terça-feira, 2 de setembro de 2014

#056 1944 A CASA DE FRANKENSTEIN (House of Frankenstein, EUA)


Direção: Erie C. Kenton
Roteiro: Edward T. Lowe, Curt Siodmak (história)
Produção: Paul Malvern
Elenco: Boris Karloff, Lon Chaney Jr., John Carradine, Anne Gwynne, Lionel Atwill, George Zucco, J. Carrol Naish

Boris Karloff retorna a franquia que lhe catapultou ao estrelato em A Casa de Frankenstein. Mas dessa vez não mais como criatura, e sim como criador. Além disso, a fita é responsável por enfiar no mesmo balaio de gato os três mais importantes monstros da Universal: o monstro de Frankenstein, Drácula e o lobisomem. Só faltou mesmo a múmia dar as caras por aqui, nessa verdadeira festa dos monstros malucos. E o Homem Invisível também não foi convidado. Já o Monstro da Lagoa Negra só teria seu primeiro longa lançado dez anos depois. Então aqui temos a nata das criaturas mais tenebrosas do estúdio, todas juntas pela primeira vez. Pois bem, seguindo mais ou menos uma linha cronológica deixada pelos outros filmes de Frankenstein, que seria o fio condutor para alinhar todos os monstros por aqui, A Casa de Frankenstein começa com o louco Dr. Niemann, vivido por Karloff, cumprindo sentença em uma prisão, por ter sido incriminado por realizar experiências poucos ortodoxas e também roubar cadáveres, assim com o outrora proeminente Dr. Frankenstein. Uma tempestade de raios abre uma passagem na cadeia e Niemann, junto com seu comparsa, o corcunda Daniel (ser corcunda era pré-requisito para ser ajudante de um cientista louco), fogem em busca de vingança e do diário do Dr. Frankenstein, para dar continuidade em seus experimentos bizarros. Na fuga eles conhecem Lampini, um empresário de um circo mambembe que leva para as cidades uma câmara dos horrores itinerante, e sua principal atração é nada mais, nada menos, que o esqueleto original do Conde Drácula, que jaz em sua tumba, com uma estaca enfiada em seu coração. Diz Lampini que os restos mortais foram roubados em sua própria catacumba à beira dos Montes Cárpatos. Niemann e Daniel matam Lamipini e o cocheiro e assumem suas identidades, partindo em busca de vingança contra aqueles que os colocaram na cadeia, e em sequência, encontrar as anotações de Frankenstein. A primeira parada é para assassinar Carl Hussman, burgomestre da antiga cidade onde Niemann residia. E quem ele vai usar para matá-lo? O Conde Drácula, claro. Niemann retira a estaca do vampiro, que promete servi-lo em troca de manter seu caixão sempre protegido para quando os primeiros raios de sol brilharem e o morto-vivo poder voltar a dormir em segurança. Onde já se viu? Interpretado pessimamente por John Carradine (ah, que saudades de Drácula de Lugosi), o terrível Conde vira capacho de um reles mortal. Mas tudo bem, Drácula suga o sangue de Hussman e depois começa a escapar da polícia local em uma tresloucada perseguição de carruagem (?!) mas acaba sendo enganado por Niemann e vira churrasquinho quando o sol nasce. Beleza, maneira cretina de colocar o Drácula na história. Como se não bastasse, Niemann e Daniel ainda vão se deparar com o monstro de Frankenstein e o lobisomem, ambos congelados nos escombros da antiga mansão do cientista louco, que foi inundada quando a barragem foi destruída em Frankenstein Encontra o Lobisomem. Larry Talbot, mais uma vez vivido por Lon Chaney Jr., continua amargurado em busca de uma forma de acabar com sua vida de uma vez por todas, e acredita que Niemann pode ajudá-lo. Mas claro que o maléfico cientista quer na verdade descobrir os segredos da vida e da morte e trazer novamente o monstrengão verde à vida (aqui interpretado pelo ilustre desconhecido Glenn Strange). Mas Talbot acaba caindo de amores pela cigana Ilonka, resgatada pelo apaixonado Daniel de um vilarejo, quando estava sendo terrivelmente espancada pelo dono do acampamento. Detalhe que a cena visivelmente é uma homenagem da Universal a O Corcunda de Notre Dame, já que a cigana Ilonka dançando, lembra muito Esmeralda, e desperta a paixão no coração sofrido de Daniel, como aconteceu com Quasímodo. Só que é óbvio que Ilonka vai se engraçar com o homem lobo, ao invés do feiosão torto. No final, todos os vilões são derrotados e parece que finalmente a paz voltará a reinar na humanidade, sem nenhum monstro para poder tocar o terror nos vilarejos e serem perseguidos pelas turbas enfurecidas. Só que não. Depois de A Casa de Frankenstein, no ano seguinte foi lançado A Casa de Drácula (meu Deus, quando isso vai parar????) e novamente todos as criaturas estarão reunidas para sua derradeira aventura. A Casa de Frankenstein no final das contas vale muito por ver Karloff voltando a um filme de Frankenstein, deixando de lado a maquiagem pesada e os grunhidos, fazendo agora às vezes do cientista louco que quer controlar a criatura, a qual já viveu na pele um dia.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/01/11/56-a-casa-de-frankenstein-1944/

065 1932 LADRÃO DE ALCOVA


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

#045 1940 A VOLTA DO HOMEM INVISÍVEL (The Invisible Man Returns, EUA)


Direção: Joe May
Roteiro: Lester Cole, Curtis Siodmak (baseado nos personagens de H.G. Wells)
Produção: Ken Goldsmith
Elenco: Vincent Price, Credric Hardwicke, Nan Grey, John Sutton, Cecil Kellaway

Pois no ano de 1940, a lenda Vincent Price já era protagonista de um filme de terror, mesmo que não pudéssemos vê-lo em cena. Sacou? Hein? Apesar do trocadilho infame, A Volta do Homem Invisível é mais um dos personagens da Universal que fatidicamente ganharam uma sequência na casa dos monstros, e claro que como os demais, foi a primeira de muitas. Mas aqui nessa caso, é mais uma continuação decente. Tá certo que a história é bem chinfrim, pois sabemos que no final de O Homem Invisível, dirigido por James Whale e com Claude Raines no papel do sumidinho (tá bom, eu paro…), o vilão (ou anti-heroi, se preferir) morreu. Então os roteiristas tiveram que tirar uma nova trama da cartola para conseguir colocar um pouco mais de grana nos cofres da Universal. E a ideia que eles escolheram foi que Jack Griffin, o Homem Invisível original, tinha um irmão, Frank, que adivinhem? Também era cientista e também estava trabalhando na fórmula com a duocaína, capaz de tornar a matéria invisível, mas ao mesmo tempo, deteriorando a mente da cobaia e transformando-a em um psicopata sem controle. Mas dessa vez, quem utiliza a fórmula é Geoffrey Radcliffe, o personagem de Price, que está prestes a ser enforcado por um crime que foi injustamente acusado, e encontra na fórmula a única maneira de escapar da morte certa, mesmo sabendo que o efeito é irreversível e que isso irá afetar sua cabeça. Ao escapar da prisão, Radcliffe reencontra sua amada, Helen Manson, para junto com Frank, tentarem descobrir uma cura para sua condição e desmascarar o salafrário Richard Cobb, sócio de Geoffrey na mina de carvão, que armou para cima do parceiro para tirá-lo da jogada e ficar com o controle total do empreendimento, além de talarico, querer furar os olhos do amigo por nutrir sentimentos pela bela Helen.Entre fugir da polícia e sua busca por vingança, nossos ouvidos são brindados pela voz característica de Price interpretando o Homem Invisível, e mais uma vez nos mostrando toda a competência da equipe de efeitos especiais da Universal, tendo como responsáveis David S. Horsley e John P. Fulton, que já haviam sidos os caras dos efeitos fotográficos do filme anterior. Assim como o personagem de Raine, aqui o vilão de Price sabe muito bem se tornar um poço de imoralidade, em vários ataques de bipolaridade, assustando seus rivais e sempre abusando da sua capacidade de não ser visto para fugir da polícia e azucrinar com Cobb, tentando arrancar dele uma confissão a qualquer custo. Só iremos vislumbrar Price na cena derradeira de A Volta do Homem Invisível, quase uma cópia em carbono do final do primeiro filme, assim por dizer, com praticamente a mesma cena sendo rodada. Mas já dá para sacarmos o grande ícone pop do terror que ele iria se tornar futuramente.
FONTE: http://101horrormovies.com

064 1932 O FUGITIVO (I Am a Fugitive From a Chain Gang)


063 1932 BOUDU SALVO DAS ÁGUAS