domingo, 4 de janeiro de 2015

197 1947 MONSIEUR VERDOUX (MONSIEUR VERDOUX, EUA)


Direção: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Tothetoh
Música: Charles Chaplin
Elenco:
Charles Chaplin ……Henri Verdoux
Mady Correll …………Mona Verdoux
Allison Roddan ……..Peter Verdoux
Robert Lewis ………...Maurice Bottello
Audrey Betz …………Martha Bottello
Martha Raye ………...Annabella Bonheur
Ainda: Ada May, lsobel EIsom, Marjorie Bennett, Helene Heigh, Margaret Hoffman, Marilyn Nash, Irving Bacon, Edwin Mills, Virginia Brissac.

Indicação ao Oscar: Charles Chaplin (roteiro)

Charles Chaplin comprou a ideia da sua comédia mais negra (por 5 mil dólares) de Orson Welles, cujo plano original era fazer um documentário sobre o lendário assassino em série de esposas francês Henri Desiré Landru. Chaplin deu à história uma abordagem sócio-satírica nova e mordaz, em resposta à paranoia crescente dos anos da Guerra Fria. Verdoux (Chaplin), um pequeno-burguês tranquilo e charmoso, só adota sua profissão lucrativa de se casar com viúvas ricas e assassiná-las mais tarde, quando a depressão econômica impossibilita que ele ganhe a vida honestamente como caixa de banco. Quando é finalmente levado à justiça, sua defesa consiste em que, enquanto o assassinato privado é condenado, a matança pública - na forma da guerra - é glorificada: "Um assassinato transforma uma pessoa em vilã - milhões, a transformam em herói. Os números santificam." Esses não eram sentimentos populares na América de 1946, e Chaplin se viu cada vez mais na mira da Direita - uma caça às bruxas que resultou na sua partida definitiva dos Estados Unidos em 1952. Verdoux, acompanhado pela animada canção-tema (Chaplin, como sempre, compôs sua própria trilha), é um personagem rico e vívido. A economia rígida do pós-guerra obrigou Chaplin a trabalhar mais rápido e com multo mais planejamento do que em filmes anteriores. O resultado é uma de suas narrativas mais bem construídas, que ele mesmo considerou, sem modéstia, "o filme mais Inteligente e brilhante da minha carreira". DR
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 197)

sábado, 3 de janeiro de 2015

195 1946 A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (IT'S A WONDERFUL LIFE, EUA)


Direção: Frank Capra
Roteiro: Philip Van Doren Stern, Frances Goodrich
Elenco:
James Stewart ….…George Bailey
Thomas Mitchell .…Tio Billy
Donna Reed ………Mary Hatch Bailey
Lionel Barrymore …Sr. Potter
Henry Travers …….Clarence
Beulah Bondi …….Ma Bailey
Ainda: Frank Faylen, Ward Bond, Gloria Grahame, H. B. Warner, Frank Albertson, Todd Karns, Samuel S. Hinds, Mary Treen, Virgínia Patton

Indicação ao Oscar: Frank Capra (melhor filme), Frank Capra (diretor), James Stewart (ator), William Hornbeck (edição), John Aalberg (som)

Depois de celebrar o homem comum em clássicos da década de 30 como Aconteceu naquela noite, A mulher faz o homem e Do mundo nada se leva, o primeiro filme de Frank Capra realizado no pós-guerra enaltece, sem o menor pudor, a bondade das pessoas comuns e o valor dos sonhos humildes, mesmo que eles não se tornem realidade. Baseado em The Createst Gift, um conto escrito em um cartão de Natal por Philip Van Doren, o vital protagonista do filme, um jovem sobrecarregado de responsabilidades, foi quase recusado pelo cansado de guerra James Stewart. Lançado em 1946 sob críticas conflitantes, ele foi, não obstante, indicado a cinco prêmios Oscar (incluindo Melhor Filme e Melhor Ator), porém não venceu em nenhuma categoria. Hoje em dia, especular se ele era um filme que precisava ser assistido várias vezes para ser apreciado plenamente ou se foi apenas produzido na época errada é irrelevante. Na década de 60, o copyright dele expirou, o que permitiu a circulação a baixo custo de uma versão de "domínio público" e exibições frequentes na tevê. Reprisado à exaustão por volta das festas de fim de ano, ele se tornou o baluarte das "sessões para toda a família". Depois de consolidado como uma pedra de toque emocional para várias gerações, canais públicos de televisão, em 1970, cristalizaram sua reputação de qualidade exibindo-o em contraste com a programação comercial obtusa e materialista da época de festas. George Bailey (Stewart), um homem desengonçado e de bom coração, cresce na pequena cidade de Bedford Falis, em Connecticut, mas sonha em viajar pelo mundo. O dever, no entanto, está sempre entrando no caminho para frustrar esse sonho. Sua perda de liberdade é aliviada apenas pelo seu casamento com Mary (Donna Reed), a beldade local, e posteriormente por sua jovem família e por seu próprio senso de filantropia ao ajudar os trabalhadores da cidade a comprarem suas próprias casas. Por fim, ao se ver forçado a recorrer à poupança da família, que Mr. Potter (raras vezes Lionel Barrymore esteve tão detestável), o ganancioso banqueiro da cidade, ameaça confiscar, George sente-se tão pressionado que tenta o suicídio saltando de uma ponte. No entanto, um milagre acontece: um anjo chamado Clarence (Henry Travers) é enviado do Céu para mostrar a George o que teria sido da cidade caso seu desejo se realizasse e ele jamais tivesse vivido. Somente depois de George se convencer do próprio valor seu suicídio será desfeito, a cidade voltará ao normal e Clarence, um anjo de segunda classe, ganhará suas asas. Quase 60 anos depois, A felicidade não se compra continua sendo um dos mais queridos filmes de fim de ano por conta de sua mensagem otimista e clima amedrontador de "o que teria acontecido se...". Assistido no cinema, sem as distrações das festividades, ele se revela mais uma comédia escrachada deliciosa, repleta de comentários ligeiros e incisivos sobre o amor, o sexo e a sociedade. A grande qualidade dessa brincadeira se deve especialmente à participação não creditada no roteiro de Dorothy Parker, Dalton Trumbo e Clifford Odets. O filme era um dos favoritos de Capra e Stewart e ambos expressaram profundo descontentamento quando ele se tornou vítima precoce da febre da colorização. KK
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 195)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

193 1846 INTERLÚDIO (NOTORIOUS, EUA)


Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Ben Hecht
fotografia: Ted Tetzlaff
Musica: Roy Webb
Elenco:                                          
Cary Grant……………. T.R. Devlin
Ingrid Bergman ……… Alicia Huberman
Claude Rains …………Alexander Sebastian
Louis Calhern …………Capitão Paul Prescott
Leopoldine Konstantin . Madame Anna Sebastian
Reinhold Schünzel …. Dr. Anderson
Ainda: Moroni Olsen, Ivan Triesault. Alex Minotis,

Indicação ao Oscar: Ben Hecht (roteiro), Claude Rains (ator coadjuvante)

Embora o produtor David O. Selznick tenha reunido a equipe bem-sucedida do drama psicanalítico Quando fala o coração (1945), que Incluía o diretor Alfred Hitchcock, a estrela Ingrld Bergman e o roteirista Ben Hecht, e supervisionado (com sua habitual avalanche de memorandos) a produção desta história de espiões cheia de classe e romance, ele acabou vendendo todo o pacote para a RKO e deixou Hitchcock produzir a si mesmo. Até mesmo David Thomson, o biógrafo de Selznick, admite que a qualidade do filme se deve ao fato de Selznick não ter estado lá para arruiná-lo. Perto do fim da Segunda Guerra Mundial, o cordial superespiãoT. R. Devlln (Cary Grant) recruta Alicia Huberman (Ingrid Bergman) - uma jovem sem perspectivas que se afastou do pai, um traidor condenado - para se Infiltrar em um grupo de nazistas exilados na Argentina. Alicia se aflige quando sente que Devlln a está usando para a causa e é impelida a levar sua missão a extremos ao se casar com o quase paternal Alexander Sebastian (Claude Rains), um fascista. Dentro da mansão fria e luxuosa de Sebastian, Alicia passa a ser odiada pelo verdadeiro poder entre os vilões exilados: a mãe sufocadora e monstruosa de  Sebastian (Madame Konstantin), que é o tipo de criatura que a Sra. Bates teria se tornado se tivesse sido deixada viva. Em uma festa - na qual um mecanismo de suspense clássico é utilizado quando o champanhe acaba, obrigando um criado a descer para a adega, onde a angelical Alicia e o demoníaco Devlln estão bisbilhotando -, Hitchcock revela seu detalhe mais elegante, embora tópico: garrafas de vinho cheias de urânio sendo usadas para criar uma bomba atômica nazista. O resultado é um momento aflitivo de descoberta, quando Sebastian é levado a crer que sua mulher é apenas infiel, e não uma espiã. O intenso drama triangular de Interlúdio nos força constantemente a mudar a maneira como nos sentimos a respeito dos três protagonistas, com Rains chegando a mostrar um heroísmo bizarro no fim. O filme é também um romance suntuoso, com Grant e Bergman realizando o que era, até aquele momento, o beijo em dose mais longo do cinema. Fotografado de forma magnífica por Ted Tetzlaff em um preto-e-branco resplandecente e com seus astros mais belos (e Inspirados) do que nunca, o último rolo é extremamente agonizante, com a mãe monstruosa supervisionando o lento envenenamento de Alicia. KN
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 193)

192 1946 GRANDES ESPERANÇAS (GREAT EXPECTATIONS, INGLATERRA)


Direção: David Lean
Produção: Anthony Havelock-Allan, Ronald Neame
Roteiro: Anthony Havelock-Allan, David Lean, Ronald Neame, baseado rio livro de Charles Dickens
Fotografia: Guy Green
Música: Walter Goehr, Kenneth Pakeman
Elenco:
John Mills …………Pip (jovem)
Anthony Wager …...Pip (garoto)
Valerie Hobson ……Estella (adulta)
Jean Simmons …….Estella (jovem)
Bernard Miles ………Joe Gargery
Alec Guinness …….Herbert Pocket
Ainda: Francis L. Sullivan, Finlay Currie, Martita Hunt, Ivor Barnard, Freda Jackson, Eileen Erskine, George Hayes. Hay Petrie, John Forrest

Oscar: John Bryan, Wilfred Shlngleton (direção de arte), Guy Grieen (fotografia)

Indicação ao Oscar: Ronald Neame (melhor filme), David Lean (diretor), David Lean, Ronald Neame, Anthony Havelock-Allan (roteiro)

Filmado em 1946 na esteira dos bem-sucedidos Desencanto e Uma mulher do outro mundo, esta é a primeira adaptação de David Lean dos romances de Charles Dickens; O/iverTwist viria em seguida em 1948. Assumindo a obra-prima literária como um desafio cinematográfico em todos os sentidos da expressão, Lean explora e se aproveita do amplo horizonte emocional da história e a torna também uma jornada arrebatadora e de um visual hipnotizante. O resultado é a melhor adaptação da literatura já realizada, assim como um dos maiores filmes Ingleses de todos os tempos. Grandes esperanças traz elementos de muitos filmes de terror, começando em um vasto pântano que leva a um cemitério abandonado. Essa cena de abertura era tão essencial que Lean, que tinha uma ideia precisa de como deveria ser o visual do filme, substituiu o fotógrafo original Robert Krasker por Guy Green. Aqui, o jovem herói Pip é ameaçado por um prisioneiro fugitivo feroz e desesperado chamado Magwitch (Finlay Currie), que exige comida e uma lima para poder se livrar de suas correntes. Mais tarde, Pip é levado à mansão decrépita da igualmente decrépita e amargurada Miss Havisham (Martita Hunt). Abandonada no altar muitos anos atrás, ela ainda veste os restos do seu vestido de noiva e anda por entre os restos empoeirados, apodrecidos e infestados de ratos do fatídico banquete de recepção. Seu plano macabro é transformar sua pupila, a jovem e bela Estella (Jean Simmons), em um instrumento de vingança contra todos os homens. Isso inclui Pip, que se apaixona por ela. A situação dele muda quando um benfeitor misterioso financia a mudança de Pip para Londres e sua transformação em um refinado gentleman. Dividindo um flat com Herbert Pocket (Alec Guiness em seu primeiro papel importante), o Pip adulto (John Mills) se torna um esnobe que acredita que Miss Havisham é sua benfeitora e que Estella está destinada a ser sua esposa. Qualquer leitor acostumado com Dickens sabe que não é bem assim. Houve quem sustentasse que Mills, de 38 anos de Idade, era velho demais para interpretar um personagem que tinha de 20 para 21, conforme estabelecido pelo romance. Contudo, o fato é que Pip precisa apenas ser testemunha do drama encenado ao seu redor, em vez de um participante ativo do seu próprio destino. Lean, que passou sete anos como montador antes de dirigir seu primeiro longa, sabia muito bem disso e cerca Mills  de um elenco de apoio sólido, porém cheio de vida. Algumas cenas são puro encanto, como a visita de Pip à casa de Wemmick (Ivor Barnard), o assistente de seu advogado, onde nosso herói conhece seu pai ancião e ligeiramente senil, que se chama "Velho P" - abreviação de "velho pai" - , um termo que alguns ainda usam para se referir aos seus próprios pais. Embora não seja essencial para a trama, essa cena é de uma ternura e graça memoráveis, trazendo consigo um bocado de charme dickensiano. Apesar de antigo, Grandes esperanças não perdeu nada de sua grandiosidade ou pungência. Tendo conquistado a quinta posição na lista dos melhores filmes ingleses de todos os tempos do British Film Institute, ele foi premiado em duas categorias do Oscar - Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia em Preto-e-Btanco -, além de ter sido indicado para os prêmios de Melhor Direção, Melhor Fllme e Melhor Roteiro Adaptado. Em termos de alcance, visão e coerência, este continua sendo o maior de todos os filmes baseados na obra de Dickens. KK
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 192)

191 1946 NESTE MUNDO E NO OUTRO (A MATTER OF LIFE AND DEATH, INGLATERRA)



Direção: Michael Powell, Emeric Pressburger
Produção: George R. Busby, Michael Powell, Emeric Pressburger
Roteiro: Michael Powell, Emeric Pressburger
Fotografia: Jack Cardiff
Música: Allan Gray
Elenco:
David Niven …………… Peter Carter
Kim Hunter…………….. June
Richard Attenborough . Piloto ingles
Robert Coote …………. Bob Trubshawe
Kathleen Byron ……… Anjo
Ainda: Bonar Colleano, Joan Maude, Marius Goring, Roger Livesey, Robert Atkins. Bob Roberts, Edwin Max, Betty Potter, Abraham Sofaer, Raymond Massey

A fantasia de 1946 de Michacl Powell e Emeric Pressburger Neste mundo e no outro (que ganhou o título Stairway to Heaven [Escada para o céu] no mercado americano) foi feita para ser um filme-propaganda para melhorar as relações estremecidas entre a Inglaterra e os Estados Unidos. O filme, no entanto, supera seu propósito inicial, tornando-se uma história atemporal sobre o romance e a bondade humana que é ao mesmo tempo visualmente empolgante e verbalmente divertida. Quando está prestes a pular do seu avião em chamas para a morte certa, um piloto da Segunda Guerra Mundial (David Nlven) se apaixona pela voz de uma operadora de rádio americana (Kim Hunter). Ele acorda na praia, acreditando estar no Céu. Ao descobrir que está vivo, aproveita a oportunidade para se apaixonar pela garota americana em pessoa. Porém os poderes divinos cometeram um erro, e o Condutor Celestial 71 (Marius Goring) é enviado para lhe dizer a verdade e levá-lo ao Paraíso, que é onde ele deveria estar. A cenografia excepcional de Alfred Junge eleva o filme para além de suas já impressionantes intenções e roteiro engenhoso, intercalando-se com desenvoltura entre a Terra (filmada em Technicolor) e o preto-e-branco etéreo do Céu. Além do uso de imagens congeladas e decorações cênicas de tirar o fôlego, o trabalho de câmera inclui uma tomada por detrás do globo ocular que receberia a aprovação de Salvador Dali. KK
(1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER 191)


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

LIVIDE (FRANÇA, 2011)


Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury
Roteiro: Alexandre Bustillo, Julien Maury
Elenco:
Chloé Coulloud, Félix Moati, Jérémy Kapone, Catherine Jacob, Béatrice Dalle, Chloé Marcq, Marie-Claude Pietragalla, Loïc Berthezene, Joël Cudennec, Sabine Londault, Serge Cabon

É do conflito que surgem as maiores qualidades e os maiores problemas de Livide, último filme da dupla francesa Alexandre Bustillo e Julien Maury. O longa segue duas premissas que ora trazem resultados frescos para o estilo, ora emperram o próprio funcionamento da trama. A primeira é a decisão de não explicar completamente os personagens. Mesmo quando estamos cientes do que eles fazem ainda não sabemos quem eles são. Isso funciona até o momento em que a trama se afasta muito da primeira impressão e o filme pede que decifremos alguns códigos.
A segunda premissa mora no fato de que Livide é, em sua essência, uma homenagem não a filmes de terror, mas a vários cinemas de terror. Fantasmas, tortura, taxidermia, suspense, psicopatas. Tudo convive entre as paredes da mansão que acomoda a parte realmente significativa do filme. Mas, da mesma maneira que a falta de informação sobre os personagens, essa pluralidade chega a um ponto de esgotamento.
Bustillo e Maury já haviam entregado um fortíssimo filme anterior, A Invasora, com Beatrice Dalle, que aqui faz uma pequena participação. Mas se aquele longa investia numa linhagem mais pura, este aqui se perde um pouco na pretensão. Se, de um lado, os cineastas demonstram um talento impressionante para confeccionar imagens; do outro, eles não parecem tão hábeis para transformá-las em material de gênero, embora criem uma personagem tão assustadora quanto a de Dalle, a senhora Wilson, que ganhou vida na pele de uma ótima Catherine Jacob.
O filme se divide em duas partes distintas: a primeira, mais próxima de um horror contemporâneo, dura cerca de uma hora e serve para introduzir a protagonista naquele que será seu novo universo, o dos idosos que precisam de acompanhamento. O tom é mais documental, as insinuações de suspense são mais realistas. Na segunda parte, que ocupa a meia hora final, o filme muda de tom, fica mais rico, mas o arco parece não fechar. O espectador é levado para um terreno de uma sofisticação visual extremamente detalhista, e de bom gosto, onde cada filtro e cada peça do cenário parecem ter sido escolhidos a dedo para ilustrar o macabro. Só que algumas imagens funcionam mais em conceito do que na prática. Há um belíssimo trabalho ali, mas que nem sempre cumpre seu intento.
FONTE: http://filmesdochico.uol.com.br/livide/

BREAKING BAD 2ª TEMPORADA (EUA, 2009)