domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
189 1946 A BEIRA DO ABISMO (THE BIG SLEEP, EUA)
Direção: Howard Hawks
Producäo: Howard Hawks, Jack L Wamel
Roteiro: William Faulkner, baseado no livro de Raymond
Chandler
Fotografia:
Sidney Hickox
Música:
Max Steiner
Elenco:
Humphrey Bogart …..… Philip Marlowe
Lauren Bacall ……...….. Vivian Sternwood Rutledge
John Ridgely …………… Eddie Mars
Martha Vickers …………. Carmen Sternwood
Dorothy Malone ….....…. Proprietária Livraria Acme
Charles Waldron ………… General Sternwood
Ainda: Peggy Knudsen, Regis Toomey, Charles D. Brown, Bob Steele, Elisha
Cook Jr., Louis Jean Heydt
Diz-se
que, quando o diretor Howard Hawks pediu ao romancista Raymond Chandler para
explicar as várias traições, viradas e surpresas reveladas presentes no seu
livro O sono eterno, a famosa e honesta resposta do escritor foi a seguinte:
"Não faço a menor ideia." Isso não significa que as diversas reviravoltas
da trama não sejam importantes para o livro, ou que a presença delas seja
apenas um caos arbitrário. Em vez disso, o mistério notavelmente confuso de
Chandler apenas complica mais uma história já complicada de corrupção na cidade
de Los Angeles, contaminando ainda mais uma lista aparentemente interminável de
personagens soturnos. Portanto, não deveria causar surpresa que Hawks tenha
feito a gentileza de transferir o foco da sua adaptação do investigado para o
investigador, no caso Humphtey Bogart no papel do detetive particular durão
Philip Marlowe. Aproveitando-se do sucesso do filme Uma aventura na Martinica,
de 1944, Hawks reuniu Bogart com Lauren Bacall e enfatizou a química palpável
dos dois. Quando estão juntos na tela, a história de detetive fica em segundo
plano (eles se casaram seis meses após o término das filmagens). Hawks explorou
aquela tensão sexual, acrescentando cenas extras com a dupla e frisando os diálogos
cheios de indiretas e particularmente ligeiros (em especial aquele sobre
cavalos e selas), tendo em vista que se tratava da era do Código de Produção. E
quanto ao mistério? Felizmente, a investigação central, por mais confusa que seja,
ainda dá prazer de se assistir Marlowe faz as vezes de guia à Virgílio,
descendo até os recônditos mais escuros e sujos de Hollywood para desvendar uma
trama de assassinato/chantagem que envolve pornógrafos, ninfomaníacas e um
bando de capangas que mal têm tempo de revelar mais detalhes da história (e
pistas falsas) antes de levarem um tiro. O título do livro, O sono eterno, é
uma referência à morte e, de fato, a morte permeia também o filme. Esta é uma
obra-prima noir que carece de muitos dos princípios tradicionais do gênero. Há
várias femmes fatales, mas nenhum flashback: iluminação chiaroscuro, mas
nenhuma narração. E, o que é mais importante, o Marlowe de Bogart não parece
perdido em um mundo de mentiras e traições, e sim plenamente confiante e no controle
a todo momento. Ele é um antiherói singular, frio diante da crueldade,
impassível diante da libertinagem vulgar e sempre interessado em um rosto
bonito. JKl
(1001
FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 189)
240 1951 UM LUGAR AO SOL (A PLACE IN THE SUN, EUA)
Direção:
George Stevens
Produção: Ivan Moffat, George Stevens
Roteiro:
Harry Brown, Theodore Dreiser, Patrick Kearney, Michael Wilson, baseado no
livro Uma tragédia americana, de Theodore Dreiser, e na peça Um lugar ao sol, de
Patrick Kearney
Fotografia: William C. Mellor
Música:
Franz Waxman
Elenco: Montgomery Clift, Elizabeth Taylor, Shelley
Winters, Anne Revert, Keefe Brasselle, Fred Clark, RaynT Burr, Herbert Heyes,
Shepperd Strudwlck, Frieda Inescort, Kathryn Glvney, Walter Sande, Ted de Cois,
John Ridgely, Lois Chartrand
Oscar: George Stevens (diretor), Michael Wilson, Harry
Brown (roteiro), William C. Mellor (fotografia em P&B), Edith Head
(figurino), William Hornbeck (edição), Franz Waxman (música)
Indicação
ao Oscar: George Stevens (melhor filme), Montgomery Clift (ator), Shelley
Winters (atriz)
Ao
adaptar Uma tragédia americana, de Theodore Dreiser, para as telas, o diretor
George Stevens se deparou com a dificuldade de tornar a história cruelmente
naturalista de luta de classes algo interessante para uma platéia da década de
50, mais ávida por entretenimento do que por doutrinação política. Sua solução
foi de uma eficácia brilhante: dar destaque ao desejo sexual de George Eastman
(Montgomery Clift) pela bela Angela Vickers (Elizabeth Taylor). Parente pobre
de um industrial rico, George é enviado a ele pela mãe para vencer na vida. No
entanto, dominado por sentimentos de privação e exclusão, George não demonstra
disposição ou iniciativa para sair da sarjeta através do trabalho. Na verdade,
ele é tão fraco que, mal começa a trabalhar na fábrica, viola uma de suas
regras fundamentais. Ao sair com uma colega, acaba engravidando a pobre mulher,
pela qual logo perde o interesse. Interpretado com uma Ingenuidade patética por
Clift, os maiores bens de George passam a ser sua beleza e docilidade. Assim,
Um lugar ao sol se tornou um dos romances mais comoventes e trágicos da
Hollywood clássica, resultado da maneira cuidadosa como George Stevens dirigiu
os protagonistas (que foram instruídos a enfatizar a linguagem corporal, e não
o diálogo) e de sua manipulação habilidosa de dois estilos contrastantes. O encontro
de conto de fadas de George com a inocente Angela é dominado por um trabalho de
câmera intimista, com doses sobrepostos de forma especialmente cuidadosa em uma
fotografia borrada. As cenas na fábrica, com a namorada Alice (Shelley Winters),
e posteriormente no tribunal, no entanto, são fotografadas no estilo de filme
noir, enfatizando a iluminação chiaroscuro e composições instáveis que expressam
belamente a ameaça que as circunstâncias representam ao desejo de George por
seu "lugar ao sol". Grávida, Alice ameaça entregar George a sua
família se ele não se casar com ela: ele é salvo desse destino somente porque a
prefeitura está fechada por causa de um feriado quando o casal chega. George
sugere um passeio no lago em um pequeno barco; sua Intenção é que ocorra um
"acidente" e Alice se afogue. Não consegue levar a cabo o
assassinato, porém Alice, assustada, cai na água. Ela se afoga porque ele não
tenta salvá-la e George paga com a vida pela sua indiferença. Stevens, no
entanto, o torna mais memorável como amante trágico do que como objeto de lição
política. BP
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 240)
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Direção: George Sluizer Roteiro: Tim Krabbé (baseado em seu livro), George Sluizer Produção: Anne Lordon, George Sluizer Elenco: ...
-
Direção: Guillermo Del Toro Roteiro: Guillermo del Toro Produção: Arhtur Gorson, Bertha Navarro; Francisco Murguía, Bernard L. Nuss...






.jpg)