sábado, 11 de abril de 2015

BETTER CALL SAUL (EUA, 2015)


 1ª TEMPORADA

01x01 UNO DIREÇÃO: Vince Gilligan ROTEIRO: Vince Gilligan & Peter Gould DATA: 08/02/2015
Jimmy tenta um médico pouco convencional para conseguir clientes em potencial.

01x02 MIJO DIREÇÃO: Michelle MacLaren ROTEIRO: Peter Gould DATA: 09/02/2015
Os problemas de Jimmy se complicam, o que o deixam em ainda mais dificuldades. Enquanto isso, descuidos colocam Chuck em risco.

01x03 NACHO DIREÇÃO: Terry McDonough ROTEIRO: Thomas Schnauz DATA: 16/02/2015
Jimmy está ansioso para provar que seu perigoso cliente é inocente.

01x04 HERO DIREÇÃO: Colin Bucksey ROTEIRO: Gennifer Hutchison DATA: 23/02/2015
Jimmy deve enfrentar as consequências quando suas relações se tornam tensas.

01x05 ALPINE SHEPHERD BOY DIREÇÃO: Nicole Kassell ROTEIRO: Bradley Paul DATA: 02/03/2015
Notícias alarmantes perturbam os esforços de Jimmy em angariar novos negócios, o que força Jimmy a tomar uma decisão difícil.

01x06 FIVE O DIREÇÃO: Adam Bernstein ROTEIRO: Gordon Smith DATA: 09/03/2015
O passado trágico de Mike retorna para assombrá-lo e ele é forçado a procurar ajuda em uma fonte pouco usual. Enquanto isso, o compasso moral de Jimmy é testado.

01x07 BINGO DIREÇÃO: Larysa Kondracki ROTEIRO: Gennifer Hutchison DATA: 16/03/2015
Jimmy se encontra com potenciais novos clientes. Na sequência tendo a oportunidade de fazer a coisa certa, ele cobra um favor a um aliado inesperado.

01x08 RICO DIREÇÃO: Colin Bucksey ROTEIRO: Gordon Smith DATA: 23/03/2015
Jimmy mostra a Chuck que está disposto a fazer quase qualquer coisa para ganhar um caso, mesmo que isso signifique sujar as mãos.

01x09 PIMENTO DIREÇÃO: Thomas Schnauz ROTEIRO: Thomas Schnauz DATA: 30/03/2015
Chuck pressiona Jimmy a aceitar uma verdade dolorosa. Enquanto isso, um acordo ameaça sair dos trilhos quando a habilidade de Mike de completar um trabalho é colocada em questão.

01x010 MARCO DIREÇÃO: Peter Gould ROTEIRO: Peter Gould DATA: 07/04/2015
Jimmy aproveita a oportunidade de se reconectar com um velho amigo. Enquanto isso, Chuck ser ajusta a um novo modo de vida.



PENNY DREADFUL (EUA, 2014)



1ª TEMPORADA
01x01 Night Work: Uma mulher e um explorador investigam o assassinato de alguém próximo a eles, pedindo a ajuda do Dr. Frankenstein e de um atirador no caso. 11/05/2014

01x02 Seance: Vanessa e Malcom procuram por respostas na festa dos egipcionistas. Enquanto isso, Ethan fica amigo de uma jovem imigrante irlandesa. 18/05/2014

01x03 Resurrection: Dr. Frankenstein é confrontado sobre o seu passado. Vanessa tem uma visão de Mina. 25/05/2014

01x04 Demimonde: O afeto entre Vanessa e Dorian Gray continua a crescer. O professor Abraham Van Helsing é contratado por Sir Malcolm para trabalhar com o Dr. Frankenstein. 01/06/2014

01x05 Closer Than Sisters: Vanessa relembra seu passado e os eventos que levaram ao desaparecimento de Mina. 08/06/2014

01x06 What Death Can Join Together: A última visão de Vanessa levam Malcolm, Ethan e Sembene a explorar um navio em busca de Mina. Enquanto isso, Van Helsing revela ao Dr. Frankenstein mais detalhes sobre a criatura que levou Mina. Mais tarde, a noite de Vanessa com Dorian liberta algo obscuro dentro dela. 15/06/2014

01x07 Possession: Sir Malcolm, Ethan e Sembene fazem de tudo para salvar Vanessa. 22/06/2014

01x08 Grand Guignol: Sir Malcolm e Vanessa enfrentam seus maiores pesadelos. 29/06/2014


quinta-feira, 9 de abril de 2015

#119 1959 O HOMEM QUE ENGANOU A MORTE (The Man Who Could Cheat Death, Reino Unido)


Direção: Terence Fisher
Roteiro: Jimmy Sangster (baseado na peça de Barré Lyndon)
Produção: Michael Carreras, Anthony Nelson-Keys (Produtor Associado)
Elenco: Anton Diffring, Hazel Court, Cristopher Lee, Arnold Marlé, Delphi Lawrence

Mais uma excelente produção da Hammer, estúdio que com toda certeza, veio para elevar, e mantar alto, o nível dos filmes de terror. O Homem que Enganou a Morte é um clássico muito bem construído, com um ótimo roteiro, brilhantes atuações de Anton Diffring e Christopher Lee e incrível trabalho de maquiagem. E todos os elementos típicos de um filme da Hammer estão lá. A ambientação no século XIX, o figurino (assinado por Molly Arbuthnot, responsável por todo o guarda roupa do estúdio), os cenários repletos de neblina, jogo de luzes, cores estonteantes e o maniqueísmo, imposto em todos os filmes dirigidos por Terence Fisher, do mocinho e do bandido, sendo que o bandido sempre seria derrotado no final. O roteiro mais uma vez foi elaborado pelo escritor usual do estúdio, Jimmy Sangester, baseado na peça The Man in Half Moon Street de Barré Lyndon (roteirista de Ódio que Mata e A Guerra dos Mundos original, entre outros). Fisher e Sangster foram a dupla responsável por A Maldição de Frankenstein e O Vampiro da Noite, as duas fitas seminais da Hammer que definiriam toda a estética não só do estúdio britânico como do cinema de terror até final dos anos 60. Além da dobradinha, o rosto tarimbado de Cristopher Lee, que aqui pela primeira vez não utiliza nenhum tipo de maquiagem ou presa, atuando de “cara limpa” e os insinuantes decotes de Hazel Court também estão lá para criar todo esse volume criativo de O Homem que Enganou a Morte. A maquiagem, assim como também nos outros filmes da Hammer, ficou por conta de Roy Ashton, que mais uma vez fez um ótimo trabalho. O papel principal inicialmente foi oferecido a Peter Cushing, que recusou apenas poucos dias antes das filmagens começarem. A história, que mistura elementos de O Médico e o Monstro e O Retrato de Dorian Gray é centrada no Dr. Georges Bonner (Diffring), médico, escultor e o tal homem que enganou a morte, que junto com o Prof. Ludwig Weiss (soberba atuação de Arnold Marié), descobriu o segredo da imortalidade e da saúde eterna através de um transplante da glândula paratireoide, que deve ser realizada a cada dez anos. Apesar da aparência de jovem, Bonner tem 104 anos, e precisa imediatamente de uma nova operação. Enquanto ela não é realizada, Bonner é obrigado a tomar uma poção fumegante durantes os últimos dias antes da troca glandular, que irá retardar o processo degenerativo de envelhecimento instantâneo. O único apto para fazer a operação é o Prof Weiss, que agora tem 89 anos e sofreu um derrame que inutilizou sua mão direita, o que o torna incapacitado para a cirurgia. É aí que o personagem de Christopher Lee, o também cirurgião Dr. Pierre Gerrard, entra na história. Gerrard é apaixonado por Janine Du Bois (Hazel Court), que outrora foi a amada de Bonner e sua musa inspiradora para esculpir suas estátuas, abandonada quando o médico teve de sumir por conta de sua condição. Janine reaparece em sua vida durante uma vernissage de uma nova escultura de Bonner, junto com Gerrard. Mais tarde, Bonner apresenta o Prof. Weiss para Gerrard, que o convence a fazer a operação para salvar a vida do colega de profissão. Mas as coisas começam a se complicar quando Bonner mente na frente de todos para o Inspetor Legris, da Suréte francesa, que investiga o sumiço da garota que fora modelo do escultor e vista pela última vez na exposição na noite passada (que nessa altura do campeonato, já sabemos que foi morta – ou não – por Bonner em um demente acesso de fúria, ao perder o controle por não ter tomado a fórmula a tempo). Gerrard recusa-se a operar Bonner após descobrir que o Prof. Weiss, que estaria presente durante a cirurgia, havia partido imediatamente na noite anterior. Na verdade mais uma mentira, já que ele também foi assassinado após descobrir que a glândula que estava à espera para ser transplantada foi retirada de uma pessoa viva, assim como ele vinha fazendo durante todo esse tempo, sempre assassinando as garotas que esculpia. Não compactuando com Bonner e tentando impedi-lo de tomar a poção para que a natureza cumpra seu curso natural, incita a ira do ex-amigo que acaba matando-o estrangulado. A única saída então para que Gerrard o opere, é contar o verdadeiro motivo da urgente necessidade do transplante, abrindo o jogo sobre sua descoberta científica, nunca antes publicada ou revelada por conta de questões morais, pois se descoberta e utilizada, iria desequilibrar todo o processo natural da morte, torando a Terra superpovoada e sem recursos naturais suficientes para garantir o sustento de tantas gerações sem morrer. E além desta causa, há um pequeno detalhe, pois se ninguém morresse, não haveria mais glândulas para serem retiradas para garantir a eternidade. Ainda assim Gerrard não aceita, só cedendo a pressão quando é chantageado a fazê-lo, após descobrir que Janine foi sequestrada e é mantida cativa pela insano Bonner. A intrincada teia de acontecimentos do roteiro e os diálogos é o que mantem alto o resultado de O Homem que Enganou a Morte. É um filme de muito diálogo e pouca ação, então pode acabar desapontando alguns. No livro The Hammer Story: The Authorised History of Hammer Films a produção é considerada uma estranha miscelânea de filme de cientista louco com ficção científica e uma camada gótica. Para mim, é mais um exemplo de que um ótimo texto e excelente dinâmica de atores pode resultar num bom filme mesmo com um orçamento apertado, tendo gastos apenas 84 mil libras.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/25/119-o-homem-que-enganou-a-morte-1959/

terça-feira, 7 de abril de 2015

PREDESTINATION (EUA, 2014)


#118 1959 O HOMEM CROCODILO (The Alligator People, EUA)


Direção: Roy Del Ruth
Roteiro: Orville H. Hampton, Charles O’Neal, Robert M. Fresco (não creditado)
Produção: Jack Leewood
Elenco: Beverly Garland, Bruce Bennett, Lon Chaney Jr., George Macready, Frieda Inescort, Richard Crane

As mutações provocadas por cientistas durante os filmes de terror dos anos 50 parecem não ter fim. Mesmo que os motivos possam ser nobres, como a cura de doenças e simular a capacidade regenerativa dos répteis nos seres humanos, sempre alguma coisa vai dar errado, e origem a um monstro digno dos filmes B. O Homem Crocodilo não foge a essa regra. Produzido pela 20th Century Fox, e filmado em Cinemascope, O Homem Crocodilo poderia ser um filme impressionante, principalmente no quesito maquiagem, criada pela dupla Ben Nye e Dick Smith. Os dois têm em seu currículo grandes trabalhos em filmes e séries de TV. Nye, por exemplo, foi responsável pela supervisão de maquiagem de famosas séries de TV como o seriado camp do Batman nos anos 60, O Besouro Verde, Túnel do Tempo e Perdidos no Espaço, além do consagradíssimo O Planeta dos Macacos original. Já Dick Smith, tem na bagagem, a maquiagem de filmes clássicos do horror como Sombras da Noite (o original, não a babaquice de Tim Burton), A Sentinela dos Malditos, Fome de Viver, Scanners – Sua Mente Pode Destruir, Viagens Alucinantes, e nada mais nada menos que O Exorcista, tendo ainda ganhado o Oscar por Amadeus, em 1985. Mas como eu disse lá em cima, poderia, no futuro do pretérito. A maquiagem do personagem Paul Webster (Richard Crane), mutante meio homem, meio crocodilo é simplesmente incrível. Sua pele escamosa, realmente está assustadora. Paul parece ser o avô de O Homem Cobra. Mas se ficasse só nisso, seria lindo. O duro é na sequência final do filme, quando ao invés de apenas a mutação de pele, o rapaz ganha uma cabeça inteira de crocodilo. Paul Webster acabou de se casar com a enfermeira Joyce (Beverly Garland), após os dois terem baixa da guerra e Paul se recuperar sem nenhuma cicatriz sequer de um acidente feio de avião, que era para ter lhe custado à vida, ou no mínimo, o deixado completamente desfigurado. Em uma viagem de trem de lua de mel, Paul recebe um misterioso telegrama e deixa o trem para fazer uma ligação urgente, e a partir daí ele desaparece, deixando sua esposa completamente desesperada, tentando durante muito tempo caçar pistas sobre o paradeiro e motivações do marido. Ao checar os registros da fraternidade da universidade onde ele estudou, Joyce acaba encontrando um endereço de uma mansão em Bayou Landing, Louisiana, e resolve tentar investigar o local como sua última cartada. Ao chegar na cidade que é praticamente deserta, é recepcionada pelo matuto Manon, interpretado por Lon Chaney Jr. Nossa, faz tempo que não via o Lon Chaney em um filme, acho que desde o final da Era de Ouro dos monstros da Universal. Enfim, Manon vive uma espécie de síndrome do Capitão Gancho, pois ele usa realmente um gancho no lugar de uma das mãos, que foi devorada por um crocodilo dos pântanos, e meio lelé da cabeça, diz que matará todos os répteis possíveis até o final de sua vida, pelo tremendo ódio que sente do animal. Pois bem, ao chegar até a mansão, conhecida como Os Ciprestes, nenhuma notícia de Paul, mas a enfermeira saca que há alguma coisa de errada por ali, principalmente por conta do comportamento estranho da proprietária do local, a Sra. Lavinia Hawthorne. Lá pelas tantas, Joyce descobre que Paul realmente está ali escondido e Lavinia é sua mãe. Também entra na jogada o brilhante cientista Dr. Mark Sinclair. Sinclair, financiado por Lavinia, desenvolvia uma pesquisa que tinha o intuito de aplicar o gene regenerativo dos répteis em seres humanos para que possa reparar membros perdidos ou acidentes de guerra. Algo muito parecido com as experiências de Curt Connors, o Lagarto, inimigo do Homem-Aranha nos quadrinhos e no seu último filme. A experiência é um sucesso, e foi exatamente usada em Paul para salvá-lo da morte após o acidente. Mas com o passar do tempo, surge um efeito colateral imprevisto, pois as células répteis começam a se tornar dominantes e a pessoa vai aos poucos se transformando em uma criatura híbrida humana com crocodilo, adquirindo uma bizarra pele escamosa. Esse foi o motivo do chá de sumiço de Paul. Na tentativa de voltar a sua forma humana, Paul respondia muito bem a um tratamento com raio X, o que faz com que o Dr. Sinclair resolva incrementar os testes utilizando cobalto 60, só que é pressionado por Paul para que os testes sejam feitos nele o mais rápido possível, sem saber os reais efeitos que podem acarretar. Manon, que anteriormente tinha levado uma surra de Paul quando tentou violentar Joyce, quando a mesma perseguia o marido pelos pântanos, bêbado e louco de raiva, invade a casa, querendo matá-lo, e ferra com a experiência, transformando o pobre diabo em um crocodilo humano. Aí o filme tem a capacidade de estragar com tudo. Enquanto ele tinha um argumento até que sério, uma fantástica história sobre experiências genética e um assustador e realista visual da criatura mutante, estava tudo muito promissor. Aí quando Paul vira um crocodilo bípede, com uma máscara ridícula de borracha cobrindo seu rosto, cai de uma forma tão grande no ridículo, que das duas uma: ou você adora a tranqueira, ou você fica extremamente decepcionado. Mas para ficar realmente decepcionado com O Homem Crocodilo, para começo de conversa, de alguma forma  deve se tentar se levar a produção muito a sério, ainda mas se tratando claramente de um filme B de monstro dos anos 50, e nunca sequer ter visto uma foto do personagem, com Paul parecendo o Zé Jacaré, inimigo do Pica Pau. Só faltava mesmo o “vodu é para jacú”. E outra, com um título desses, tanto em português quanto em inglês, você sabe que mais cedo ou mais tarde, a coisa vai escambar e partir para o escracho. Não que haja problema nisso.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/23/118-o-homem-crocodilo-1959/

sábado, 4 de abril de 2015

#117 1959 FORÇA DIABÓLICA (The Tingler, EUA)


Direção: William Castle
Roteiro: Robb White
Produção: William Castle
Elenco: Vincent Price, Judith Evely, Daryl Hickman, Phillip Coolidge, Patricia Cutts, Pamela Lindon

Força Diabólica é dirigido por um dos mais inventivos diretores do cinema de terror, William Castle, que ficou famoso por introduzir uma série de truques e gadgets para atrair espectadoras e garantir interatividade com o público que assistia aos seus filmes no cinema. Em um de seus longas anteriores, Macabro, (1958), ele criou um seguro de vida para aqueles que assistissem ao filme. Em outro, o clássico A Casa dos Maus Espíritos, criou uma engenhoca chamada Emergo, que fazia com que esqueletos circulassem pela sala de exibição, provocando sustos na plateia. E com Força Diabólica, não poderia ser diferente, onde inventou o sistema Percepto, instalando pequenos mecanismos que davam choque em algumas cadeiras do cinema, para aumentar o susto e consequentemente, os gritos. O filme, que já começa com o próprio Castle avisando ao público que se você gritar no momento certo, isso poderá salvar a sua vida. Estrelado pelo icônico astro dos filmes de terror Vincent Price (curiosamente o primeiro dele nessa lista), Força Diabólica é diversão absoluta. Uma mistura de terror e sci-fi barato, com toques de comédia e filme noir. Price é o Dr. Warren Chapman, que estuda uma estapafúrdia teoria de que todos nós possuímos uma espécie de parasita microscópico alojado em nossa coluna, que se alimenta de nosso medo, apelidado de Efeito Calafrio (o Tingler do título original). E se nos momentos de maior pavor não gritarmos para aliviar a tensão, esse parasita é capaz de quebrar nossa espinha em dois pedaços! Por mais ridículo que seja, o roteiro é muito bem construído com uma seriedade espantosa. Entra em cena uma surda-muda, a Sra. Higgins, que junto com Ollie, seu esposo, administra um cinema especializado em filmes mudos. Então se a Sra. Higgins não pode falar, logo também não pode gritar, e pode muito bem acabar morrendo de medo se a teoria do Dr. Chapman for comprovada.
Atenção para o SPOILER ALERT. Leia por sua conta e risco:
Afim de pegar a grana da esposa, Ollie prepara um susto daqueles para ela, usando de artifícios como máscaras de terror, janelas e portas que se fecham sozinhas e uma banheiro cheia de sangue vermelho-vivo (destoando do resto do filme em preto e branco), que mais parece uma alucinação maluca da Sra. Higgins. Claro que a mulher empacota e durante sua autópsia realizada por Warren, ele retira da sua espinha uma larva que parece uma tosca centopeia gigante, que cresceu exageradamente pela falta de grito da mulher. A criatura é hilária e toda vez que ela aparece em cena, ouve-se o efeito sonoro de batimentos cardíacos. Acontece que o “Tingler” escapa e vai parar numa sala de cinema, e daí é o momento mais surreal do filme, criado especialmente para interação com a plateia. Primeiramente a imagem some e só se ouve o vozeirão característico de Price falando para todos manterem a calma. Logo em seguida, o bichinho entra na sala de projeção e o filme sai do ar, com a tela ficando em branco e a larvona passando na frente da tela. Até que mais uma vez fica tudo escuro e Price convoca todos a gritarem o máximo que puderem, para garantir suas vidas e destruir a criatura. GE-NI-AL. Ainda com um final completamente bizarro, o que vemos é uma espetacular junção de um excêntrico diretor, um ator sem igual como Price e uma criatura tosca demais. Diversão garantida.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/22/117-forca-diabolica-1959/

#116 1959 A CASA DOS MAUS ESPÍRITOS (House on Haunted Hill, EUA)


Direção: William Castle
Roteiro: Robb White
Produção: William Castle, Robb White (Produtor Associado)
Elenco: Vincent Price, Carol Ohmart, Richard Long, Alan Marshal, Carolyn Craig, Elisha Cook

A Casa dos Maus Espíritos é um dos clássicos filmes do gênero casa mal assombrada. Dirigido e produzido pelo genial e criativo William Castle, muito antes do viral e do marketing de guerrilha existir, este filme de baixo orçamento e baixa metragem, cheio de clichês e efeitos especiais, hã, pitorescos, ainda tem a moral de trazer o incomparável Vincent Price no elenco. Talvez você conheça mais o remake do filme, chamado A Casa da Colina, lançado no final dos anos 90, produzido por Joel Silver e Robert Zemeckis, com sua produtora Dark Castle (nome inspirado em William Castle), tendo Geoffrey Rush e Famke Janssen no elenco. Vale salientar que o parco original do ano de 1959, é infinitamente superior à refilmagem, como de costume. Price deliciosamente interpreta Frederick Loren, um excêntrico milionário, cujas três primeiras mulheres morreram de forma suspeita (ataque cardíaco, segundo os médicos), que em nome da atual esposa, Annabelle (Carol Ohmart), resolve dar uma festa, convidando cinco pessoas díspares, mas escolhidas criteriosamente, para passar uma noite inteira na casa mal assombrada, valendo um prêmio de 10 mil dólares (que era muito dinheiro na época. É só ver que na refilmagem, o prêmio é de um milhão). E o relacionamento entre os Loren é o pior possível. Crises conjugais, trocas de insultos, ciúmes doentio, tentativas de assassinato. Problemas da vida à dois, sabe? Problemas estes muito bem interpretados, com toda elegância e acidez pelo casal de protagonistas. Os convidados são: Watson Pritchard (Elisha Cook Jr.), herdeiro da mansão mal assombrada, homem bêbado e atormentado por todas as mortes que ocorreram no local e pelos fantasmas que ali habitam; Lance Schroeder (Richard Long), galã e ganancioso piloto de testes de aviões; Dr. David Trent (Alan Marshal), psiquiatra interessado em estudar os efeitos da casa mal assombrada no grupo; Ruth Bridges (Julie Mitchum – irmã de Robert Mitchum), jornalista, colunista social que além do dinheiro quer escrever um artigo sobre fantasmas; e Nora Manning (Carolyn Craig), uma das funcionárias das empresas de Loren, escolhida por precisar muito do dinheiro, já que tem de sustentar sozinha a sua família, que sofreu um acidente de carro. Isso sem contar ainda Annabelle e dois sinistros velhos empregados da casa, Jonas Slydes e a sua pavorosa esposa cega, que rende duas cenas realmente assustadoras no filme. Bom, aquele dentro do seleto grupo que sobreviver à noite na mansão, enclausurados a partir da meia-noite, por não poderem mais sair do local trancado, leva a bolada. Se alguém por ventura morrer durante o processo, o dinheiro será dividido entre os sobreviventes. Claro que uma série de acontecimentos bizarros ocorrerá durante a estada dos convidados na casa. Coloque nessa conta candelabros que despencam, poças de sangue no teto, enforcamento, cabeças decepadas, um fosso de ácido no porão, bater de portas e janelas, um órgão que toca sozinho, uivos do vento e trovoadas, e mãos peludas com garras que saem pelas frestas, ao melhor estilo clichês de casas fantasmas criados a partir de O Gato e o Canário. Na verdade, a trama de A Casa dos Maus Espíritos remete bastante ao roteiro do filme mudo de Paul Leni, lançado em 1927: a herança, substituída aqui por um prêmio, para quem passar a noite na casa supostamente mal assombrada; um complô (que aqui é revelado no final da fita); os mesmos tipos de artimanhas utilizadas para assustar os ali presentes e levar uma personagem em específico a acreditar piamente em fantasmas, e consequentemente, à loucura (que nesse caso, é a pobre datilógrafa Nora Manning). Em defesa do longa, ele também parece ter influenciado muito da estética de algumas produções vindouras, como por exemplo, Desafio do Além, de Robert Wise, que também tem pessoas confinadas em uma casa convidadas por alguém, e um psiquiatra entre eles que quer estudar os efeitos do medo, ou mesmo A Casa da Noite Eterna. Mas entre todos os gimmicks usados para assustar os convidados em A Casa dos Maus Espíritos, claro que o principal deles é o esqueleto, usado na sequência para apavorar a pobre Annabelle Loren. Tá vai, é ridícula esta história de esqueletos ambulantes assustarem alguém. Mas vamos sempre lembrar que a plateia era ingênua e altamente impressionável na década de 50. E fora isso, o esqueleto foi o principal objeto da criativa campanha de marketing de William Castle, para levar as pessoas ao cinema e oferecerem um experiência única. Através do sistema batizado por ele de Emergo, o diretor utilizou um dispositivo especial que amarrava um esqueleto em cabos e roldanas, que saltava na frente do cinema exatamente na mesma hora que ele aparece em cena, para assustar os pobres espectadores. Em outros filmes, Castle também usaria traquitanas deste tipo, como oferecer apólices de seguro, cadeiras que tremiam e óculos 3D para ver fantasmas. Claro, assistir A Casa dos Maus Espíritos não vai meter o mínimo medo (exceto nas aparições da velha cega empregada da casa, que ô mulherzinha decrépita), e ele é bem repetitivo e enfadonho, mas é uma daqueles incontáveis clássicos de uma era perdida do cinema de terror, obrigatório para qualquer fã do gênero que se preze. E há sempre o prazer de ver a atuação deste gênio chamado Vincent Price.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/21/116-a-casa-dos-maus-espiritos-1959/