querer furar os olhos do amigo por nutrir
sentimentos pela bela Helen.Entre fugir da polícia e sua busca por vingança,
nossos ouvidos são brindados pela voz característica de Price interpretando o
Homem Invisível, e mais uma vez nos mostrando toda a competência da equipe de
efeitos especiais da Universal, tendo como responsáveis David S. Horsley e John
P. Fulton, que já haviam sidos os caras dos efeitos fotográficos do filme
anterior. Assim como o personagem de Raine, aqui o vilão de Price sabe muito
bem se tornar um poço de imoralidade, em vários ataques de bipolaridade,
assustando seus rivais e sempre abusando da sua capacidade de não ser visto
para fugir da polícia e azucrinar com Cobb, tentando arrancar dele uma
confissão a qualquer custo. Só iremos vislumbrar Price na cena derradeira de A
Volta do Homem Invisível, quase uma cópia em carbono do final do primeiro
filme, assim por dizer, com praticamente a mesma cena sendo rodada. Mas já dá
para sacarmos o grande ícone pop do terror que ele iria se tornar futuramente.
FONTE: http://101horrormovies.com
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