quinta-feira, 1 de setembro de 2016

#411 1980 O MANÍACO (Maniac, EUA)


Direção: William Lustig
Roteiro: C.A. Rosenberg, Joe Spinelli
Produção: Andrew Garroni e William Lustig, John Packard (Produtor Associado), Judd Hamilton e Joe Spinelli (Produtores Executivos)
Elenco: Joe Spinelli, Caroline Munro, Gail Lawrence, Kelly Piper, Rita Montone, Tom Savini
     
Eu sei, eu sei que você acha o filme com Elijah Wood do caralho, mas você já assistiu ao original, o clássico do cinema slasher O Maníaco? É um daqueles filmes que são um prato cheio para qualquer fã do horror, por conter um elevado nível de gore, violência desmedida, um personagem psicopata desequilibrado mental que ataca mulheres e efeitos de maquiagem incríveis (apesar do seu baixo orçamento), feitos por um Tom Savini no auge. Escrito por Joe Spinelli, que também faz o papel principal de Frank Zito, um serial killer mentalmente perturbado por um trauma de infância, que tem um coleção de manequins femininos no cubículo onde mora e sai pelas ruas de Nova York durante as noites para matar mulheres, das mais diversas formas, afim de escalpelá-las e usar seus cabelos como perucas nos manequins. E é isso. Essa é toda história do filme e tudo que se precisa saber sobre ele na verdade. O resto é uma sequência de assassinatos brutais e monólogos de Frank extravasando sua loucura. Mais nada praticamente. Como todo bom filme slasher que se preze, os personagens secundários estão lá apenas para serem mortos, cada um de uma forma mais violenta que a anterior. Tom Savini, o mestre dos efeitos de maquiagem, aqui faz um de seus melhores trabalhos, pós Despertar dos Mortos de George Romero eSexta-Feira 13. Mesmo com um orçamento que era dinheiro de pinga (aproximadamente 350 mil dólares), ele conseguiu utilizar toda sua técnica e criatividade, para entregar um filme sanguinário e gráfico. Talvez a mais célebre e impressionante cena de O Maníaco, é quando o próprio Savini é vítima do psicopata, quando tem sua cabeça explodida por um tiro de uma espingarda à queima roupa. É de embrulhar o estômago. 
ALERTA DE SPOILER:
Outra cena antológica é no final, quando as manequins de Frank “ganham vida” em uma de suas alucinações e começam a atacá-lo, quase como um ataque zumbi, e arrancam a sua cabeça fora com as próprias mãos. É assustadora e espetacular! A atuação de Spinell também é bastante convincente. Sua aparência e seus trejeitos, além de suas conversas com espelho e sua delicadeza em tratar dos manequins, simulado mulheres de verdade, realmente dão um ar terrivelmente assustador ao filme, repetindo aquele discurso de que mentes insanas criadas pela nossa própria sociedade, podem ser muito mais assustadoras que qualquer monstro, zumbi ou vampiro por aí, repetindo o preceito de filmes como Psicose ou O Massacre da Serra Elétrica. O Maníaco é tosco, independente e quase amador, mas é um daqueles típicos filmes que pegaram o espírito dos anos 70, como A Mansão da Morte de Mario Bava, The Toolbox Murders e O Assassino da Furadeira, e precedeu o que viria a se tornar um fenômeno no gênero na década seguinte, com a explosão dos filmes slasher. Voltando lá ao primeiro parágrafo, no final de 2012 foi lançada a refilmagem de O Maníaco, com Elijah Wood no papel de Frank. Oi, aquele hobbit singelo de O Senhor dos Aneis interpretando um assassino depravado? SIM! Ele está simplesmente espetacular e o remake é um SENHOR filme de terror. Mas o verdadeiro motivo de sua qualidade é que se trata de uma produção dos franceses afetados Alexandre Aja e Grégory Levasseur, dupla de Alta Tensão e Viagem Maldita, entre outros. Ou seja, assim como o original, o sangue e a violência estão garantidos.
FONTE: http://101horrormovies.com/2014/04/10/411-o-maniaco-1980/

#394 1979 A FREIRA ASSASSINA (Suor omicidi / The Killer Nun, Itália)


Direção: Giulio Berruti
Roteiro: Giulio Berruti, Alberto Tarallo
Produção: Enzo Gallo
Elenco: Anita Ekberg, Paola Morra, Alida Valli, Massimo Serato, Daniele Dublino, Joe Dallessandro

A Freira Assassina de Giulio Berruti é mais um daqueles casos que graças ao DPP (Director of Public Prossecutions) britânico e a excelentíssima Sra. Mary Whitehouse e sua lista de nasty videos, ganhou uma notoriedade muito maior que merece. Mas assim, muuuuuuuito maior. Lançado no final dos anos 70, quando uma série de derivados do cinema exploitation brotavam a torto e a direito (neste caso aqui onunsploitation, subgênero que trazia as peripécias religiosas e sexuais das freiras), a fita surfou nessa marola e chamou a atenção dos famigerados censores britânicos que baniram a sua exibição nos cinemas da Terra da Rainha quando em seu lançamento em 1983, e só poder ser lançado na versão uncut em pasmem, 2006, já em DVD. Pronto. Estar nessa lista era o suficiente para que uma caralhada de bagaceiras, de filmes ruins à beça, ganhassem uma ótima propaganda e virar objeto de culto, mesmo não sendo para tanto. É o caso de A Freira Assassina, baita filme safado, pessimamente dirigido, com atuações canhestras, passa longe de ser um dos mais chocantes do nunsploitation (é filme colegial perto de Satanico Pandemonium ou Alucarda) e econômico até demais tantos nas cenas de nudez quanto de sacanagem, tirando a personagem Irmã Mathieu, interpretada por Paola Morra, que vire e mexe está ali pelada com seus seios fartos (só não tão fartos quanto o seu matagal púbico estilo Claudio Ohana). E outra, enquanto a maioria dos filmes anteriores do nunsploitation se passava na Idade Média, durante um período realmente barra pesada para as mulheres, e as pobres freirinhas lutavam bravamente pela manutenção de sua fé e não cair nas tentações do Satanás, aqui a trama é ambientada nos anos 70 e não há a menor pretensão em fazer nenhum tipo de comentário social ou levantar nenhum questionamento sobre o papel da mulher religiosa na Igreja ou mesmo na sociedade. A tal “freira assassina” do título, a irmã Gertrude (vivida pela musa sueca Anita Ekberg), tem suas tendências homicidas por conta de um problema patológico / neurológico. O Coisa-Ruim sequer leva a culpa dessa vez. Explico: enfermeira chefe de um sanatório, Irmã Getrude foi diagnosticada com um tumor cerebral e sofreu uma operação, bem sucedida, diga-se de passagem. Acontece que ela começa a surtar e sofrer de hipocondria, achando que está terrivelmente doente, mesmo que os exames provem o contrário e entra em um espiral de loucura, viciando-se em morfina, abusando dos pacientes, quebrando o celibato com relações sexuais com estranhos que pega em bares, relações sexuais lésbicas com a Irmã Mathieu que é perdidamente apaixonada por ela e até a ajuda a encobrir seus “crimes”, e praticar assassinato doloso ou culposo dentro do hospício (como uma velha de coração fraco que morreu após ser humilhada durante um jantar). Em seus surtos de extrema maldada, Gertrude ainda faz jogo de interesse para demitir o atual médico responsável pela instutuição psiquiátrica, o Dr. Poirret (Massimo Serato), fazendo fofoca dele com o diretor do local, o que vai levar a contratação do jovem Dr. Patrick Roland, interpretado por Joe Dallessandro (famoso por seus papeis emCarne Para Frankenstein e Sangue Para Drácula), e a partir daí, instala seu “reino de terror” contra os pacientes. Estranhas mortes se seguem como de um paciente agredido na cabeça que é jogado janela abaixo para forjar suicídio, outro sufocado com algodão e mais uma médica torturada e enforcada. Só que todas essas mortes não mostram a, digamos, identidade do asssassino. Apenas mãos envoltas em luvas brancas, como um toscogiallo ao contrário, já que estamos na Itália, e no final, as suspeitas do Dr. Roland e da Madre Superiora recaem sobre Gertrude, mas aí vem uma daquelas famosas reviravoltas spaghetti para descobrirmos se a freira é mesmo a responsável pelos crimes odiosos ou alguém tentando incriminá-la. Pura bobagem. E quando você pensa que vai rolar algumas cenas picantes, para salvar o filme, eis que a direção preguiçosa de Berruti não consegue nem excitar um adolescente, com relações sexuais filmadas a distância e sem o menor tesão (principalmente quando as duas irmãs resolvem colocar a aranha para brigar ou quando Gertrude transa com um desconhecido que conheceu no bar e ambos não chegam nem a tirar a roupa), e nudez sempre contida (exceto da bela Paola Morra). Sem contar que as cenas de violência são tão mal executadas e nada impressionantes quanto. Ou seja, A Freira Assassina é uma porcaria, que gerou certa polêmica com um tema religioso, e que o DPP conseguiu superestimar. Vale ver por estar inserido no contexto do nunsploitation. Ou não.
FONTE: http://101horrormovies.com/2014/03/20/394-a-freira-assassina-1979/

#386 1979 ARMADILHA PARA TURISTAS (Tourist Trap, EUA)


Direção: David Schmoeller
Roteiro: David Schmoeller, J. Larry Carroll
Produção: J. Larry Carroll, Leonard Baker e Michael Wolf (Produtores Associados), Charles Band (Produtor Executivo)
Elenco: Chuck Connors, Jocelyn Jones, Jon Van Ness, Robin Sherwood, Tanya Roberts, Dawn Jeffory

Nos primórdios do slasher, lá nos idos do final dos anos 70, eis que surge um interessante e subestimado Armadilha Para Turistas, que pode parecer bastante clichê se visto pelos olhos de um espectador atual, mas que funciona bem dentro do seu propósito. O próprio Stephen King o classificou com “um clássico obscuro” em seu livro Dança Macabra. Então, podemos confiar. Só para que esse leitor atual entenda mais facilmente a tônica do filme,Armadilha Para Turistas é uma mistura de O Massacre da Serra Elétrica com A Casa de Cera (a nova versão, e não o clássico com Vincent Price) e pitadas de Carrie – A Estranha. Explico: ele pega os elementos do seminal filme de Tobe Hooper, coloca dentro de um bizarro museu de manequins de beira de estrada e ainda na receita do bolo adiciona um serial killer psicopata e com poderes telecinéticos. A estrutura narrativa será clássica dos filmes slasher, ajudando a manter o padrão que seria repetido à exaustão durante toda a próxima década, até espremer o bagaço do subgênero: o carro com um grupo de jovens quebra no meio de nada e eles vão parar no lugar errado, pedindo ajuda para a pessoa errada. Simples assim. Depois da gênese em Noite de Terror de Bob Clark e o sucesso estrondoso de Halloween – A Noite do Terror de John Carpenter, eis que se viu aí um nicho para atrair os jovens para levar alguns sustos no cinema e criar aí um hall de ilustres assassinos do cinema de terror. Pois bem, seis jovens resolvem pegar a estrada e o carro de um deles fura o pneu no meio do nada. Woody (Keith McDermott) sai em busca de um posto de gasolina para tentar recauchutar o pneu. Aparentemente o posto está deserto, mas ao entrar, ele descobre diversos manequins bizarros e de repente vários objetos são jogados sobre ele, por alguma força misteriosa, até que ele é morto com um cano de metal atravessando seu peito. Eileen (Robin Sherwood) estava no carro com Woody e é alcançada por um grupo de mais três pessoas, que viajavam em carros separados: Becky (Tanya Roberts), Jerry (Jon Van Ness), Tina (Dawn Jeffory) e Molly (Jocelyn Jones). Eles resolvem procurar por Woody, mas adivinhem? O carro deles também quebra no meio do deserto. Nisso eles avistam uma “armadilha para turistas”, termo que se refere a atrações supervalorizadas que atraem turistas desavisados que perdem tempo e dinheiro por lá. Essa armadilha é o museu de manequins do simpático, porém esquisito, Sr. Slaussen (Chuck Connors), que se mostra solicito em ajudar os jovens a arrumar seu carro. Daí já sabe né? Um por um vai começar a desaparecer enquanto xeretam as redondezas até descobrirmos uma trama insana de traição, vingança e assassinato na família de Slausser (envolvendo seu irmão, que construía aqueles manequins e sua esposa) e uma penca de problemas psicológicos oriundos disso. Agora pense: se um serial killer já é dureza, com poderes telecinéticos ainda é apelação, tipo voadora e rasteirinha no canto! E como se não bastasse isso, o sujeito é daqueles realmente insanos, que gosta de torturas e jogos psicológicos, usando máscaras de plástico parecendo um bizarro manequim vivo e gosta de dar movimento aos bonecos inanimados (incluindo aí uma sinistra réplica da esposa que deixa exposta em seu museu) usando seus poderes paranormais. Entre as mortes, destaque para a coitada Tina que é sufocada com uma máscara de gesso aplicada pelo assassino mascarado ainda com vida. Algumas comparações com O Massacre da Serra Elétrica são inevitáveis, como o próprio assassino mascarado (que ganhou o apelido de Plasterface – cara de gesso) e todo o ambiente do museu e de sua casa, muito pelo fato da direção de arte do longa ser assinada por Robert A. Burns, o mesmo que trabalhou no filme de Tobe Hooper. Ele foi o responsável também pelos efeitos especiais, de maquiagem, a criação dos manequins e também pelas suas assustadoras “atuações”. Destaque também para a trilha sonora do italiano Pino Donaggio (que embolsou um sexto do orçamento para tal), que mistura além da música de suspense habitual deste tipo de filme, alguns elementos de molas e objetos de corda, que contribuiu com um ar ainda mais estranho e sinistro para a produção. Armadilha para Turistas acabou levando uma censura R do MPAA, o que atrapalhou demais seu sucesso comercial que só foi ganhar seu verdadeiro status cult por conta das reprises na televisão durante os anos 80 e 90 (inclusive aqui no Brasil). A dupla David Schmoeller (diretor) e Charles Band (produtor executivo) voltariam a trabalhar juntos novamente e brindariam os fãs do terror com outros clássicos, entre eles Bonecos da Morte, lançado 10 anos depois e que daria origem a franquia O Mestre dos Brinquedos.
FONTE: http://101horrormovies.com/2014/03/08/386-armadilha-para-turistas-1979/

#114 1959 O ATAQUE DAS SANGUESSUGAS GIGANTES (Attack of the Giant Leeches, EUA)


Direção: Bernard L. Kowalski
Roteiro: Leo Gordon
Produção: Gene Corman, Roger Corman (Produtor Executivo)
Elenco: Ken Clark, Yvette Vickers, Jan Shepard, Michael Emmet, Tyler McVey

Pessoas usando uma roupa de borracha emulando sanguessugas gingantes com ventosas e um circulo no meio do rosto para fingir ser uma boca cheia de dentes por onde ela, hã, suga o sangue das vítimas. Pronto, só isso é o suficiente para atestar a podridão de  O Ataque das Sanguessugas Gigantes. Mas não para por aí. Só analisarmos que essa bagaceira indescritível tem como produtor executivo ninguém menos que Roger Corman, ao lado de seu irmão, Gene Corman (a tosquice com certeza estava no sangue). O Ataque das Sanguessugas Gigantes é o típico filme B podreira dos anos 50: orçamento igual a dinheiro de pinga (70 mil dólares estimados); fotografia escura para esconder as (inúmeras) imperfeições; roteiro chinfrim; atores bisonhos representando os mais famosos arquétipos do gênero (o mocinho, a mocinha, o homem da ciência, a promíscua, o xerife que não acredita nas teorias malucas, e por aí vai); efeitos especiais e de maquiagem que beiram o ridículo; e claro, medo nuclear explícito. O roteiro de Leo Gordon, baseado em sua própria história “original” traz sanguessugas que tornam-se gigantescas criaturas mutantes devido a proximidade do pântano, habitat natural dos animais, ao Cabo Canaveral, já que para testes com foguetes, era usado energia atômica, que se espalhou e afetou uma única espécie da fauna marinha do pântano. O guarda florestal Ken Clark, interpretado por Steve Benton, é quem fica incumbido de investigar os misteriosos desaparecimentos provocados pela criatura hematófoga. Entre estes desaparecimentos, o mais emblemático é do casal de amantes Liz Walker, vivida pela fogosa Yvette Vickers (que também faz um papel de amante biscate em O Ataque da Mulher de 15 Metros), playmate da Playboy daquele ano e Cal Moulton (Michael Emmet). Liz é casada com o gordão escroto Dave Walker, interpretado por Bruno Vesota, parceiro de Corman em inúmeros filmes e diretor de Os Devoradores de Cérebro, e certa noite pulando a cerca com Cal nos arredores do pântano, o marido corno persegue-os com a espingarda e os obriga a entrar na água, sem imaginar que lá é habitado por essas duas sanguessugas mutantes (sim, são apenas duas. Não dá para exigir muito dobudget), que os leva para seu covil, uma caverna subaquática, onde os mantem com outras vítimas vivas, para se alimentar de seu sangue. Dave é acusado da morte dos dois, afinal ninguém vai acreditar em sanguessugas descomunais, e acaba sendo preso, se enforcando mais tarde. Dois cajuns caipiras partem em busca de encontrar os corpos das vítimas em troca de uma recompensa (de exorbitantes 50 dólares) e também viram alimento para as criaturas. Todos (exceto Liz, afinal as sanguessugas não são bestas, nem nada) são encontrados pelo Dr. Greyson, quando ele, mesmo advertido por Clark, utiliza dinamites na água e os cadáveres vem à tona. É então que Clark precisa usar toda sua experiência de mergulhador e descer até as cavernas subaquáticas, munido de seu arpão, na tentativa de encontrar Liz, talvez ainda com vida, e tentar destruir de uma vez por todas a ameaça dos DOIS invertebrados anabolizados, que são “interpretados” de forma não creditada por Guy Buccola e Ross Sturlin, metidos em suas fantasias de borrachas. Infelizmente a cópia que eu assisti de Ataque das Sanguessugas Gigantes estava precária. Não sei se o filme originalmente é assim tão ruim de ser visto, ou eu que dei azar da versão que baixei na Internet, e para completar a tortura, não há legenda para esse filme em português, então foi meio que uma odisseia conseguir assisti-lo. Mas o que salva mesmo é todo o climão trash e obviamente o visual das sanguessugas, que mesmo lembrando mais uma estrela do mar, é o ponto alto do filme, e nele está todo o charme tosco da produção.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/19/114-o-ataque-das-sanguessugas-gigantes-1959/

THE REMAINS (EUA, 2016 )


A ERA DO GELO 5 O Big Bang (EUA, 2016)


EU AINDA SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO (I Still Know What You Did Last Summer, EUA, 1998)