Direção: Tom McLoughlin
Roteiro: Tom McLoughlin
Produção: Don Behrns
Elenco: Thom Mathews,
Jennifer Cooke, David Kagen, Renée Jones, Kerry Noonan, Darcy DeMoss
Sexta-Feira 13 – Parte 6 – Jason Vive é meu segundo favorito da
cinesérie. Pronto falei! Um ponto importantíssimo nesta sexta parte é a mudança
no cânone do personagem. Jason Voorhees retorna dos mortos, vira um zumbi
indestrutível putrefato e é basicamente essa figura avassaladora que se tornou
conhecida dos fãs até seu o término melancólico e tosco da série e sua
refilmagem de 2009. Ignorando quase que completamente o filme anterior, Sexta-Feira – Parte 5 – Um Novo Começo, Tommy Jarvis (Thom Mathews,
de A Volta dos Mortos-Vivos) retorna como nêmese do
assassino de máscara de hóquei, fugindo do hospício junto com um amigo doidinho
só para colocar ponto final em suas alucinações e destruir o cadáver enterrado
do psicopata. Acontece que ao enfiar uma lança da grade do cemitério em seu
corpo em um acesso de fúria, Jason é trazido de volta à vida, reanimado por um
raio que o atinge, ao melhor estilo Frankenstein. A
verdadeira questão é que Jason estava morto já há um bom tempo (Tommy era um
garotinho em Sexta-Feira 13 – O Capítulo Final) e agora já é um adulto, então
apesar de não entender muito de biologia, não acredito que o corpo do maníaco
estaria intacto daquele jeito depois de tanto anos. Além do mais, se eu bem me
lembro Jason foi retalhado em um surto psicótico violento de Tommy no mesmo
“capítulo final”, mas aqui ele está inteirão, com todos os quatro membros, e
tudo mais. Jason começa a contagem de cadáveres enquanto faz seu caminho até o
acampamento Forrest Green, antigo Acampamento Crystal Lake, mudado de nome para
todos os moradores esquecerem aquelas atrocidades cometidas anos atrás. Nisso
ele mata o amigo de Tommy, um casal de monitores que atola o fusca no barro, um
bando de idiotas jogandopaintball na floresta, os demais monitores, os
policiais… É uma máquina de matar sem freios usando todo tipo de execução
possível e imaginável: lança, facão, asfixia, pescoço quebrado, cérebro
espremido com as mãos, chave de fenda, e a sensacional morte do sujeito sendo
dobrado em dois. Enquanto isso, Tommy tenta avisar ao xerife Garris (David
Kagen) sobre a ressurreição de Jason, que obviamente não acredita nele e acaba
colocando a culpa no mesmo por saber que ele é um paciente mental foragido
(deixando completamente de lado o final do anterior onde Tommy assume a
identidade do assassino). A filha do xerife, a loira gatinha Megan (Jennifer
Cooke) já se sente atraída pelo louquinho e o ajuda na fuga e na caça ao Jason,
enquanto eles têm de também proteger as crianças que chegaram para passar o
verão no acampamento. A única maneira de deter o zumbi é manda-lo de volta ao
lago onde ele “supostamente” se afogou e afogá-lo de novo (com o se afoga um
morto-vivo eu não faço ideia, e nem como Tommy descobriu essa teoria jogada ao
vento). Pois bem, lida a resenha dessa forma para quem ainda não viu esse
capítulo da série que começou há seis anos em Sexta-Feira 13, pode
achar que é apenas mais do mesmo, mas não é o caso, porque pelo menos até seu
terceiro ato, quando o terror e ação realmente surgem
ininterruptamente, Sexta-Feira 13 – Parte 6 – Jason Vive é recheado
de piadinhas e humor negro. Começa já com a emblemática abertura sacaneando os
filmes de 007, com Jason andando sob um fundo preto, virando para a tela e
cortando-a com seu facão derramando sangue. GENIAL. Nisso se seguem diversas
sacadinhas, como a cena onde Jason arremessa um dos sujeitos que estão
jogando paintball contra uma árvore deixando no tronco um smiley ensanguentado,
ou o momento mais suprassumo de todos, quando uma tomada visualiza a criançada
dormindo em um dos dormitórios e um garotinho adormeceu lendo “Sem Saída” de
Jean-Paul Sartre. Impagável! Além disso, há várias referências ao cinema de
terror em nomes e sobrenomes usados no filme, como a Estrada Cunningham (em homenagem
ao criador da série Sean Cunningham), a cidade de Carpenter, a loja chamada
Karloff’s e a pequena garotinha que tem medo do “bicho-papão que aparece nos
sonhos” chamada Nancy. Definitivamente Sexta-Feira 13 – Parte 6 – Jason
Vive, muito por conta da sua abordagem e do seu até então recorde em mortes, e
uma história bem das mais bacanas, diga-se de passagem, encontrou seu espaço no
hall entre os melhores da série (mesmo sendo o primeiro a não ficar no topo das
bilheterias em seu final de semana de estreia), e recuperando a imagem péssima
que a porcaria que a quinta parte havia deixado. Só que não adiantou muita
coisa porque dali para frente, começando pela próxima e horrorosa sétima parte,
a franquia foi para o espaço. Literalmente!
FONTE: https://101horrormovies.com/2014/09/16/523-sexta-feira-13-parte-6-jason-vive-1986/
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