sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

SINAL DE PERIGO (WARNING SIGN)


ANO: 1985.
DIREÇÃO: - Hal Barwood  
Filme tipo B tipo do anos 80, quando a Biogenética estava engatinhando e o medo das pessoas era muito grande. Na história a BioTek, um suposto centro de pesquisa agrícola, é na verdade um laboratório ultra-secreto para o desenvolvimento de armas biológicas. Quando acontece um sério acidente, que libera uma bactéria mortal, o sistema de segurança do complexo lacra o prédio com várias pessoas dentro. Lá acontece uma luta pela sobrevivência, pois todos os contaminados antes de morrerem se tornam loucos assassinos. Connolly (Yaphet Kotto), um agente do governo, tenta controlar a situação enquanto fala várias mentiras para esconder os fatos. Cal Morse (Sam Waterston), o xerife local, quer descobrir a verdade e, se possível, salvar Joanie Morse (Kathleen Quinlan), sua mulher, que trabalha como segurança no laboratório. Assim ele procura Dan Fairchild (Jeffrey DeMunn), um pesquisador que já trabalhou na BioTek, e juntos tentam entender por qual motivo Joanie não foi contaminada. Se conseguirem a resposta poderão fabricar uma antitoxina, caso contrário as conseqüências serão imprevisíveis.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

GODZILLA, O REI DOS MONSTROS (GODZILLA,KING OF THE MONSTERS, JAPÃO, 1956)



Direção : Terry Morse/Inoshiro Honda
VERSÃO FEITA NOS ESTADOS UNIDOS

SINOPSE
O repórter do United World News, STEVE MARTIN é enviado para uma matéria no Cairo, mas faz escala no Japão para um encontro social e acaba por testemunhar a destruição de TÓKIO, por uma criatura milenar, despertada por atividades atômicas na baia da cidade. Enquanto acompanha todas as investigações e peregrina pelo país, Steve acaba sendo vitimado e acorda num hospital sendo atendido por Amiko Umani filha do paleontólogo, o dr. Kyohei Yamane. Assim ele vai se recordando dos acontecimentos e assiste a única chance de derrotar o monstro chamado GODZILLA, numa invenção do Dr. Sherasawa, que destruia todo o oxigênio da água. Mas o cientista se recusava a usar sua bomba, pois sabia que isso acabaria com toda a vida marítima da baia de TÓKIO. Com isso além da capital, outras cidades sofriam ameaça de total destruição da fúria de GODZILLA, que resistia todas as armas das Forças Armadas japonesas.





sábado, 1 de dezembro de 2012

#107 1958 O HORROR VEM DO ESPAÇO (Fiend Without a Face, Reino Unido)



Direção: Arthur Crabtree
Roteiro: Herbert J. Leder (baseado na história original de Amelia Reynolds Long)
Produção: John Croydon / Ronald Kinnoch (Co-produtor/não creditado), Richard Gordon e Charles F. Vetter (Produtores executivos/não creditados)
Elenco: Marshall Thompson, Kynaston Reeves, Kim Parker, Stanley Maxted, Terence Kiburn

Mais uma notabilíssima pérola do horror / sci-fi dos prolíficos anos 50. Filme B de respeito, com efeitos especiais de massinhas em stop-motion de uma legião de cérebros movidos à energia atômica rastejando e pulando para atacar seres humanos em um roteiro dos mais mirabolantes e malucos do gênero. Não é à toa que O Horror Vem do Espaço é cultuado e adorado pelos fãs. Dirigido por Arthur Crabtree, que em seu currículo teve apenas dois longas de terror, este e Horrores do Museu Negro, (duas contribuições generosíssimas para o gênero, diga-se de passagem), antes de sumir do mapa, envolvido em um julgamento por ter molestado sua filha adotiva e passar por graves problemas de saúde, o filme foi lançado pela produtora britânica Amagalmated Productions (apesar da fita se passar nos EUA, na fronteira com o Canadá), e é baseado no conto The Tought Monster, escrito por Amelia Reynolds Long e publicado na revista Weird Tales Magazine. Na trama, um cientista proeminente, o Prof. R. E. Walgate desenvolve uma máquina capaz de potencializar o cérebro humano, e com isso, a capacidade de materializar pensamentos, primeiro desenvolvendo uma espécie de telecinese, e depois, criando formas de vida independentes. Colocando esse novo poder à prova, o Prof. cria então terríveis criaturas chamadas de “vampiros da mente”, que na verdade são cérebros invisíveis, com antenas e tentáculos, ligados a uma coluna cervical flexível (???!!!), que se alimentam do cérebro e medula humanos, grudando na parte de trás da cabeça da vítima, liquefazendo sua massa cinzenta e medula espinhal e sugando-os para fora da caixa encefálica, deixando o pobre coitado sem nada na cabeça. Fale se isso é ou não é uma baita de uma viagem? Acontece que todo esse revertério acontece na cidade de Winthrop, onde uma base militar americana chefiada pelo Coronel Buttler e pelo Major Cummings (Marshall Thompson, o mocinho da história) foi instalada, para desenvolver um poderoso radar capaz de espionar os soviéticos, alimentado por energia atômica (alguém tinha alguma dúvida?). Então isso fez com que esses tais inimigos sem rosto (título original do filme) se multiplicassem e através da radiação, tornassem-se visíveis e ainda mais mortais, sedentos por miolos humanos (muito antes dos zumbis). Algumas cenas de O Horror Vem do Espaço são simplesmente incríveis. O filme todo se arrasta em uma grande expectativa de mistério e suspense, já que os cérebros assassinos só aparecem nos vinte minutos finais. Para começar, antes dos créditos já vimos um soldado da base militar morto misteriosamente, irmão de Barbara Griselle, assistente do Prof. Walgate e futuro interesse romântico do Major Cummings. Depois vemos os ataques dos seres invisíveis, muito bem executados, acompanhados por uma sinistra trilha sonora eletrônica e boas atuações das vítimas, que são atacadas por algo que eles não podem ver, e por consequência, atuar. O oficial Gibbons certa hora desaparece na floresta, procurando por um militar ensandecido, o qual eles culpam como a causa dos assassinatos, e retorna como um mongoloide, completamente alterado. Mas o crème de la creme fica para o final, quando todos estão enclausurados na casa do Prof. Walagate e os cérebros começam a tentar invadir o local. O efeito de stop motion foi desenvolvido pelo trio Peter Neilson, Flo Nordhoff e Karl-Ludwig Ruppel. É simplesmente fantástico ver os cerebrozinhos mexerem as antenas, e se apoiarem na coluna vertebral para conseguir impulso e dar um salto contra as janelas e portas bloqueadas da casa, e envolver o pescoço da mocinha com a espinha flexível, que fica se debatendo para tentar se libertar. Isso enquanto desesperadamente, o Major Cummins precisa destruir a usina atômica para acabar com a ameaça de uma vez por todas. E ele resolve explodi-la, sem a menor preocupação do que a explosão de uma usina atômica poderia acarretar, afinal o desastre de Chernobyl só aconteceria depois de três décadas. E diferente dos filmes do período, O Horror Vem do Espaço vem acompanhado de uma boa dose de violência gráfica, com os gosmentos cérebros sendo alvejados por balas e explodindo, derramando um líquido grosso e pastoso, e também tomando machadadas em seus córtices. É um preview do que viria por aí com a popularização do splatter. Ainda vale uma nojenta cena final quando os cérebros começam a derreter (tudo em stop motion também) após a usina ser destruída. Lembra, dadas as devidas proporções, o stop motion utilizado em A Morte do Demônio, de Sam Raimi, quando os possuídos começam a virar purê de batata. Ao começo você pode até indagar do roteiro ser parecido com Os Devoradores de Cérebro, de Roger Corman, lançado no mesmo ano e meu post anterior aqui no blog. Mas com o passar da fita, as coincidências ficam só no quesito: criaturas que se alimentam do cérebro humano. O Horror Vem do Espaço se mostra uma produção muito superior e com efeitos especiais mais bem trabalhados. Só não consigo entender o título que esse filme ganhou no Brasil, provavelmente querendo capitalizar em cima do público, fazendo-os crer que se tratava de algo relacionado a uma invasão alienígena, moda nos cinemas na época. Absolutamente nada na história é relacionado ao espaço, e sim, trata-se de uma experiência científica e uso indevido da energia atômica.

FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/12/107-o-horror-vem-do-espaco-1958/

#865 2009 THE LOVED ONES (Austrália)



Direção: Sean Byrne
Roteiro: Sean Byrne
Produção: Michael Boughen, Mark Lazarus; Christopher Mapp, Bryce Menzies, Matthew Street, David Whealy (Produtores Executivos)
Elenco: Xavier Samuel, Robin McLeavy, Victoria Thaine, Jessica McNamee, Richard Wilson, John Brumpton

The Loved Ones é um dos filmes mais DO CARALHO feitos na década passada. Falo sem correr o menor risco de parecer leviano, porque não sou. Essa pérola direto de Victoria, na Austrália, é simplesmente sensacional! Completamente retardado, transgressor, aflitivo, insano e com um plot twist daqueles para soltar um alto e sonoro WHAT THE FUCK!, o longa do diretor Sean Byrne, é dos melhores e mais surtados exemplos de torture porn já feitos, misturado com horror adolescente, de um frescor tão grande, que é um dos grandes expoentes dessa nova safra do cinema de terror vindo da Oceania, pós movimento Ozploitation dos anos 70 e 80, que atualmente se destacam como das melhores coisas feitas mundialmente no gênero. O grande mérito é como uma história batida e previsível em diversos sentidos, consegue ser direcionada de uma forma completamente nova e interessante, e como todo aquela previsibilidade é distorcida de uma maneira tão disruptiva, quando apresentado um elemento aí nunca imaginado, que deixa qualquer um de boca aberta quando surge em tela e subverte todo o padrão estabelecido até então. O longa começa com Brent (Xavier Samuel) tendo aulas de direção com seu pai em uma estrada que corta o outback australiano, quando ao desviar de uma figura sinistra na rodovia, atinge uma árvore provocando um acidente fatal que tira a vida de seu pai. Seis meses depois, ainda profundamente abalado pela tragédia, o garoto tenta levar sua vida a diante, mesmo deprimido, se culpando e autoflagelando, com a ajuda de sua namorada, Holly (Victoria Thaine), e está preste a se formar no high school, com o fatídico baile de formatura se aproximando. Lola (absurdamente interpretada por Robin McLeavy), a típica menina esquisita, antissocial e nada popular do colégio, tem um crush pelo garoto e resolve convidá-lo para o baile, devidamente rejeitada. Pronto, o circo está armado para a menina se mostrar uma psicopata completamente desequilibrada, que com a ajuda de seu pai, interpretação igualmente fodástica de John Brumpton, tão pirado quanto a filha, sequestram Brent e levam-no como refém para sua casa afastada, resolvendo fazer seu próprio baile de formatura particular. Primeiro de tudo se você nunca tiver assistido The Loved Ones, faça esse favor a si mesmo e veja AGORA MESMO, e depois volte aqui, pois o texto vai conter alguns muitos SPOILERS do filme daqui para frente. Voltou? Ficou por aqui? Beleza, até aí tudo bem, vamos ver a insanidade da menina chegando em altos níveis, ancorada por seu pai, em uma cena de jantar que lembra muito O Massacre da Serra Elétrica, junto de Brent todo amarrado numa cadeira e uma mulher em estado vegetativo chamada de “Olhos Brilhantes”, e um caminhão de cenas angustiantes de tortura com o garoto comendo o pão que o diabo amassou, com direito a ter seus pés pregados ao chão e seu peito todo talhado por uma faca, onde delicadamente a garota joga um POTE DE SAL em cima! Mas isso tudo nem é o pior! Rejeitando a garota em todos os sentidos, a forra virá na forma de uma lobotomia caseira, onde eles tentam fazer um furo na testa de Brent, usando uma furadeira, e jogar ÁGUA FERVEDO em seu interior, para transformar o sujeito em um zumbi sem vida, um vegetal autômato como a tal “Olhos Brilhantes”. O desenrolar dessa sequência toda é dirigida por nada menos que maestria por Byrne. Só que a cirurgia improvisada não vai dar muito certo, e aí que vai entrar a cereja do bolo de The Loved Ones, por conta do seu acachapante e nada esperada reviravolta de roteiro. Okay, a gente nessa altura do campeonato do filme já descobriu que Brent não é a primeira vítima de Lola, mas não fazemos a menor ideia do que ela tem feito com os outros pobres coitados raptados e torturados. Eles estão sendo mantidos no porão sujo e escuro da casa, regredidos em estado primitivo por conta da lobotomia, tratado como animais e se alimentando de CARNE HUMANA!!!! É nesse momento que The Loved Ones explode sua cabeça e o filme sai completamente da curva. Como se não bastasse isso, há uma ligação entre o acidente de Brent que resultou na morte de seus pais, os “zumbis” de Lola, o melhor amigo de Brent e a garota gótica seu date para o baile de formatura, concatenando todas as linhas narrativas e amarrando a história para explodir no típico final de fuga pela sobrevivência e um payback sensacional. Lola é um show à parte conforme já disse. Uma dessas icônicas psicopatas vilãs do horror moderno sem a menor sombra de dúvida. Interessante que sob as instruções de Byrne, a atriz Robin McLeavy se preparou para dar vida à personagem pesquisando a vida de Jeffrey Dahmer – afinal o canibal de Milwaukee de certa forma tentava criar seus zumbis sexuais usando uma técnica parecida com a usada por Lola – assim como assistir Kathy Bates em Louca Obsessão, Assassinos por Natureza e o trabalho de Quentin Tarantino. Deu no que deu! Repito: The Loved Ones figura na lista dos melhores filmes de terror da década passada, e fique de olho no nome de Sean Byrne, que depois de seis anos, dirigiu seu filme seguinte,The Devil’s Candy, que vem rodando por festivais, mostrando-se um dos mais aguardados e esperamos logo uma rápida distribuição.
FONTE: https://101horrormovies.com/2016/06/30/865-the-loved-ones-2009/
































DIRETOR E ROTEIRISTA: Sean Byrne
Quando Brent recusa o convite de Lola para ir ao baile da sua escola, ele nem imaginava a vingança que Lola e seu pai planejaram contra para ele. Filme ótimo, violento, sangrento, com algumas “piadas” e cenas que lembram Mad Max (os dois filmes são australianos).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CASABLANCA 26/11/1942


Decidi fazer este blog para guardar os filmes que vi e estou vendo.

No dia 26 de novembro de 2012 o filme CASABLANCA comemora 70 anos da sua estreia nos EUA. Neste filme Humphrey Bogart diz a Ingrid Bergman a frase: "Nós sempre teremos Paris".

Ingrid Bergman fala ao pianista que estava irredutível para tocar a música que ela havia pedido: “Toca, Sam, Toca” e cantarola “lá lá lá lá lá”... choro até hoje nesta parte. Só vendo e ouvindo esta cena. É tudo perfeito.