terça-feira, 5 de novembro de 2013

MEU MALVADO FAVORITO 2 (Despicable me, EUA, 2013)


SINOPSE:
Gru (voz de Steve Carell/Leandro Hassum) mudou radicalmente sua vida e agora seu negócio é se dedicar às filhotas Agnes (Elsie Fisher), Edith (Dana Gaier) e Margo (Miranda Cosgrove), deixando de lado os tempos de vilão. Ele só não contava que seu passado de "ladrão da Lua" pudesse falar mais alto e ser responsável pelo seu recrutamento, através da AVL (Liga Anti-Vilões), para salvar o mundo na companhia da agente Lucy (Kristen Wiig/Maria Clara Gueiros). Juntos, eles precisam localizar o criminoso que roubou a fórmula PX41, e Gru desconfia que um antigo "concorrente", chamado El Macho (Beijamin Bratt/Sidney Magal), possa ser o responsável por essa maldade. Para completar os problemas, o parceiro Dr. Nefário (Russell Brand/Luiz Carlos Persy) resolveu abandoná-lo e Margo está vivendo seu primeiro amor.

CURIOSIDADES:
Javier Bardem chegou a ser anunciado no elenco de vozes, mas acabou desistindo do projeto.
Al Pacino também esteve cotado para o filme e assumiria a dublagem do personagem Eduardo.
Dupla personalidade
A atriz Kristen Wiig dublou a Sra. Hattie em Meu Malvado Favorito (2010) e, agora, assume uma nova personagem: Lucy Wilde.

Sucesso dos Minions
Os Minions vão ganhar um filme próprio, previsto para 2014, com direção de Pierre Coffin e Kyle Balda.

Trilha sonora
Como no filme original, a trilha sonora é assinada por Pharrell Williams, que escreveu três novas canções para a produção.
A trilha conta ainda com os músicos David Guetta, Pit Bull, Nicki Minaj e Flo Rida.

Inspiração
O estilo de Meu Malvado Favorito 2 foi inspirado nos ilustradores norte-americanos Edward Gorey e Charles Addams, criador de A Família Addams.

A voz dos Minions
Pierre Coffin, um dos diretores de Meu Malvado Favorito 2, assumiu as dublagens dos Minions. Em entrevista, o cineasta revelou que faz uma divertida mistura de palavras em francês, inglês, espanhol e italiano, sem se preocupar com o significado.

Reunião de equipe
Para garantir a unidade e a coerência do filme, as equipes se encontravam a cada três meses para discutir todas as etapas da produção: roteiro, story-board, montagem e animação.



SOMOS O QUE SOMOS (We Are What We Are, EUA, 2013)


DIRETOR: Jim Mickle
SINOPSE:
Na vila onde Franck Parker mora, todos o conhecem por sua descrição. Após a súbita morte da mãe, as adolescentes Iris e Rose ficam encarregadas de cuidar do irmão mais novo, Rory. Com novas responsabilidades, elas são obrigadas a aceitar o forte temperamento do pai, que deseja manter os costumes familiares. Quando uma tempestade atinge a região, seus segredos são ameaçados pelas investigações das autoridades locais.

sábado, 2 de novembro de 2013

A MARCA DO ZORRO (The Mark of Zorro, EUA, 1940)



DIRETOR:  Rouben Mamoulian
ELENCO:
Tyrone Power: Don Diego Vega / Zorro
Linda Darnell: Lolita Quintero
Basil Rathbone: Captain Esteban Pasquale
Gale Sondergaard: Inez Quintero
Eugene Pallette: Fray Felipe
J. Edward Bromberg: Don Luis Quintero
Montagu Love:Don Alejandro Veja
SINOPSE:

Essa fabulosa refilmagem do clássico do cinema mudo estrelado por Tyrone Power no papel do destemido vingador mascarado que, sozinho, salva Los Angeles dos déspotas espanhóis. Don Diego Vega (Power) é chamado de volta de seu treinamento com os oficiais de elite na Espanha para a Califórnia, onde encontra seu pai, o Alcaide, deposto e o povo vivendo sob o jugo tirano dos espanhóis. Disfarçado como Zorro, um espadachim misterioso vestido de preto, ele luta para recolocar seu pai no poder e devolver o dinheiro dos impostos roubado pelos vilões (J. Edward Broberg, Basil Rathbone). Mesmo assim ele ainda encontra tempo para cortejar a bela sobrinha do tirano (Linda Darnell).

domingo, 15 de setembro de 2013

TRUQUE DE MESTRE (EUA/França, 2013)


DIREÇÃO:  Louis Leterrier
ELENCO: Jesse EisenbergMark RuffaloWoody Harrelson  Michael Caine Morgam Freeman

Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) é o carismático líder do grupo de ilusionistas chamado The Four Horsemen. O que poucos sabem é que, enquanto encanta o público com suas mágicas sob o palco, o grupo também rouba bancos em outro continente e ainda por cima distribui a quantia roubada nas contas dos próprios espectadores. Estes crimes fazem com que o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo) esteja determinado a capturá-los de qualquer jeito, ainda mais após o grupo anunciar que em breve fará seu assalto mais audacioso. Para tanto ele conta com a ajuda de Alma Vargas (Melanie Laurent), uma detetive da Interpol, e também de Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um veterano desmistificador de mágicos que insiste que os assaltos são realizados a partir de disfarces e jogos envolvendo vídeos.

SE BEBER NÃO CASE III (EUA, 2013)

DIREÇÃO: Todd Phillips
SINOPSE:

Alan (Zach Galifianakis) está deprimido devido à morte de seu pai. Preocupado com o cunhado, Doug (Justin Bartha) sugere que ele vá até um lugar chamado New Horizons, que pode torná-lo um novo homem. Alan apenas aceita a sugestão após Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms) concordarem em levá-lo, juntamente com Doug. É o início de uma nova viagem do quarteto, que acaba sendo interrompida bruscamente pelos capangas de Marshall (John Goodman). O malfeitor está atrás de Chow (Ken Jeong), que lhe aplicou um golpe milionário, e acredita que os amigos ainda possuam contato com ele. Após sequestrar Doug, Marshall dá a Alan, Stu e Phil um prazo para que encontrem Chow e devolvam as barras de ouro por ele roubadas, caso contrário todos morrerão. O que o trio não esperava era que, para reencontrar Chow, teria que ir até Tijuana, no México, e também em Las Vegas.

sábado, 14 de setembro de 2013

AELITA A RAINHA DE MARTE (URSS, 1924)


Diretor: Yakov Protazanov
Roteiro: Aleksei Fajko, Fyodor Otsep
Elenco: Yuliya Solntseva, Igor Ilyinsky e Nikolai Tsereteli

SINOPSE E COMENTÁRIO
“Sigam nosso exemplo camaradas! Unam-se numa família de trabalhadores, numa União Marciana de Repúblicas Socialistas Soviéticas”, brada o herói em um levante de operários nos subterrâneos de Marte contra uma espécie de totalitarismo czarista de outro mundo. Considerado o primeiro filme de ficção científica soviético, “Aelita - Rainha de Marte” (1924) é na verdade um anti-sci fi. Os revolucionários bolcheviques já se consideravam o futuro e a vanguarda, não precisavam de filmes sobre futuros utópicos. Como pretende demonstrar no filme, a utopia sobre viagens espaciais somente poderia ser uma excrescência do individualismo burguês. Mas ironicamente “Aelita” acabou influenciando clássicos do expressionismo alemão como “Metrópolis” e séries das futuras matinês dos cinemas norte-americanos como “Buck Rogers”. Também "Aelita" vai inaugurar o imaginário sobre Marte e a paranoia das invasões no secúlo XX.
O diretor de “Aelita, Rainha de Marte”, Yakov Protazanov, já havia dirigido muitos filmes entre 1911 e 1918 e era considerado por muitos um gênio. Durante o período da Guerra Civil Russa (1918- 1922) que se seguiu após a revolução Bolchevique de outubro de 1917, Protazanov permaneceu exilado na Europa até ser persuadido a retornar à União Soviética em 1923 para produzir esse estranho e curioso sci fi. 
Definitivamente, “Aelita” é um filme de propaganda à causa da Revolução Socialista onde exorta os camaradas revolucionários a abandonarem fantasias e utopias para se entregar ao duro cotidiano da reconstrução do país. Mas Protazanov constrói a utopia marciana com uma estética de vanguarda construtivista e futurista tão vibrante e sedutora que acabou, nas entrelinhas, inspirando o futuro gênero cinematográfico.
O filme começa quando cientistas em toda parte do mundo recebem uma mensagem de rádio misteriosa e indecifrável vinda do espaço sideral. O engenheiro Loss e seu amigo Spiridinov são um dos vários cientistas que recebem a mensagem. Loss é um sonhador individualista e remanescente da antiga burguesia intelectual russa. Ele passa a ficar obcecado pela questão da origem e significado da mensagem. A ação passa então para Marte quando conhecemos Aelita, filha de Tuskub, ditador de um futurista estado totalitário que oprime uma classe trabalhadora que é armazenada em gigantescos congeladores em estado criogênico como reservatórios de força de trabalho.
Secretamente Aelita observa a Terra através de um novo e potente telescópio para observar o cotidiano russo e acaba se apaixonando por Loss. Os grandiosos cenários e roupas marcianas são concebidos através de uma fantástica estilização artística de vanguarda futurista e construtivista russo.
A obsessão de Loss cria essa fantasia de que uma aristocrata marciana o observa. Principalmente quando seu casamento entra em crise quando suspeita que sua esposa Natasha está caindo sob os encantos de um aristocrata oportunista chamado Erlich. Ele é um corrupto que cria um mercado paralelo de tickets de racionamento de alimentos.
Outro fato surpreendente é que “Aelita” mostra o duro cotidiano da reconstrução do país sob a União Soviética: o racionamento de alimentos, o rígido controle da burocracia do Estado representados pelos membros da NEP (Nova Política Econômica de Lênin) onde Natasha é um dos membros que controla provisões e moradias para todos, deslocamento de grandes massas em trens superlotados, caos, disfuncionalidade e, sobretudo, a corrupção representada pela figura do ex-aristocrata Erlich.
A obsessão de Loss leva a se concentrar em um projeto de construção de uma espaçonave que o leve a Marte. Enquanto isso Aelita em Marte está envolvida em intrigas palacianas que envolvem o ultra-secreto telescópio de alta resolução onde ela observa a Terra às escondidas.
A maior parte das sequências do filme se passa em Moscou. O que ocorre em Marte é eventualmente mostrado como fosse uma ilusão criada pelo estado de insatisfação de Loss, um intelectual que ainda não compreendeu seu papel dentro da revolução em andamento no país e que ainda se consome em sonhos pessoais. Mas as sequências do palácio da corte marciana causam impacto pelo arrojo e modernidade.

A estética moderna do futuro
O que impressiona em “Aelita” é que vemos nas sequências marcianas o início da construção no cinema da visão do futuro: planetas desconhecidos, robôs, tecnologias ultra-sofisticadas e inacessíveis para nós. Linhas angulosas e inclinadas que nos faz lembrar os futuros cenários do cinema expressionista alemão, estética clean com muitos vidros e transparências, roupas prateadas e cortes geométricos ousados, acessórios poligonais que acompanham o movimento do corpo dos personagens.
Embora a lição da nova moralidade revolucionária socialista seja, no filme, condenar essas imagens como utopias fantasiosas de um burguês alienado, Protazanov confere tanta força às sequências marcianas que fica impossível não se fascinar diante de um planeta que é o oposto do caos e disfuncionalidade mostrados no cotidiano de Moscou.
Os cenários e figurinos marcianos fazem uma síntese do futuro concebido pelas vanguardas artísticas do começo do século (Bauhaus, Futurismo italiano, etc) com a monumentalidade das formas angulosas de concreto, a leveza das transparências e o prateado como a cor da velocidade e arrojo, a cor dos mísseis e foguetes. Um futuro que, para nós do século XXI, soa como retro diante da nossa estética atual neobarroca sobre o futuro: aliens gosmentos, tentaculares e disformes; naves espaciais que mais parecem ferros-velhos voadores sujos e disfuncionais como em “Alien – o Oitavo Passageiro” (1979) ou “Prometheus” (2012); visões futuristas pós-apocalipse etc.
Imagens marcianas de Protazanov acabaram tornando-se tão atemporais que, vez ou outra, retornam como estética nostálgica na moda e música como na geométrica moda New Wave nos anos 1980 ou em bandas de rock de garagem atuais como “Man or Astroman” que homenageia em seus shows filmes de ficção científica como esse.

O simbolismo marciano
Mas tão atemporal quanto a visão de futuro criado por Protazanov, é o simbolismo de Marte para a cultura ocidental. O livro do escritor inglês H. G. Wells “Guerra dos Mundos” de 1892 pode ser considerado o marco inaugural dessa “literatura sobre invasões”: a Inglaterra vitoriana é surpreendida pela invasão marciana, seres tecnologicamente tão superiores que, para eles, nós nada mais seríamos do que formigas esmagadas sem a menor piedade.
A metáfora da invasão marciana era uma visão crítica de Wells sobre o imperialismo britânico que estava no auge beligerante quando do lançamento do livro – Wells mais tarde seria um simpatizante da Revolução Bolchevique de 1917 e de toda ideologia socialista, até conhecer Stalin...
O potente telescópio de alta definição dos marcianos em “Aelita” que observa atentamente o cotidiano terrestre fará parte desse imaginário da invasão e que criará uma complicada relação da cultura ocidental com o “Outro” e a “Alteridade”.
O pânico de milhares de ouvinte provocado em 1938 pela adaptação radiofônica de Guerra dos Mundos por Orson Welles na rádio CBS em Nova York que acreditavam estar sendo invadidos por marcianos que há anos planejavam a invasão com seus potentes telescópios foi a consolidação desse imaginário coletivo.
Após a Segunda Guerra Mundial e a primeira aparição dos discos voadores nos noticiários, duas hipóteses foram imediatamente apresentadas para o público: ou eles vieram de Marte ou da União Soviética, o que dava na mesma dentro desse imaginário da invasão – em culturas imperialistas (no caso a da sociedade de consumo norte-americana) o medo do Outro se torna cada vez mais potencializado pelo imaginário midiático.
Por outro lado, Marte e de resto todos os planetas como comprova a astrologia de massas, acabam se tornado espelhos ou projeções de fatos bem demasiadamente humanos: em “Aelita” a fantasia marciana criada pelo protagonista Loss é, na verdade, uma projeção de toda a frustração de um burguês no caos de uma revolução proletária. Loss projeta na rainha de Marte tudo aquilo que falta a sua esposa Natasha (uma voluntariosa ativista da NEP). 
Após chegar em Marte e ficar diante dela, comporta-se como um adolescente narcisista, liderando ao seu lado uma revolução socialista marciana menos por ideologia e muito mais pela obsessão juvenil. Como o seu companheiro de viagem espacial dirá a certa altura do filme “uma revolução socialista liderada por uma rainha não vai dar certo!”.

domingo, 8 de setembro de 2013

OS NIBELUNGOS (DIE NIBELUNGEN, ALEMANHA, 1924)

DIREÇÃO: Fritz Lang
SINOPSE: O filme tem música original inspirada na obra de Wagner e narra a saga mitológica que inspirou o compositor alemão a escrever o ciclo de óperas O Anel dos Nibelungos.
A obra, de 1924, narra a saga mitológica que inspirou o compositor a escrever a famosa tetralogia O Anel dos Nibelungos, composta pelas óperas O Ouro do Reno,A Valquíria,Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses .
A herança musical de Wagner ultrapassou os limites específicos da ópera e da mitologia alemã para se incorporar ao inconsciente coletivo e a uma geração de músicos, teatrólogos e, a partir da segunda metade do século XX, ao cinema. Um exemplo disso é Fritz Lang, verdadeiro ícone que lançou uma visão expressionista da estética Wagneriana”, completa o Maestro Isaac Karabtchevsky.
Grande sucesso de público e crítica, Os Nibelungos, de 1924, foi dividido em duas partes: A Morte de Siegfried e A Vingança de Kriemhild. A obra foi uma produção grandiosa que introduziu inovações cinematográficas no início do século XX. O estilo de câmera estática, que dominava os filmes mudos da época, ganhou uma nova dimensão nesta obra de Fritz Lang. Tal foi seu preciosismo que, a partir de preparação meticulosa, em que consumia grande quantidade de tempo e material, Lang escolhia os ângulos de sua câmera baseado em pinturas de grandes artistas como Arnold Böcklin e Max Klinger.
Já as imensas árvores, cavernas com tesouros e um dragão de 21 metros presentes no filme foram construídos em escala real dentro do estúdio. E para reproduzir em espaço fechado os amplos cenários abertos onde a ação se desenrolava, foram criados efeitos especiais inovadores, conhecidos como matte painting, precursor de técnicas como ochroma key, que permitiam que um ator fosse filmado superposto a uma imagem artificialmente criada, dando a impressão que a ação se desenrolava neste cenário.
Nesta primeira parte, é contada a história de Siegfried, jovem aprendiz de ferreiro e filho do rei Siegmund, que parte para a Corte do rei Gunther, de Worms, para conquistar a mão da princesa Kriemhild. Ele se torna invencível depois de banhar-se no sangue do dragão que acabou de matar na floresta, com exceção de um ponto em suas costas, onde uma folha de tília impediu o contato de sangue com sua pele.

Continuando sua jornada, enfrenta e vence Alberich, ganhando o fabuloso tesouro dos Nibelungos. O rei Gunther ouve sobre os feitos de Siegfried e lhe pede ajuda para conquistar Brunhild, rainha da Islândia. Como recompensa, Gunther lhe dá a mão de sua irmã, Kriemhild. A partir daí inicia-se um intrigante conflito humano, regado a ódio, ciúmes, amor e morte. Quando descobre que Gunther e Siegfried a enganaram, Brunhild manda Hagen matar Siegfried. Enquanto caçava em Odenwald, Hagen dispara uma lança no ponto vulnerável das costas de Siegfried. Com sua morte, a princesa Kriemhild jura vingança.