sábado, 21 de março de 2015

#099 1957 O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU (The Incredible Shrinking Man, EUA)


Direção: Jack Arnold
Roteiro: Richard Matheson (baseado em sua obra)
Produção: Albert Zugsmith
Elenco: Grant Williams, Randy Stuart, April Kent, Paul Langton, Raymond Bailey, William Schallert

Richard Matheson é um dos mais importantes escritores e roteiristas de Hollywood do gênero fantástico. Muitas de suas obras, livros ou contos, foram adaptadas para o cinema em diversos filmes, que entre eles podemos citar Eu Sou a LendaA Casa da Noite EternaEcos do Além e A Caixa. Além disso, foi roteirista da série Além da Imaginação, desenvolvendo alguns dos episódios mais clássicos (incluindo o famoso episódio da criatura na asa do avião) e também roteirizou filmes como O Solar MalditoA Mansão do Terror e O Corvo (adaptações de Edgar Allan Poe dirigidas por Roger Corman e estreladas por Vincent Price), As Bodas de Satã, da Hammer, e Encurralado, filme para TV nos primórdios da carreira de Steven Spielberg como diretor, entre outros. Tudo isso para ilustrar que O Incrível Homem que Encolheu foi sua primeira novela homônima adaptada ao cinema, com o próprio Matheson assinando o roteiro do longa, o que por si só já dá um toque de qualidade indescritível na narrativa e principalmente nos solilóquios do personagem principal, que atingido por uma misteriosa nuvem radioativa, enquanto descansava em seu barco à deriva durantes suas férias, começa a encolher aos poucos. Além disso tudo, O Incrível Homem que Encolheu foi um marco com relação aos seus efeitos especiais, trabalhando muito bem as sobreposições de imagem do diminuto Scott Carey (personagem de Grant Williams) com relação tanto às outras pessoas quanto ao ambiente gigantesco que o cerca. Esses efeitos ficaram por conta dos não creditados Cleo E. Baker e Fred Knoth (também responsável pelo louva-a-deus gigante em The Deadly Mantis), além dos efeitos óticos criados por Everett H. Broussard e Roswell A. Hoffmann. Outro ponto que merece e muito ser mencionado é a direção precisa de Jack Arnold, fazendo aqui seu melhor filme. O diretor já tinha habilidades em dirigir histórias de ficção científica para a Universal, tendo já tinha em seu currículo nesta altura do campeonato, O Monstro da Lagoa Negra e Tarântula, que coincidentemente também traz à tona a questão da mudança de tamanho e os efeitos que isso proporciona, neste caso, uma aranha que fica gigante através de alimento sintético radioativo. Sua preocupação obsessiva com a cenografia, cuidando detalhadamente de cada objeto macro no universo do encolhido Scott é magnífica. Caixas de fósforo, agulhas de tricô, botões, gotas de água que parecem um dilúvio. Tudo esta ali meticulosamente colocado para, com perdão do trocadilho, termos real dimensão do tamanho da coisa. Sobre a trama, como escrevi lá em cima, seis meses após Scott ser atingido pela tal nuvem radioativa e ter continuado a viver sua vida normalmente com a esposa Louise (Randy Stuart), aos poucos o sinal de seu encolhimento começa a ser notado, através das roupas que começam a ficar largas em seu corpo. Ao visitar um médico, Scott constata que está cinco centímetros mais baixo do que é normalmente, algo clinicamente impossível que começa a despertar a pulga atrás da orelha dos médicos. Após uma batelada de testes, nenhuma causa conclusiva é descoberta, e Scott continua a encolher. Isso começa a trazer desagradáveis problemas de relacionamento com sua esposa, confinamento em sua casa já que o caso foi parar na mídia, além do atormentado “doente” começar a sentir-se isolado e emocionalmente desconfortável, com seus 93 centímetros de altura. Sem nenhuma solução para o problema, o encolhimento irreversível chega a um estágio onde Scott começa a morar na casa de bonecas, e o adorado gato do casal passa a se tornar um monstro gigante e uma verdadeira ameaça peluda à vida do desafortunado. Até que um dia, Louise sai de casa e sem querer deixa o gato livre na sala, que parte para caçar o pobre diabo, que precisa lutar por sua vida contra aquela fera gigantesca. A perseguição resulta numa queda acidental ao porão, onde Scott passa a viver em um território inóspito, sozinho, dado como morto pelos familiares, tendo que utilizar de todos os recursos possíveis para tentar se virar e conseguir alimento, nem que seja um queijo mofado em uma ratoeira, já que além de continuar encolhendo, está faminto e desesperado. No porão, entre latas de tintas, caixotes e pregos enferrujados, tudo absurdamente grande para o tamanho de Scott (uma cena ele diz que pular um buraco de uma caixa é como proporcionalmente atravessar o Grand Cânion para ele) o herói encontra sua nêmese na história: uma aranha que habita o local, que assim como o pequenino, precisa encontrar alimento. A batalha entre os dois será feroz, com Scott usando agulhas e fósforos para travar uma luta de vida e morte contra o aracnídeo que tece sua teia e espreita na escuridão, esperando o momento certo para fazer sua nova vítima. Só que Scott recusa-se a se portar como um inseto indefeso, afinal ainda é um homem e dotado de inteligência e capacidade de raciocínio. Ao final, Arnold imprime uma discurso filosófico existencialista e religioso que acaba tornando o encerramento do filme um tanto quanto piegas e desnecessário, questionando a importância de cada ínfima coisa para o universo como um todo e para a obra de Deus, dizendo que para O mesmo não há “o nada”, e até alguém com um tamanho infinitésimo como Scott, faz sim diferença para o Criador. Blá blá blá cristão, que não existe no livro e foi enxertado por Arnold no roteiro. Muito diferente do que a maioria dos filmes de sci-fi na época, O Incrível Homem que Encolheu de forma alguma pode ser colocado no mesmo patamar das produções B da década de 50.  A complexidade do tema, o esmero na ambientação do minúsculo personagem, o roteiro narrado intimamente em primeira pessoa e todos os detalhes, fazem dele um grande clássico.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/02/99-o-incrivel-homem-que-encolheu-1957/

1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER:
321 1957 O Incrível Homem Que Encolheu (The Incredible Shrinking Man, EUA)

#098 1957 A ILHA DO PAVOR (Attack of the Crab Monsters, EUA)


Direção: Roger Corman
Roteiro: Charles Griffith
Produção: Roger Corman, Charles Griffith (Produtor Associado)
Elenco: Richard Garland, Pamela Duncan, Russell Johnson, Leslie Bradley, Mel Welles

Mais uma pérola inestimável do Rei dos Filmes B, Roger Corman. A Ilha do Pavor (péssimo título em português. Por que não deixaram algo como O Ataque dos Caranguejos Gigantes? Muito mais naipe!) foi produzido para ser o filme “A” (veja só…) na exibição dupla junto com outro filme de Corman, O Emissário de Outro Mundo. Há uma piada em Hollywood de que o produtor Samuel Z. Arkoff, da American International Pictures, chamou Roger Corman em seu escritório e pediu que ele fosse até a lanchonete na esquina e lhe trouxesse um cheeseburger, fritas e uma Sprite. Arkoff deu uma nota de 100 dólares e disse: “com o troco, faça um filme para nós”. Corman não só fez o filme como ainda sobrou troco! Isso para ilustrar a capacidade de Corman em produzir pérolas trash de baixíssimo orçamento, em torno de 100 mil dólares, além de realizar mais de um filme em apenas dois meses. Primeiro, ele desfilou essa sua exímia capacidade nas fitas da Allied Artists (como é o caso de A Ilha do Pavor e O Emissário de Outro Mundo), e depois nas produções da AIP (onde se consagraria na década seguinte com as adaptações da obra de Edgar Allan Poe, em parceira com Vincent Price), sempre seguido pelo seu fiel escudeiro, o roteirista Charles B. Griffith. A Ilha do Pavor é uma de suas bagaceiras mais clássicas e cultuadas. Podreira até dizer chega. O que se esperar de um filme de Corman que traz caranguejos gigantes aterrorizando uma equipe de cientistas e militares isolados em uma ilha inóspita? Com míseros 70 mil dólares, os monstrengos aquáticos de espuma e borracha são toscos demais, com suas grandes garras em forma de pinça e anteninhas de arame saltando das suas cabeças. A coisa era tão feia que os atores Ed Nelson e Beach Dickerson além de atuarem, também ajudavam na manipulação das patas do caranguejo, dando uma força para a técnica, e tendo seus nomes até creditados nos (d)efeitos especiais. Esse grupo de cientistas, chefiado por Dave Drewer (Richard Garlan), Hank Chapman (Russell Johnson) e pela bela Martha Hunter (Pamela Duncan), desembarcam nessa ilha remota no Oceano Pacífico, em busca de outro time que havia desaparecido misteriosamente, enquanto eram encarregados de pesquisarem os efeitos dos testes atômicos realizados pelo governo no Atol de Bikini no ano de 1946. E com isso, poder estudar as consequências que essa exposição radioativa trouxe para a vida marinha e botânica. Dou R$ 10 se você adivinhar qual foi o efeito da radiação na vida marinha da ilha! Claro, transformou os caranguejos em criaturas gigantescas e mortais, que desenvolveram inteligência, couraça mega resistente, desejo por carne humana e o maior absurdo de todos, uma espécie de capacidade telepática onde são capazes de absorver a mente das suas vítimas e assim os crustáceos poderem falar através deles, desde que haja algum objeto de metal que sirva como receptor dessa transmissão. É mole? Como se não bastasse tudo isso, os caranguejos ainda são responsáveis por provocar uma série de terremotos e deslizamentos de terra pela ilha, na tentativa de destruí-la de uma vez por todas. Ou seja, a equipe ali isolada deve lutar por suas vidas contra terríveis monstros mutantes indestrutíveis e que podem sugar suas mentes, e ainda por cima, estão presos em uma ilha que vai aos poucos encolhendo de tamanho, até ficarem à deriva no oceano. Ah e vale lembrar também que o rádio foi destruído durante um dos ataques e que há uma carangueja grávida, em vias de dar à luz a dezenas de crustáceos mutantes gigantes que irão invadir os oceanos do mundo. É ou não é genial? A Ilha do Pavor foi a mais rentável produção do diretor na época, e a mais famosa até então (mesmo que na minha opinião, O Emissário do Outro Mundo, seja tecnicamente superior, se assim podemos chamar). O sucesso do longa foi atribuído ao fato de não se levar a sério, ao seu título original selvagem (muita gente ia aos cinemas na época ver filmes por conta do seu nome), a construção do roteiro de Griffith e a estrutura das cenas de horror e suspense, sempre com um pé no cômico.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/03/01/98-a-ilha-do-pavor-1957/

#097 1957 O ESCORPIÃO NEGRO (The Black Scorpion, EUA)


Direção: Edward Ludwig
Roteiro: David Duncan, Robert Blees, Paul Yawitz (história)
Produção: Jack Dietz, Frank Melford
Elenco: Richard Denning, Mara Corday, Carlos Rivas, Mario Navarro, Calors Muzquiz

O Escorpião Negro é mais um dos famosos filmes do ciclo Big Bugs. Mas espere! Um escorpião é um aracnídeo, e não um inseto. Tudo bem, não tem problema. Ele faz parte desse subgênero do mesmo jeito, fazendo companhia à aranhas (também aracnídeos), formigas e até um louva-a-deus, que já tentaram destruir a humanidade como conhecemos. Embarcando no sucesso comercial que esses filmes de animais gigantes faziam na década de 50, posso dizer que O Escorpião Negro é a produção com a técnica mais apurada entre todos seus irmãos, falando no quesito efeitos especiais. Claro, não dá para dizer: olhe que efeitos especiais fantásticos. Chupa Peter Jackson! Mas a combinação de três técnicas diferentes, o stop-motion, sobreposição de imagens de escorpiões de verdade e mecatrônicos, até que fica bem interessante de ser ver. Com relação aos efeitos em stop-motion dos escorpiões, o responsável é Willis O’Brien, que fez parte de nada menos que a equipe de criação dos efeitos de animação do King Kong original, e havia trabalhado com o mestre Ray Harryhausen em Mighty Joe Young em 1949. O Escorpião Negro foi um de seus últimos projetos e veja só, em sua equipe, ele contou com a ajuda de Pete Peterson e Ralph Hammeras, responsáveis pela bomba sem precedentes O Ataque vem do Polo. Nada como um filme após o outro. E assim, os efeitos estão realmente satisfatórios. Claro que estamos falando de um filme feito há quase 60 anos. Os escorpiões de massinha nas maquetes que representam as planícies do deserto do México são até que convincentes. Incluindo isso os seus ataques aos humanos. Uma das cenas que mais chamam atenção é quando os aracnídeos anabolizados atacam um trem em movimento, descarrilhando-o e pinçando os pobres passageiros para dar-lhes um final trágico. Mas claro que nem tudo são flores. As cenas de sobreposição de imagens, onde os escorpiões de verdade são jogados na cidade com os pequenos humanos fugindo, quase nem dá para se ver o animal, e sim um borrão preto na tela. Já quando é filmado o boneco mecatrônico com close da carinha do animalzinho, chega a ser hilário, com ele babando e com os olhos vesgos. Falando agora de humanos, o par romântico do filme é formado por Richard Denning, que interpreta o geólogo Hank Scott, que já havia atuado em O Monstro da Lagoa Negra e O Cadáveres Atômico, entre outros, e Mara Corday, que vive a fazendeira Teresa Alvarez, a mesma atriz de Tarântula e O Ataque vem do Polo. Ou seja, uma duplinha famosa dos filmes B de sci-fi da época. Dois cientistas, Hank e seu parceiro, o Dr. Arturo Ramos, estão viajando pelo deserto do México a caminho da cidade de San Lorenzo para investigar os abalos sísmicos causados pela violenta erupção de um vulcão no local. Claro que essa erupção foi a responsável por abrir uma enorme cratera bem no centro da terra, onde uma ninhada de gigantes escorpiões viviam escondidos desde o período triássico. Esses escorpiões saem pelo valo de San Lorenzo a fim de se alimentar de alguns rancheiros que trabalham na fazendo de gado de Teresa e saciar sua sede por sangue. Após uma expedição quase letal até essa profunda caverna no solo, Hank e Arturo quase são mortos, principalmente quando são obrigados a salvar o pentelho Juanito, criança órfã chata para cacete que desce junto com eles só para se meter em enrascada. Com a ajuda do proeminente Dr. Velazco, o exército explode a montanha para fechar a entrada da caverna e conter os escorpiões, e outros bichos gigantes que vivem ali, como aranhas e vermes, para sempre. Mas isso de nada adianta, pois aquele sistema de cavernas possui centenas de quilômetros de intersecções sobre a terra, que leva os adoráveis escorpiões até a Cidade do México, espalhando destruição e pavor entre a população. Cabem aos nossos heróis, com auxílio do exército, utilizar uma arma letal, espécie de arpão, que deve ser milimetricamente atirado na base da garganta do animal, seu único ponto fraco, já que mísseis e tanques não conseguem nem fazer cócegas nele, e desferir uma descarga de 60 mil volts para fritá-lo. Um detalhe hilário dessa cena é que um milico erra o primeiro disparo, e aí começa a puxar o arpão de volta, e o brilhantíssimo cidadão mete a mãozona no arpão eletrificado, sem antes pedir para cortar a energia. É um fiasco!  Algumas cenas deletadas de King Kong ainda foram usadas aqui em O Escorpião Negro, ou aproveitadas, se achar melhor, como a cena em que a aranha corre atrás de Juanito ou quando o verme é atacado pelos escorpiões, tudo dentro da caverna profunda. E outro detalhe tosco é que na cena do ataque ao trem, consegue-se ver o logotipo da empresa Lionel Linden Toys, famosa empresa americana de trens de brinquedo. Além disso, o som cacofônico emitidos pelos escorpiões (você já ouviu alguma vez um escorpião emitir uma espécie de grunhido gutural? Nem eu.) são os mesmos das formigas gigantes de O Mundo em Perigo, também da Warner Bros., que por sinal deu o pontapé inicial neste frutífero e divertido subgênero.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/02/28/97-o-escorpiao-negro-1957/

terça-feira, 17 de março de 2015

#096 1957 O EMISSÁRIO DE OUTRO MUNDO (Not of this Earth, EUA)


Direção: Roger Corman
Roteiro: Charles B. Griffith, Mark Hanna
Produção:Roger Corman
Elenco: Paul Birch, Beverly Garland, Morgan Jones, William Roerick, Jonathan Haze, Dick Miller

Conhece Roger Corman certo? O lendário Rei dos Filmes B, era conhecido por entregar fitas em tempo recorde por uma ninharia (tanto que tem em seu currículo mais de 450 filmes entre produção, direção e roteiro – até aonde escrevi esse parágrafo, pois já pode ter aumentado enquanto isso) e por revelar diversos artistas e cineastas, como Jack Nicholson, Francis Ford Copolla, Joe Dante e James Cameron entre outros. O grande barato é que esses filmes feitos por uma mixórdia e em ritmo de pastelaria, por mais B que sejam, são simplesmente fantásticos. Como é o caso do cultuado O emissário de Outro Mundo. Um dos grandes clássicos do sci-fi, escrito pelo parceiro de Corman, Charles Griffith e produzido para ser exibido nas double features junto com A Ilha do Pavor (também de Corman), aqui mais uma vez somos testemunhas de uma quase bem sucedida e discreta invasão alienígena, que traz a clássica trama de um ataque engendrado por visitantes interplanetários como forma de sobrevivência de sua espécie, e dane-se o que pode acontecer com a raça humana, assim como em O Monstro do Ártico, a podreira Robot Monster e o classudo Vampiros de Almas, por exemplo. Aqui neste caso, o planeta em questão é Davana, e o tal emissário desse mundo é Paul Johnson (Paul Birch, ator que faria vários filmes de Corman no começo da carreira, até eles saírem na mão no set de O Emissário de Outro Mundo, o que rendeu a Corman a perda de um dente, uma perna quebrada e um olho roxo) a última esperança da sua terra natal antes da aniquilação. Vindo ao nosso mundo através de um sofisticado (???) aparelho de teletransporte, que também serve para que ele se comunique com Davana (e fica guardado dentro de um armário aberto por controle remoto). A missão desse alter ego de Johnson é extrair o sangue dos seres humanos e testar em si próprio, a fim de substituir o sangue da população de seu planeta, na esperança de encontrar um cura para uma doença que devastou Davana, culpa de uma guerra atômica declarada, que resultou na contaminação sanguínea pela radiação. Se essa missão desse certo, seria o início de uma terrível invasão alienígena que escravizaria a humanidade toda, tendo nosso sangue roubado para salvar os ETs. Claro que o emissário tem poderes que nós, reles e pífios terráqueos não temos. Além das capacidades mentais e telepáticas, seu olhos são capazes de emitir uma energia mortal que tira a vida dos humanos, apenas olhando para eles, liquefazendo seus cérebros e demais órgãos internos. Sinistro, não é? Por isso ele utiliza um estranho óculos escuro o tempo todo, além de não revelar a aparência assustadora de seus olhos, brancos e sem pupila. Nesse ínterim, o Dr. F. W. Rochelle, médico hematologista, é hipnotizado pelo alienígena para ajudá-lo durante sua pesquisa, até ser morto por uma estranha e bizarra criatura de outro planeta (aka bicho feito de borracha), materializada por Johnson, que eu não faço a menor ideia do que seja, que sai voando por aí até encontrar o médico em seu laboratório e cair sobre sua cabeça enquanto o ator tem que ficar se debatendo com aquela forma de borracha e espuma, fingindo ser atacado. A ex-enfermeira de Rochelle, Nadine Storey (interpretada por Beverly Garland, com que Corman teve um conturbado romance durante as filmagens, mesmo a moça sendo casada) é contratada pelo ET para serviços de home care e cuidar da transfusão sanguínea que ele precisa receber todas as noites. E Simmons é um ex-condenado que serve como faz tudo de Johnson, desde servir como chofer até fazer a comida e limpar a piscina. Ainda temos também na trama o policial Harry Sherbourne, par romântico de Nadine, que vai ajudar a moça a enfrentar o terrível alienígena. Com a briga entre Corman e Birch, o ator abandonou os sets de filmagem e teve de ser substituído em cenas adicionais pelo ator Lile Latell, que tinha certa semelhança física, e é ele que vemos na cena do cemitério, no encalço da enfermeira Nadine e na fuga de carro, onde é perseguido pelo policial Sherbourne. Mas sinceramente, nem dá para perceber que houve essa troca de atores. Ainda há uma ponta de Dick Miller, ator fetiche de Joe Dante (fã confesso de Corman e diretor de Piranha, produção também assinada por ele), como um vendedor de aspirador de pó, que tenta vender o eletrodoméstico para o alienígena limpar seu porão, mas acaba virando vítima do malfeitor intergalático. O eficiente O Emissário de Outro Mundo, é um verdadeiro cult B. Ainda ganhou mais dois remakes futuros: um em 1988, que no Brasil ganhou o nome de Vampiro das Estrelas, esculacho trazendo no elenco a ex-atriz pornô Traci Lords, e outro em 1997, O Extraterreste, produzido pelo próprio Corman, com mais dinheiro, efeitos melhores e tudo mais, e estrelado por Michael York.

FONTE: http://101horrormovies.com/2013/02/27/96-o-emissario-de-outro-mundo-1957/

#095 1957 THE DEADLY MANTIS (The Deadly Mantis, EUA)


Direção: Nathan Juran
Roteiro: Martin Berkeley, William Alland (história)
Produção: William Alland
Elenco: Craig Stevens, William Hopper, Alix Talton, Donald Randolph, Pat Conway, Florenz Ames

Quando você pensa que já viu de tudo nesta década, eis que o subgênero Big Bugs nos mostra uma louva-a-deus gigante como o mais terrível perigo a atacar a humanidade em The Deadly Mantis, filme sequer lançado no Brasil. Como já expliquei aqui no blog anteriormente, os Big Bugs consistiam em filmes de insetos gigantes (e aracnídeos também, para ser mais preciso), que teve seu pontapé inicial em O Mundo em Perigo, e tem também outros famosos exemplares como Tarântula O Escorpião Negro. E falando em Tarântula, o mesmo produtor e roteirista William Alland (de O Monstro da Lagoa Negra) também é o responsável por essa fita da Universal. E além de Alland, outro veterano peso pesado de filmes de sci-fi dirige The Deadly Mantis: Nathan Juran, nome que seria sinônimo de alguns sucessos, também responsável por outros inigualáveis clássicos da década como O Cérebro do Planeta Arous e O Ataque da Mulher de 15 Metros. Bom, o que falar sobre um ataque de um louva-a-deus gigante, além de enaltecer a criatividade dos envolvidos? Afinal, pensar bem em um louva-a-deus? É genial. Claro que é mais um daqueles divertidíssimos filmes com os militares e cientistas unindo forças contra uma criatura descomunal. Os efeitos especiais de Fred Knoth (não creditado), que também seria responsável pelos efeitos extraordinários (para a época) de O Incrível Homem que Encolheu, não deixa a desejar para aqueles que gostam de dar uma boa risada com o bonecão do inseto. Até que é bem feitinho sabe, mas não convence e assusta ninguém. Isso sem contar as cenas onde o mesmo está voando, uma sobreposição tosca e com um ensurdecedor zumbido chato pra caramba. Mas de onde cargas d’água veio esse louva-a-deus? Uma explosão vulcânica em uma ilhota no meio do oceano, faz com que as geleiras do polo norte começassem a se desprender e derreter, e como bem diz a terceira lei de Newton, devidamente explicada no começo do filme, toda ação causa uma reação, então o gigantesco inseto pré-histórico congelado, que frequentava nosso planeta há milhões de anos, acorda da animação suspensa morto de fome, e vê nos seres humanos, sua presa ideal. Cabe então ao Coronel Joe Parkman (Craig Stevens), com a ajuda do paleontólogo do Museu de História Natural de Washington, Dr. Ned Jackson (William Hopper) e sua bela assistente, Marge Blaine (Allix Talton), todos sob ordens do General Mark Ford (Donald Randolph), primeiramente descobrir o que estava atacando aviões e as bases militares no ártico (antes de ser descoberta a verdadeira identidade do inseto) através de um esporão achado no local da primeira catástrofe e depois encontrar uma maneira de destruir a criatura, que parece ser praticamente indestrutível. Isso porque quando o louva-a-deus ataca a base militar onde nossos heróis se encontram, ele é alvejado com tiros de metralhadoras e lança chamas que não fazem nem cócegas no animal. Depois, canhões terrestres e mísseis lançados por jatos também não parecem surtir efeito nenhum. Deveriam ter jogado uma tonelada de detefon nele, porque acho que isso faria efeito. Ou então ter construído um chinelo gigante. E tem mais! Ao colidir com um dos caças da aeronáutica, o monstro cai dentro de um túnel em Nova York, e lá vai mais uma vez o exército, liderado pelo valente Cel. Parkman encurralar o inseto, e meter chumbo grosso nele, até que enfim, depois de muita bala, eles conseguem se ver livres da praga de uma vez por todas. Detalhe que o bicho começa a emitir uns esganiçados gritos de dor quando atingido. Não sou nenhum entomologista, mas acredito que nenhum inseto faz um som gutural daqueles, não. Não consigo deixar de pensar o que aconteceria se houvesse dois desses louva-a-deus gigantescos, e fosse um casal macho e fêmea. Seria simplesmente a cena mais incrível da história do cinema se rolasse um acasalamento entre eles, e depois da cópula, a ensandecida louva-a-deus fêmea devorasse sem piedade a cabeça do companheiro ainda vivo, assim como ocorre normalmente na natureza. Mas infelizmente isso não acontece. O insetão aqui era o último de sua espécie. Enfim, The Deadly Mantis vale cada frame. Tem todo aquele climão característico da década de 50, narrador que parece que está lecionando em alguma aula do Telecurso 2000, inseto gigante tosco, poderio militar, propaganda ideológica bélica e sabedoria científica. Alvo perfeito para as paródias da inteligente série Mistery Science Theater 3000. Pelo menos aqui, como em praticamente todos os filmes do gênero, o louva-a-deus não foi vítima de testes nucleares ou da radiação.

FONTE: http://101horrormovies.com/2013/02/26/95-the-deadly-mantis-1957/

domingo, 15 de março de 2015

#094 1957 O CÉREBRO DO PLANETA AROUS (The Brain from Planet Arous EUA)


Direção: Nathan Juran
Roteiro: Ray Buffum
Produção: Jacques Marquette, Dale Tate (Produtor Associado), Joy N. Houck e J. Francis White (Produtores Executivos/não creditados)
Elenco: John Agar, Joyce Meadows, Robert Fuller, Thomas B. Henry

Outra pérola incomparável dos filmes B sci-fi da década de 50. O Cérebro do Planeta Arous é aquela podreira deliciosa de se assistir, cultuada e um dos grandes sucessos dos drive-ins daquela época. Afinal, a ideia de um cérebro gigante vindo de outro planeta que pretende escravizar a humanidade é ou não é fantástica? Dirigido por Nathan Juran (diretor de vários episódios das séries de Irwin Allen como Viagem ao Fundo do Mar, Túnel do Tempo, Terra de Gigantes e Perdido no Espaço), o filme é produzido e tem como diretor de fotografia Jacques Marquette, que com sua produtora, a Marquette Productions, lançou outros clássicos do sci-fi, entre eles O Ataque da Mulher de 15 Metros e The Teenage  Monster. E apesar de ser declaradamente um filme B com efeitos tosquíssimos, O Cérebro do Planeta Arous destaca-se de outras calamidades da época exatamente por sua excelente direção, fotografia e pela interessantíssima atuação do cansastrão John Agar (vista já em Tarântula e A Revanche do Monstro, por exemplo), com o papel do cientista Steve March, o “possuído” por Gor, o tal cérebro interplanetário, principalmente quando ele utiliza o seu terrível olhar destruidor e sua risada maléfica. Um detalhe interessante é que Gor gerou um fenômeno de exploração de merchandising inesperado, com a criação e venda de camisetas, pôsteres, chaveiros, e diversos tipo de memorabília do filme para os jovens da época. A estapafúrdia história traz dois cientistas, March e seu assistente Dan Murphy (Robert Fuller), que descobrem uma alta intensidade de radiação vinda do Monte Mistério, localizado no condado de Jefferson, em Washington. Ao investigar o ocorrido, eles descobrem uma estranha caverna na montanha, inexistente até então, e em seu interior esconde-se o terrível e poderoso cérebro gigante alienígena megalomaníaco translúcido, que acaba por matar Dan e possuir o corpo de March para que tenha um hospedeiro terráqueo a fim de por em prática seu plano maquiavélico. Detalhe é a hilariante cena onde ocorre a “possessão”, com cérebro sobreposto na tela voando até o corpo do cientista e “entrando” dentro dele. Pois bem, ao voltar para sua namorada Sally Fallon (Joyce Meadows) e seu pai John Fallon (Thomas B. Henry), March / Gor dá a esfarrapada desculpa que do nada, Dan tinha ido para Las Vegas jogar. Claro que os dois não acreditam muito na história, ainda mais por conta do indolente e agressivo comportamento de March após ele ter voltado do Monte Mistério. Fora que como Gor não está acostumado com as mulheres, ele fica com um tesão danado em Sally, querendo traçá-la na pele de Steve de qualquer jeito, e fica toda hora falando para o mocinho que está procurando por esse novo prazer indescritível e que ela será sua refém (sexual) para sempre, usando o cientista como hospedeiro. É genial O plano de Gor é se infiltrar no alto escalão do exército americano e de outros países, governando-os e assim escravizar toda a humanidade para construir poderosas armas atômicas, a fim de iniciar uma invasão a partir do planeta Arous e assim poder conquistar todo o universo, fazendo com que a massa encefálica gigante seja o imperador de toda a galáxia! Afinal, Gor na pele de March tem uma terrível capacidade psicocinética de destruir aviões com a força do pensamento, o qual ele faz gratuitamente apenas para testar sua força, e também queimar pessoas com sua radioatividade só de olhar para elas, com um olhar maligno em que seus olhos ficam negros, sempre seguidos de uma gargalhada sarcástica após sua vil demonstração de poder. Sem dúvida é um dos piores vilões que esse planeta já viu. Mas para impedi-lo, outro visitante do mesmo planeta, Vor, resolve se aliar a Sally e a John, possuindo George, o cachorro do casal (???!!!) e ensinando para a garota a única forma de destruir o cérebro maligno, que é atingi-lo em seu ponto fraco, a Fissura de Rolando, que fica vulnerável nos breves momentos que Gor precisa sair do corpo de March para absorver oxigênio. E ainda há tempo para na cena final, quando o cérebro gigante finalmente está fora do corpo de March sem ser uma forma etérea e sendo atacado pelo cientista com um machado, vermos os fios de arame pendurando o bonecão desengonçado do cérebro com olhos. Impagável. Fora que ao Vor não se manifestar após Gor ser derrotado, quando Sally conta a história dele estar dentro do cachorro, March não acredita na namorada que ainda termina o filme com pecha de louca. O Cérebro do Planeta Arous merece todos os méritos. É engraçado, tosco, porém incrível. Não tem como não adorar esta película. E seu status de cult pop é tamanho, que provavelmente você já deve ter visto alguma cena do cérebro gigante voando por aí. Para citar uma, foi utilizada, por exemplo, na abertura do seriado de sucesso Malcolm, da Fox, com Frank Muniz.
FONTE: http://101horrormovies.com/2013/02/25/94-o-cerebro-do-planeta-arous-1957/

sábado, 14 de março de 2015

#093 1957 O ATAQUE VEM DO POLO (The Giant Claw, EUA)



Direção: Fred F. Sears
Roteiro: Samuel Newman, Paul Gangelin
Produção:Sam Katzman
Elenco: Jeff Morrow, Mara Corday, Morris Ankrum, Louis D. Merrill, Robert Shayne

Sempre que a sentença “pior filme já feito” vem a cabeça, logo pensamos em Plano 9 do Espaço Sideral de Ed Wood ou Robot Monster. Mas vou te contar, O Ataque vem do Polo, para mim está ali pau a pau concorrendo com esses dois. Com certeza ele leva a honra de ser o pior filme de monstros de todos os tempos. Afinal a proeza de uma trama com um urubu gigante vindo do espaço feito de antimatéria não é para qualquer um. Acredite. E como se não bastasse, os efeitos especiais do bonecão da criatura são ridículos, que parece uma espécie de Zeca Urubu do Pica-Pau afetado, e todos seus ataques e maquetes, são simplesmente pavorosos, fazendo o espectador rolar no chão de tanto dar risada e não acreditar nos seus próprios olhos.Pesquisando um pouco na Internet sobre um filme de um dos meus posts anteriores da lista, O Lobisomem, do mesmo diretor desta bomba aqui, encontrei uma história bastante inusitada sobre O Ataque Vem ao Polo no blog Cine Space Monster, o melhor blog sobre sci-fi na minha opinião, que irei replicá-la aqui. O Ataque Vem do Polo é mais uma das paupérrimas produções de Sam Katzman e de sua produtora, a Clover, que era responsável por filmes de baixo orçamento para a Columbia Pictures, como O Lobisomem já citado e O Monstro do Mar Revolto. Fred F. Sears, diretor desta pérola, foi indicado para Katzman como um jovem cineasta que estava despontando, com uma enorme capacidade de dirigir vários tipos de filmes com a mesma eficiência. Após a direção eficaz de O Lobisomem, o próximo projeto foi O Ataque Vem do Polo, antes de sua fatídica morte no mesmo ano, com apenas 44 anos de idade, por conta deste mesmo filme. Sam Katzman dispensou os serviços do mago do stop-motion Ray Harryhausen, que já tinha um acordo com Sears e seria responsável pelos efeitos visuais da criatura, o tal urubu gigante em questão, e também cancelou a parceria com a empresa Morningside de Charles H. Schneer. Os dois haviam sido responsáveis pelos efeitos de O Monstro do Mar Revolto (e futuramente fariam clássicos como Jasão e os Argonautas e Fúria de Titãs, o original que passava na Sessão da Tarde). Ou seja, era para vir coisa boa por aí, e não aquele bonecão mal feito e feio de doer. Katzman dizia ter um ás nas mangas, e utilizaria no filme um processo revolucionário de efeitos que deixaria o stop-motion de Ray no chinelo. Ahan… Esses “defeitos” especiais foram escondidos do diretor e de toda a equipe, que só veriam na pré-estreia do filme. Na verdade isso não passava de uma picaretagem de Katzman para aproveitar da técnica e destreza de Sears na direção, que já estava chiando com a saída da Morningside, e claro, economizar uma baita grana. Sears não dirigiu nenhuma sequência que o bichão desengonçado e horrendo aparece, e essas cenas não foram creditadas. Segundo o Cine Space Monster, dizem que elas foram filmadas por Spencer Bennett. Daí veio a pré-estreia, então você imagine a explosão de gargalhadas e vaias, e o motivo gigantesco de chacota que Sears teve que aguentar durante aquela seção. Sears foi enganado pelo seu mentor, Katzman, que deu uma desculpinha esfarrapada de que os tais efeitos mirabolantes não foram possíveis de serem usados e de última hora foi obrigado a trocar por aquele boneco e os arames que o manipulavam. Frustrado demais, Sears, junto com o ator principal Jeff Morrow (que já havia vivido o ridículo alienígena testudo Exeter em Guerra Entre Planetas, outra bagaceira do sci-fi), abandonaram a seção e nunca mais fizeram outro filme para Katzman. Na verdade, Sears acabou se enclausurando no seu sítio e foi encontrado morto somente três meses depois por seu agente, sem que fosse diagnosticada a verdadeira causa mortis, mas provavelmente suicídio ou depressão por conta de enorme desilusão com o que ocorrera. Que coisa, não? Mesmo assim com toda essa parte trágica, não dá para passar incólume a essa bucha de canhão. Tirando a cachorragem e traição de Katzman, que ajudou a dar cabo da vida de um talentoso cineasta, o filme é mesmo ruim de doer e é compreensível a reação do público no cinema. Como disse lá em cima, por mais que os efeitos especiais fossem um pouco melhores e não essa tosquice sem tamanho, como uma história de um urubu pré-histórico gigante alienígena vindo de um universo de antimatéria, que voa em uma velocidade supersônica para vários cantos do mundo trazendo pânico e destruição para cidades, devorando e esmagando trens, aviões, carros, pessoas e prédios (ele destrói o Empire State, onde fica empoleirado e dando bicadas destruidoras e depois mais tarde o prédio da ONU, ambos de papelão, claro), poderia ser levada a sério? A primeira aparição da ave anabolizada, com aquele pescoção, tufinho de cabelo revolto, olhos esbugalhados, e todo desengonçado na tela é uma das mais hilárias da história do cinema trash. Você não está preparado para ver aquilo, definitivamente. A dupla de atores principais, Jeff Morrow como o engenheiro eletrônico / piloto de testes de exército Mitch MacAfee e Mara Corday, como a matemática  Sally Caldwell, é bisonha, como se não bastasse todo o resto. O narrador contando a história também enche o saco e há um tal personagem franco canadense chamado Pierre Broussard que fica gritando comicamente que o animal é a “La Cracagne”, remetendo a uma antiga lenda do local. Simplesmente não há nada que se salve. Mas mesmo assim O Ataque vem do Polo (e que título estúpido, antes que eu me esqueça, hein?), é um filme que tem de ser ver antes de morrer. Porque apesar dos apesares da ruindade da fita, e dele se levar a sério MESMO, é impossível não se divertir com um filme desse e não sentir vergonha alheia de todos os envolvidos na produção e simplesmente não rolar de rir quando aquele pássarão ridículo dá seus voos rasantes, emitindo seu grasnar insuportável. É um daquelas bagaceiras cults para se adorar de verdade.

FONTE: http://101horrormovies.com/2013/02/23/93-o-ataque-vem-do-polo-1957/